Cristileine Leão

Cristileine Leão

n. 1977 BR BR

Brasileira, casada, mãe, jornalista, blogueira. Desde 2017 escreve sobre saúde mental e poesias no blogue "Depressão com Poesia".

n. 1977-07-08, Brasil

Perfil
2 773 Visualizações

Muito Mais


Quanta dor tem na sua alma?

Quanta alma tem na sua dor?

Calma

A sentença não é o que você pensa

Mas sim

O que você alimenta

Poucos centenários restaram

Com seus olhos cansados

Dos dias passados

Com seus sorrisos banguelos

Diante de abraços singelos

Para nos dizer que

Somos muito mais

Do que se pode ver
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Poemas

5

Vulnerabilidades

Vulnerabilidade
Não tem idade
Para pobre
Para rico
Para quem
Está vivo
Por que nos eximimos tanto
Para não evidenciar
Vulnerabilidades?
Por que nos exibimos tanto
Com as vaidades?
Quando
Desde o começo
Ao fim
Somos leitos
De vulnerabilidades
Quem me disse?
O bebê que nasceu
E o vovô que tudo confirmou.
199

Cor e Ação


O que mora dentro do botão?
Segredos
Aromas
Maciez
Cores
Coragem de nascer
Maneiras de crescer
Audácia de florir
O que mora dentro do cor.ação?
O botão.
231

A vida é Roda Gigante

A vida é roda gigante

Fascina quando criança

Espanta na fase adulta

Altos

Baixos

Retratos

Balança

Cansa

Anima

Na bola

Há vida

Gigante

Pequena

Roda a vida

Uns não querem entrar

Outros não querem sair

Da roda gigante

Para ver

As incríveis paisagens do alto

Para sentir

O frio na barriga

Para acompanhar

Sua filha

Tem que dar o primeiro passo

Tem que entrar na roda

Depois que fecha a porta

É só segurar na mãozinha

Bom passeio.
262

A VIOLÊNCIA

A violência é democrática

Acontece que

A democracia está morrendo

A violência não

O povo abraça a democracia

Como tábua de salvação

E é abraçado pela violência

Não há regime ou religião

Que ensine

O homem a ter humanidade

Se assim ele não quiser

A equiparidade vem com

O senso de responsabilidade

Social

Pessoal

Intrapessoal

Interpessoal

Um sinal

Que apita na consciência

De quem se dispõe a ouvir

Mas

O barulho da violência

Procura ser mais estridente

Para intimidar toda gente

Que se dispõe a evoluir

Diante da tamanha farfalhada

Não é de se admirar

Perpetuar-se nas ruas e nas casas

A eleita guerra fria

Entre medíocres e covardes.
205

Muito Mais


Quanta dor tem na sua alma?

Quanta alma tem na sua dor?

Calma

A sentença não é o que você pensa

Mas sim

O que você alimenta

Poucos centenários restaram

Com seus olhos cansados

Dos dias passados

Com seus sorrisos banguelos

Diante de abraços singelos

Para nos dizer que

Somos muito mais

Do que se pode ver
272

Comentários (3)

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joaoeuzebio

UM BELO POEMA MUSICA ETERNA QUE NOS LEVA A VIAJAR PARABÉNS

CORASSIS

poetisa , a ilustre escreve com maestria parabéns .

Márcio Barbosa

Parabéns...belo trabalho.