Cristileine Leão

Cristileine Leão

n. 1977 BR BR

Brasileira, casada, mãe, jornalista, blogueira. Desde 2017 escreve sobre saúde mental e poesias no blogue "Depressão com Poesia".

n. 1977-07-08, Brasil

Perfil
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Muito Mais


Quanta dor tem na sua alma?

Quanta alma tem na sua dor?

Calma

A sentença não é o que você pensa

Mas sim

O que você alimenta

Poucos centenários restaram

Com seus olhos cansados

Dos dias passados

Com seus sorrisos banguelos

Diante de abraços singelos

Para nos dizer que

Somos muito mais

Do que se pode ver
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Poemas

4

Livro


Abri a porta do livro
E ela me escancarou
De paz, alegria e dor

Como pode nessa tez tão fina
Vibrar meus sonhos de menina
E me fazer um sábio senhor?

Verti no teu colo vocais lágrimas
Nas consonantes do tempo
Acolhi páginas infindáveis

Folhas que me escrevem
Em cada leitura de outrém
Conjunto de possibilidades

Lógicas e ilógicas
No fecha e abre
Do livro da vida

Destino? Não.
Apenas mais um canal
De busca na Totalidade
153

Digital digitais

Só tenho-lhe na imaginação

Que lhe traz para dentro do meu colo

Te derrubo em afetos

Com meus seios caídos

Esparramados entre olhares

Vamos para lugares jamais visto

Te busco toda noite

Sinto teu contorno vindo

Tatuou na fogueira

Ardência do desejo

Não durmo e não vejo

Ajeito meu cabelo

E penso na forma

Das tuas mãos em minhas dobras

Alucinante presença viva que

Só tenho na imaginação

Será que um dia o encontro?

Será que virá real?

Será o mesmo encanto?

Sem óculos de realidade virtual

Vivo na sua digital digitais.
170

Frankensteins Modernos

Somos peças de criação

Depósito de cólera, descrença, promessas

Frankensteins modernos

À quem prometeu vida.

Criatura que quando esgota a força moral

Atua com a força física

Quer reconhecimento e aceitação

Quer ser humano

O que é ser humano?

Por vezes determinados

Como um gigantesco altruísta

Por vezes completamente alucinados

Com sonhos sem salvação.

Somos filhos de sonhos perdidos

Tentando entender o criador

Esmagando utopias

Tentando nos encaixar

No modelo social.

Que já tinha fôrma própria

Desde antes do parto

Desde antes da formatura

Formas variadas

De gravata engomada

De escola

De família

De política

De religião

De consumo

De trabalho

De anjo

De diabo

De pé descalço no chão

Aceito?

Reajo?

Ou fujo para a montanha gelada

para dar e receber paz?

Alusão ao livro Frankstein de Marry Shelley.
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Deságuo

Deságuo
Em palavras
Que fluem no vazio
Me perco
Entre curvas
Sem rio
Despenco
Em cachoeiras
Do choro sem fim
Sinto a correnteza
Oceano de sufoco
Não entre
Não entre
Não se afogue em mim
Gostava de ver os gansos dançarem
Em águas polutas 
Não existe milagres
Nem penas impermeáveis
Deságuo em palavras
Deságuo
Não sei nadar
Cansei de tanto
Blá blá blá.
159

Comentários (3)

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joaoeuzebio

UM BELO POEMA MUSICA ETERNA QUE NOS LEVA A VIAJAR PARABÉNS

CORASSIS

poetisa , a ilustre escreve com maestria parabéns .

Márcio Barbosa

Parabéns...belo trabalho.