Creepy

Creepy

n. 1995 BR BR

A verdadeira natureza humana sem doutrinas controladoras.

n. 1995-09-05, Natal

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Não gosto de domingos

Redundância de felicidade
Beijos e toques com gemidos
Um silêncio proibido
O escuro é nossa verdade
O seu abraço me alimenta
O toque demonstra minha insignificância
No meu quebra cabeça
Você me complementa
Olho no teu olho
e digo o que eu sinto...
Assustado pelo som do vizinho
Dormi pensando nela
e acordei sozinho
Eu te amo é o que eu teria dito
Mas meu sonho foi interrompido
E não vende sonhos na padaria
em dia de domingo.



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Poemas

4

Vida

vou existir até o fim do adiamento
queria agora e aproveitar pois podemos partir a qualquer momento.
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O que você quer de mim?

Eu te amo disse ela
Eu tbm respondeu ele pra ela
Ele é paranóico e não vive sem ela
Ela é inteligente, bonita e talentosa
Ele tem depressão
Ela tem ciclos de amigos ativos
Ele tem um montão
Ela é racional e justa
Ele é impulsivo
Ela resiste e luta
Por que sabe que ama ele
Mas se ele não controla as teses que culpa esse louco tem ?
Ela não tem obrigação de nd
Ele só precisa de uma casa, porque a mente que ele habita tá muito bagunçada.
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Poesia do dia seguinte.

Arrancaram minha cabeça
E eu segui sem razão
Pois é, dizem que so o amor basta
Besta, não paga contas
Sou eu mais uma traça
Não tem objetivo
Sou só um substantivo
Objeto inanimado
Na ausência dos seus braços
Me apego ao abraço da morte
Mas ela quer ceifar outros caras
Não te culpo por nada
Carrego apenas meu karma
Nada da certo
Nunca terminar bem
Escolhas apenas
Decisiveis dilemas
Não dá pra sair ileso
Meu querer não é
argumento
Confundem falha na expressão com "passação"
Deve ser um egoísmo bobo
Se eu fosse você voltava pra mim de novo
Sigo sofrendo
Precisando do teu corpo
Do teu beijo
Abraça o travesseiro
Seja forte, garoto
E sinto seu cheiro
Quando o cheiro acaba
Cheiro
Cheio, ansioliticos me tiram o medo
Durmo, porém acordado
Ela disse que sou obcecado
Sorte minha entrar em coma e ter uma vida ao seu lado.
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Eu tinha a bala

Eles dizem meu nome
Será que me chamam
Aclamam, conversando
Com demonios

Eu escuto quando arranha
Minhas entranhas
Pedindo toxinas
A minha pupila tá muito padrão

É o karma do cão
Só posso ter sido eu o Pilatos
É tanto descaso do acaso
Me sinto deslocado

Não quero mais me alocar
Não sou palhaço, sou bobo
Da corte, entreto mas não recebo
Estou aqui pra me passar

Desprenda e enxergue
Eu vi em você, meu eu aprendeu
Vou me desprender, e percebi
O que você não percebeu

Não é preciso expulsar, vaza
Transbordando lava, arrastamdo brasas
Queimei tanto meu eu
Que eu me esconderei de novo

Sabendo do fim, assistindo de novo
De novo e de novo e de novo
Estamos fadados a ser o que somos
Reflexos do que nos fomos
Que interfere no fim e para onde vamos

A vida é só um livro aberto com fila
Pra escrever, cada uma caneta diferente de todas
Em uma mesma linguagem a caneta falha as vezes morre e as vezes chega até o fim se ela acaba com o que você pode escrever fica registrado por quem também estava escrevendo ou por quem se interessar nas suas experiências repetitivas e monótonas

Viva o momento antes que a caneta acabe.
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