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crisyanonima

crisyanonima

n. 1999 BR BR

Apenas um amontoado de células, que por um grande acaso do universo, por uma série de fatores raros em perfeita harmonia, simultaneamente, tem vida e 20 anos nessa terra de ninguém.

n. 1999-03-26, Inferninho astral

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Eu

Eu me apaixonei 
Como nunca pensei que fosse acontecer 
Muito antes da tua boca tocar a minha 
Da tua mão tocar meu rosto 
Dos nossos corpos se tocarem

Eu me apaixonei 
Pelo tom do teu olhar 
Pelo grave da tua voz 
Pelo frio do teu toque 

Eu me apaixonei
Por saber que você não era igual
Não me permiti, por medo, talvez insegurança
Não me dei por inteira...nem a beirada 
Tudo pra ninguém saber

Que...

Eu me apaixonei por você 
Antes da gente combinar 
De ninguém de apegar
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Poemas

2

Aquilo que a morte não desagrega

Na infância,
na vida,
20 anos de pura ânsia 
das vindas e na ida.
Tu, com canivete 
nas mãos 
fazendo "pivete"
brincar na ilusão.
Agora percebo 
o quão me importo,
sendo da vida mancebo 
na sensação de morte reporto,
a falta que me fará 
da cabeça branca
aos olhos azuis a me abservar
desde criança.
Nada apaga,
desapega 
ou esmaga
aquilo que a morte não desagrega...
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Eu

Eu me apaixonei 
Como nunca pensei que fosse acontecer 
Muito antes da tua boca tocar a minha 
Da tua mão tocar meu rosto 
Dos nossos corpos se tocarem

Eu me apaixonei 
Pelo tom do teu olhar 
Pelo grave da tua voz 
Pelo frio do teu toque 

Eu me apaixonei
Por saber que você não era igual
Não me permiti, por medo, talvez insegurança
Não me dei por inteira...nem a beirada 
Tudo pra ninguém saber

Que...

Eu me apaixonei por você 
Antes da gente combinar 
De ninguém de apegar
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Diz o néscio no seu coração: Não há Deus. Salmos 14:1