Creepy

Creepy

n. 1995 BR BR

A verdadeira natureza humana sem doutrinas controladoras.

n. 1995-09-05, Natal

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Não gosto de domingos

Redundância de felicidade
Beijos e toques com gemidos
Um silêncio proibido
O escuro é nossa verdade
O seu abraço me alimenta
O toque demonstra minha insignificância
No meu quebra cabeça
Você me complementa
Olho no teu olho
e digo o que eu sinto...
Assustado pelo som do vizinho
Dormi pensando nela
e acordei sozinho
Eu te amo é o que eu teria dito
Mas meu sonho foi interrompido
E não vende sonhos na padaria
em dia de domingo.



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Poemas

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Saudades salgadas

Saudade é um sentimento pessoal demais 
Ela sempre se remeterá ao passado 
Tem quem sinta a falta por não poder ter
Impossível nunca ter sido abraçado 
Saudade é um sentimento nostálgico
Quando não se pode ter acesso é maior
Quando se tem demasiado é menor 
Um sentimento tanto salgado. 
 
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Homicídio culposo

A culpa é sua... Mas quem tá na merda sou eu
Cacos dos golpes do tempo e também dos seus
Me sinto no inferno mas minha Eurídice reviveu
Já passei por todas as fases como Dante descreveu

A culpa é minha... Por querer viver o que já morreu
Promessas falsas, como Cristo é para os judeus
A sanidade é um pedaço que de mim se perdeu
Incapacitado como Aquiles cego como Bartimeu

A culpa não é sua foi o destino que me deu
Escrevo versos pra expressar o que em mim faleceu
Auto flagelo e pessimismo foi que permaneceu
Se morrer resolvesse escolheria como Bill escolheu
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