Daniel Feijoo e Caldas Almeida Pinto

Daniel Feijoo e Caldas Almeida Pinto

n. 1976 PT PT

onde se procura a esperança - poesias e contrastes entre tempos e lugares https://www.instagram.com/danielfeijoo22/

n. 1976-02-07, Valença

Perfil
23 272 Visualizações

Passos Acertados

por entre estes lugares

cheios de tudo e nada

na rua sempre marcada

nas entradas das estradas

 

submersas, horas certas

enviadas, por todas as vias

marcadas, ser acompassado

desse ir-se vogando, 

entre gentes acertando:

 

cada passo dado

cada trilho novo

momento marcado
Ler poema completo

Poemas

247

Marés bem amadas...

esses teus horizontes

se acendem

no meu olhar

 

essa linha ondulada

a que me ensinas

a caminhar

 

Nesse tudo ou nada

No que posso me entregar

 

Nessa maré bem-amada

Que nos leva e nos afaga

Até se chegar a poisar

 

pés na areia molhada

Nessa tua melodia

Em mim sussurrada
30

ainda...

a tua luz

no meu olhar

o teu ser

no meu a entrar

esse amor

sempre a vagar

onde estiver

voltar a ver

esse teu abraço a chegar

qual onda

desse mar mais antigo

esse oceano tão lonjano

no que ainda vivo contigo
22

Memórias a se aconchegar

Apenas a memória desse nosso lar

Nessa infância garrida esquecida

Nessa memória levada

Nessa melodia escondida

Nessa chama assim tão amada

Apenas se entretecendo

apenas se saber deixar

qual essa palavra ao vento

que um dia vai saber chegar

Qual onda avançando no seu meio

Esse amplo mar de amar

Que se achegando bem cedo

Anuncia alvoradas de encantar

E nessas praias vazias

Despidas

Sem se terminar

Suspira palavras escondidas

Levadas onde nem sabias

Que se podia assim chegar
28

Romance no silêncio

Ficar no silêncio

ao se partilhar

Esse momento intenso

Incendio por dentro de nós

a irradiar

 

Sentido sentimento

Esse algo de alento

a se elevar

 

E esse calor bem humano

Entre o simples e o sagrado

Assim a acontecer ao respirar

e nos deixar corar

 

Por esse coração

prendado

Assim sustido

Lado a lado

Para saber chegar

 

a acontecer

 

Esse compasso adormecido

Esse sentido mais querido

Essa presença ainda insólita

Que nos move a perseverar

 

Essa imensa glória

Sem jamais se chegar

A alcançar…
27

Elogio ao Romance Moderno

Texto simples

Leitura fácil

Mistério vivo

Que se entrelace

 

E nesse sentido

O mais simples sentimento

Exposto qual se tenha acontecido

Notícia vazia para todo ser vivo

Sem maior embelezamento

 

Apenas a esse bichinho curioso

Possa chegar a interessar

Ser que folheia os livros

Quais flores a desflorar

Esperando encontrar sentido

ali onde o puseram a divagar

 

À procura de algo glorioso

Para se descobrir

no seu dia a passar

 

E nesses poemas

Tão curtos e breves

 

Que nos fazem pensar

 

Evocando os que os precedem

Na sua curta forma de nos falar
33

Quadros Subtís

Assim nessa folha a se mostrar

Ou nesses lugares fugidios

Vestidos de cores

Investidos

Nessa chama no peito a arder

Esse algo a chamar e se ver

Assim em todo o lado

 

Nesse recanto mais recatado

Que te é dado para estar

Assim lada a lado com o fado

De sorver essa vida no adro

E pintar palavras que não vês

Nesse subtil requadro

Obra do sempre inacabado

Que te foi dado a esquecer

Para nessa folha que pairava

Nesse teu pensamento

que esvoaçava

Em palavras de letras de sol

Doiradas

Poderes voltar a descrever

Para ti que vês e passavas

A ti que assim também ali estavas

Comigo nesse amanhecer das palavras

Que se guardam sem se esquecer

De se voltar a reviver
36

Amor Recatado

Quando o corpo dói

e não se entende




O dar de si

a toda a gente




O entregar esse eterno presente

Que se aviva em cada momento

Que é qual ser vivente

alimento perene

 íntimo sustento

nesse coração

Estendido em letras de brio

Elevado em linhas desenhado

E nesses acordes de melodia

Assim entrelaçado

 

Entre a noite e o dia

Quando é assim chamado

A se mostrar

 

E se se estiver desperto

De coração aberto

Quiçá venha a poisar




Na palma da tua mão

Nesse simples ademão

Nesse jeito singelo

E recatado

De se conseguir trazer

esse amor a teu lado
23

Amigo Inesperado

Evocar

Essa memória

De alguém

Que sem ouro e sem glória

Estendeu a mão

Foi irmão

Assim nos tendo ajudado

Sem ser conhecido

Nem sequer procurado

E nesse brio

Estranho fado

Sendo amigo

Sendo humano

Abraço fraterno

Não deixado

Jamais esquecido

Por se ter entranhado

Nesse destino

Entretecido

Pelo mais estranho fado

Desse caminho

Perdido

Jamais esquecido

Apenas renovado

E nesse tempo

No que por dentro

Nos tenha tocado

Uma voz serena

Uma calma e uma pena

Algo simples de toque quente

Algo suave de chama ardente

Amais firme vontade

Que se estende

E se aprende

À medida que se vê a idade

Sendo qual vida

Que se pronuncia

Qual avenida

Mais ampla e garrida

Ou mais bem decorada

De tudo o que se via

E mais bem se plantava

Enquanto se ia

Pela mais estreita estrada
35

A semente IV

Uma ode em sinfonia se erguia

Esse rumor de furor se encontrava

O vento que era brisa se levantava

E nessa surpresa tão velada

Olhar nessa noite iluminada

E encontrar quem bem se achegava

A essa bela e simples morada

Essa onde vivia o ser que habitava

A tua infância renascida

Essa juventude que se anima

Essa sabedoria mais elevada

Esse amor que nunca acaba
27

A semente III

Nesse lume candente

Farol na rocha mais quente

Que se deixa assim acender

 

E nessa tua noite - varada

A barca que jazia ancorada

 

Pode voltar a navegar

Entre estrelas e mar

 

Horizontes mais bem lonjanos

Nestes nossos estranhos fados

Que em arte transformamos

Para todos os que beijamos

Qual toque de pétala suave

Qual o tempo sem ter idade

 

Subtil

 

Suavidade de encantos mil

 

Qual tempestade em ebulição

Luzindo no lampejo de relâmpago

O teu ser assim levantando

atravessando o teu coração

 

Trazendo luz

à tua razão

E nesse rumor

que vai crescendo

 

Que se leva por ti adentro

E se faz eco de melodia

Além da tristeza e melancolia

 

Obra-prima dessa pedra pristina

Que no amor mais sereno se acendia

 

E no peito

Incandescente

 

Qual no céu

sendo presente

 

Se levava

E se elevava

Desde o ocaso

Até à madrugada

 

Dessa tua vida

Sendo pela Vida

Em verdade chamada
34

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.