Creepy

Creepy

n. 1995 BR BR

A verdadeira natureza humana sem doutrinas controladoras.

n. 1995-09-05, Natal

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Não gosto de domingos

Redundância de felicidade
Beijos e toques com gemidos
Um silêncio proibido
O escuro é nossa verdade
O seu abraço me alimenta
O toque demonstra minha insignificância
No meu quebra cabeça
Você me complementa
Olho no teu olho
e digo o que eu sinto...
Assustado pelo som do vizinho
Dormi pensando nela
e acordei sozinho
Eu te amo é o que eu teria dito
Mas meu sonho foi interrompido
E não vende sonhos na padaria
em dia de domingo.



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Poemas

14

Reflexões

um soldado ferido
Oh que frio
me sinto vivo
Os passos zonzos
O cante de assobios
Os passarinhos intercalam
De cada ninho
O descansar da bela flor
Meus versos impressos
Em pergaminhos
Mereces mais
O que eu não posso te dar
Eu quero mais
E poder mais te dar
Te dou tudo
E cresce mais
Te darei mais
Tu é meu tudo.
234

Um segundo depois

Nunca imaginaria que sentiria tamanha alegria outra vez
Sempre disse a mim mesmo que nunca mais tentaria, mas tentei
Quando me arrependia de não ter falando ainda, ter falado com você 
Me surpreendi quando naquele dia sua boca chegou perto a minha
E então te beijei
229

Segredos

Segredos que estão
Além das telas
Além dos dedos
Além dos sons
O que esperar disso?
Segredos que são
Somente cores
Somente tato
Somente ondas
O que ignorar ?
E o que gritar ?
Segredos?
Segredos.
248

Corvos

Sofre o espantalho
Que espantou todos os corvos
Agora ele pode vê-los
Só em fechar os olhos
As penas no meio do milharal
Os olhos rindo
As bocas amaldiçoadas
Entoando nada
Ecoando as gargalhadas
Não me protejo disso
Me protejo de mim mesmo
Só mais um espantalho bobo
Cheio de receios e medos
Te protejo cegamente
Corvos não me deixam em paz
Não durno, so os vejo
Só mais um espantalho
Só mais um
Só um
Só.
244

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