Creepy

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n. 1995 BR BR

A verdadeira natureza humana sem doutrinas controladoras.

n. 1995-09-05, Natal

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Não gosto de domingos

Redundância de felicidade
Beijos e toques com gemidos
Um silêncio proibido
O escuro é nossa verdade
O seu abraço me alimenta
O toque demonstra minha insignificância
No meu quebra cabeça
Você me complementa
Olho no teu olho
e digo o que eu sinto...
Assustado pelo som do vizinho
Dormi pensando nela
e acordei sozinho
Eu te amo é o que eu teria dito
Mas meu sonho foi interrompido
E não vende sonhos na padaria
em dia de domingo.



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Poemas

14

Jaz

Olha só seu filho da puta
Era isso que você queria?
Não está cansado dessa luta ?
Tá achando que vão entender ?
É isso mesmo pra você aprender
No fundo você sabia
E é por isso que se rótula
Olha só seu doente mental
Chegou o fim de outro carnaval
Achou que ia viver alegrias ?
Que agora do jeito que está encontraria?
Achou errado, otario
Melhor evitar os contatos
Qualquer contanto
Aprende de uma vez pra não se tornar um homem por fora de pé
mas por dentro enterrado...
Aqui jaz.
206

Dias ruins

Dias melancólicos é o que eu tenho vivido
Eu sou a criatura mas asquerosa que conheço
Desconheço a paz não sou meu amigo
Abandonado e esquecido pelo reflexo no espelho
Em um piscar de olhos vou do céu ao abismo
Sacrifícios e esforços de vocês não mereço
A luz ofusca na escuridão procuro abrigo
Choro sem derramar uma lágrima, meu desespero
Sem conseguir pousar fora da pista eu aterrizo
Acabo destruindo tudo sem medir meus erros
Sem entender nada, após a bala agonizo
Desrealizado assisto o meu próprio enterro
Sou apenas o que o tempo fez comigo
Não sou vazio só estou perdido
As paredes falam comigo só consigo sentir medo.
156

Lágrimas, sangue e sombra

Eu vou morrer de tanto remorso
A essas horas restaria só os ossos
Caso eu tivesse atingido a desejada
Te beijar sangrando, abraçar o óbito

Seguir na sombra oculta, vivo lá
Deixado por amor e por amor estar
Já disse amar a morte, sem sorte
Não pude alcançar, mentiras no ar

O ar é rarefeito, e se não houvesse rancor
Ainda sim teria amor pra me dar ?
Uma, duas, três... Não existem leis
O que me causou dor um dia hoje quer me curar

A quem culpar? Se sigo vivo, por escolha
Sempre disseram que a vida era escola
Não sei como estou aqui, só sei que não sei estudar
Não aprendi a apreender, só espero o tempo passar

Os dias são doentes, queria que existisse duendes
Quem sabe um ser místico poderia me ensinar
Ajuda? Não preciso, o que me fere é o meu próprio compromisso
Por escolher na sombra ficar



256

Consolo

Grita, meu peito aberto
Grita, todo dia a mesma coisa
Fica, quero te ter por perto
Aflita, minha alma espera o pior

Insulta, sempre que penso
Insulta, minha própria existência
Conduta, não é isso que sigo
Disputa, perco em todos sentidos

Sou um brinquedo
Ouço o eco chegar aos ouvidos
Medo, Edo, Edo, Edo...
Ecoa, não consigo seguir

Morrer, er, er, er...
Ecoa, sou covarde com receios
Perdido, como um velho brinquedo
Insuficiente demais

Quero te dar um pouco de paz
Não tenha medo
Eu já disse, deveria ter
Chegado mais cedo
117

Rua

Canta minha alma quando só
Em cada canto dessa casa
Contos que minha mente faz
Deixam minha mente só o pó
Que antes estavam ardendo em brasa
As estrelas clamam e dizem
Que a lua se escondeu hoje
Dizem que seria mais felizes
Se estivessem visíveis a noite
De um telescópio te observo
Mesmo perto, mesmo aqui
Olho e me sinto distante
Olha o que eu mesmo fiz pra mim
Maior que um mundo inteiro
Poderia te dar o sol, o sol
Mas só posso te dar o que tenho
Não possuo matéria além de poeira
O metafísico, o imaterial
Basta ? basta!
Melhor não dizer mais nada.
216

Isso

Queria ser mais que isso
O cara errado cansa
Descansa, um dia vou ser
Mais que isso
Sou uma criança
Preenchendo um vazio
Será que um dia
Serei mais que isso ?
260

Livrado

Uma onda gigante que inunda, molha
A visão de um predador como uma águia de rapina
As toneladas apreendidas perdidas, perdem
Imensurável, não palpável o ápice de um pico de morfina
Maior que as bactérias, vírus e células que em nosso corpo se ajudam em função da vida
Conto nos dedos, são poucos
Meu próprio mundo de loucos
Ainda juntando os rebocos
Faço essa cerimônia
Disponha, clímax da minha vida
237

Sem e cem

No chão mais uma vez
Pisado por vários
Se esticando pra alcançar
Delirando no que vê
Tentando somente falar
Fico muito a deriva
Enxerguei então uma ilha
Depois de comemorar
Amores, vícios e obceções
Me esperam, e espero
Conseguir cada um separar.
123

Sinto

Chora o pobre escritor
Que não consegue chorar
Chora lágrimas verbais
Que o físico não vai molhar
Sempre que me causo dor
Não consigo enxergar
Só me vejo em rancor
Por ter que te machucar
Sei que um dia tu chorou
Por nós vamos melhorar
Pois por ti só sinto amor
Eu nasci pra te amar.
112

Verdura ou legume?

Eu quero te ouvir
dizer me merecer
E te dizer o mesmo
e assim entender
O que todo mundo sabe
e eu também sei
A moça do sonho sabe
Meus anjos e demônios sabem
Eles sabem
Que meus dias passam
Lento e cada minuto longe
Desalento e quando tempo se esconde
Um tormento
Pra o que antecede perto
Te olhar de longe
E te sentir me esperar
De peito aberto.
122

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