DAS ESSÊNCIAS DO AMOR
Certamente tu tens em mim um mar de flores
e tudo que me habilita a te amar de fato
não tenho dúvidas que seja o seu bom trato
sem nada estando a polemizar... nem te opores!
Sem nenhum grilo na sua cuca ou temores
me conquistou sem ter melindres, nem recatos,
e por Deus... sei que me sinto por demais grato
por feliz demonstrar pra mim simples valores!
Tu és o porto seguro do amor divino
uma mulher que Deus predestinou pra mim
única flor exótica do meu jardim
que exala o doce odor do sexo feminino!
Não há outra que faz de mim sentir-se rei
Que tira da minha vida todas as leis!
DA REALEZA DO AMOR
Quando fores velhinha, e eu velhinho,
vamos lembrar das coisas que passou
que nossa história não ultrapassou
sendo rosas e espinhos no caminho!
Nas provações da vida que passamos
tudo faz parte para o crescimento
prédio erguido de tijolo e cimento
das boas coisas que juntos somamos!
Depois de muita luta e sofrimento
dos sortilégios e agruras da vida
vindo dessas promessas recebidas!
Velhinho eu, bem junto a ti já velhinha,
me dirás: "fui pra ti prometida."
Direi: "não seria eu um Rei... sem a Rainha!"
A DÉCIMA MUSA
à musa e esposa Edilene
Dentre as noves musas da Mitologia Grega
quis o poeta intrépido a décima criar
dando pra ela um atributo espetacular
como se lá do Olimpo viesse a pronta entrega!
Sabendo que todas as musas têm função
o poeta trabalhou somente com essências
por ser musa deu o atributo da Excelência
que na verdade era mesmo sua missão!
A musa foi escolhida na ilha dos amores
na terra fértil de São Luís do Maranhão
onde se colhe cajus, pitangas e flores!
Minha musa tem a bela cor da castanha
carrega consigo os mais sublimes valores
de uma gata ela possui a graciosa manha!
DOS BEIJOS DA AMADA
Os beijinhos da amada são supremos
sua maneira de amar me habilita
a trafegar no êxtase dos extremos
na emoção que no coração palpita!
Na amada corre a fonte dos desejos
desses eflúvios que dela vem da ânsia
deleitosa do dulçor dos seus beijos...
muito mais além da própria substância!
Na amada a própria Bíblia ratifica
que o próprio amor carnal se santifica
de uma só carne unifica dois seres!
A amada se destaca entre as mulheres
que no seu próprio amor se justifica
no mundo nada além de mim prefere!
DA FONTE DOS AMORES
I
Se alguma mulher tive diferente
Nenhuma fora semelhante a ti
Nenhuma que de fato conheci
Tão plena numa entrega permanente!
Tão cheia de integralidade em si
Pude assim desvendar sua frequente
Graça e jeito de sorrir simplesmente
Que por um privilégio percebi...
Mesmo não sendo uma mulher fatal
Mas tão predisposta a viver e amar
Duma forma gostosa e natural!
Difícil de encontrar noutra mulher
Desejo que transcende seu olhar
numa entrega tão rara de se ver!
II
Este seu jeito incomum de que emana
Da entrega dos afetos reprimidos
Liberados no amor pelos sentidos
Naturais da mulher sagitariana!
A trazer a essência da liberdade
da chama do anseio que a constitui
pela estranha loucura que possui
Almejando decerto a eternidade?!
Nesta sede de amar tão verdadeira
Movida pela força da paixão
Na alquimia do mistério e sedução.
Te despedaça e te refaz inteira
Sendo ao mesmo tempo simples e astuta
Numa sede imensa quase absoluta...
III
Que de tão incrível me cativou
Foi a maneira que tu tens de olhar
De saber pedir e saber chegar
E o aroma do perfume que deixou!
Quando nos amamos naquele quarto
Tive o prazer de te ver como vieste
Ao mundo retirando suas vestes
E largados pelo chão seus sapatos!
Enquanto nossos braços se abraçavam
Ao lado até as roupas se enroscavam
Na eterna história de amor entre nós!
Entre beijos numa química imensa
Ouvindo em meus ouvidos... tua voz!
Naquele instante em que em nada se pensa.
IV
Assim conheci tuas terras Yaman
Desfrutei do sabor de tuas uvas
De puro mel regadas pelas chuvas
Nesses confins onde pássaros cantam.
Nós dois caçávamos completamente
Nus, correndo pra pegar borboletas
Feito duas belas crianças repletas
De amor, cheias de diversão... contentes!
Mas além das terras e além dos mares
nas matas e rios, linda cabocla!
Desfrutei do néctar de tua boca.
Desse hálito bom que vindo dos ares;
Primores retratados neste poema
Comparados aos lábios de Iracema!
V
Mesmo que tenhas me deixado um dia
Sinto a saudade que me habita ainda
Vendo então que a tristeza não podia
Fazer seu ninho se fazendo infinda!
Ainda que não me quisera como antes
Muito suportei sofrendo à distância
Como um monge que possui relevância
Por tudo que me dera foi bastante?!
Mesmo que parecendo ser migalhas?
De algo que bem mais além esperei
Apenas fui seu súdito, e não rei!!
Jogaste porta à fora minhas tralhas
Depois de tanto amor me tens ferido
Quisera muito mais poder ter sido!
SONETOS À AMADA MARANHENSE
I
O amor que tenho vai além dos mares
muito além de terras equidistantes
a superar as águias pelos ares
e torna grandioso o insignificante!
Naturalmente bela entre as mulheres
e a simplicidade que tem garante
que não há nenhuma outra que a supere
sendo minha amada já é o bastante!
Este amor que tenho de uma princesa
de cuja maravilhosa realeza
faz de mim poeta nunca ser plebeu!
O amor da minha esposa e minha diva
cuja própria alegria me cativa
cuja graça que ela tem vem de Deus!
II
Ela tem frescor e não ar solene
que a faz agir com bondade e ternura
mulher virtuosa se chama EDILENE
da cor do jambo Deus te fez criatura!
Fiz do teu amor a oferta real
como a natureza oferta seus frutos
buscamos juntos, mesmo ideal,
se de seus sábios conselhos, escuto!
Do amor que ela me devota acredito
nosso amor se rende a um Ser infinito
que a fizera tal Eva na Criação!
Do que vem do transitório e o perene
provinda das terras do Maranhão
cujo sublime nome ecoa: EDILENE!
III
Andei por muitos lugares distantes
cuja estrada traçou meu caminhão
bem além dos confins do Maranhão
mas para a encontrar não foi desgastante!
Morena bonita cravo e canela
dum lugar com encanto tropical
que somente dela é terra natal,
tão graciosa quanto fora Gabriela!
Eu a homenageio além dos meus poemas
tal o poeta à garota de Ipanema
eternizo nos meus versos a amada!
Que conquistou o poeta fluminense
caminhando nos Lençóis Maranhenses
E, não na Zona Sul pelas calçadas!
IV
Nascida das águas fora a deusa Afrodite
em meio as espumas do imenso mar surgiu
no entanto não houve simples mortal que viu
mas minha amada que nasceu da mãe Edith
É uma doce mulher abençoada por Deus,
ela não veio do Olimpo tal ser etéreo,
nem mesmo foi iniciada em nenhum mistério,
ou sequer saiu formada da coxa de Zeus...
Pois nem Afrodite nem Zeus, são seres reais,
se excelentes somos nós, os seres normais?!
tal a amada ao sorrir como o sol que irradia:
Edilene, é real como foi Sulamita
que Salomão consagrou em belas poesias,
tais meus louvores que exalto a Deus, nela habita!
V
Eu vejo ela se banhar no rio Preguiças
Feliz às margens da famosa Barreirinhas
E sua doce formosura me enfeitiça
Da formosura que possui uma indiazinha!
É tão linda minha amada, cravo e canela,
Porém sua realeza nem Sarney há de ter
Mas em si mesma traz virtude, e não poder...
Muita gente pergunta, quem há de ser ela!
Ela é minha Maranhense da Ilha do amor
Princesa do Nordeste do meu coração
Seu nome é uma bela canção, conforme for
Edilene Damasceno Cabral da Silva
Mulher de fibra, és esposa, mãe e inspiração
Mesmo sem falar muito...ela encanta e cativa!
Rio,02 de julho de 2015
SÃO TEUS OLHOS
De fato são teus olhos o sol poente
Onde migram desejos primitivos
Você conjuga em ti mil e um motivos
Ainda que de mim seja diferente
Parece estar bem mais a minha frente
Me tendo em teus agrados tão cativo
Sou presa quanto mais fico emotivo
Tal gelo sob prova de algo quente
Teus olhos que no horizonte me define
Tendo início não final que se destine
A nossa imensidão que não se encurta
Maior a chama que arde sem se ver
Dos corpos que se alinham na disputa
Que faz não sentir dor mas faz gemer
Rio, 06/11/19
DO INCANSÁVEL AMOR
Não chegou o tempo de brindar valores
O tempo é outro fora duma margem
Falta nitidez diante das imagens
Tratar bem não se motiva favores
Se pra ti tenha faltado coragem
Não cabe se ancorar nos teus temores
Viver baile de máscaras e horrores
Curtindo então banquete da sacanagem
Agora és jovem faz o que bem quer
Antes da menopausa da mulher
Sujeita docilmente o corpo seu
Aos prazeres que a carne solicita
No anseio de viver o que não viveu
mas nada aplaca o fogo que te habita?
Rio, 06/11/19
DAS TRÊS TIAS
I
Um dia conheci dona Zulima
A maranhense de forte expressão
Tal magnifica mulher do sertão
Que faz da própria fala sua estima
Conhecida então como Tia Zuzu
Dentre belas matriarcas é a senhora
Já agora em pleno avançar das horas
Tem a pele com a maciez do caju
Independente da idade que avança
Sorri como se fosse terna criança
Zulima traz em seu nome a doçura
E nem sempre cativa no que diz
Talvez pela luta e suas agruras
Dizia ser dona do próprio nariz
II
Maria do Socorro é de fala mansa
Sua voz limpidamente ressoa
Parece Sereia e não uma pessoa...
E na rede que ela sempre descansa
Os beija-flores faz dela uma flor
A vir beijá-la com seus biquinhos
Que terno encanto tem seus olhinhos
E sua expressão só revela amor!
A dizer tudo no seu jeito de olhar
Pois não posso e nem podes imaginar
Que essa doce mulher tão pequena tem
A força poderosa de uma leoa
Socorro é assim e muito mais além
Se é mulher nordestina não é à-toa!
III
Da minha amada é tia e também madrinha
Fez pra Edilene os primeiros lacinhos
A fez andar com belos sapatinhos
A protegendo do sol com sombrinhas
Tia Tânia é dessas pessoas amorosas
Que nos acolhe feito próprios filhos
A colocar todo mundo nos trilhos
Diante da vida um tanto venturosa
Pois Tia Tânia dentre tantas matriarcas
É das meninas quem venceu bastante
Traçou seu destino além do horizonte
mulher guerreira deixou sua marca
por ser tão simples se distingue tanto
pela fé demonstra todo seu encanto
Durante o voo São Luís-Rio, 28 out 19
DAS AMARGAS PROVAS
Venceste amor amargas provas
Sabendo que nenhum contentamento
Possa aliviar nosso pensamento
Daquela relação que não renova
Mas se de fato alguém que nos reprova
Vale a causa de tristeza e sofrimento
da necessidade dum só momento
Consentir que desventura se aprova
Não cabe alimentar uma ilusão
Achar-se feliz na infelicidade
Achar-se amada (o) na separação
Assim se esta boca que não te beija
Te pragueja por pura maldade
Não se humilha por quem não se deseja
Rio, 31/10/2019