Davi Campos21

Davi Campos21

n. 2000 BR BR

Nordestino, cristão, apaixonado e nerd.

n. 2000-02-19, Salvador

Perfil
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O abismo

Certo homem que caminha sem saber o seu destino, encontrou um longo abismo. Assustado, porém ele o admirava, mas após alguns minutos o abismo passou a encará-lo também. Então o andarilho decidiu descer...

A decidida era longa, mas com paciência o homem conseguiu chegar no seu fim. Rapidamente notou que ele estava em um vale, sem saber o que fazer resolveu caminhar.

Passos e passos, até que de repente seus olhos viram as portas do inferno e um demônio a guardava. Perguntou o andarilho:
- Quem é você?
- Eu sou você, respondeu o demônio;

A resposta fez o homem querer andar um pouco mais...

Passos e passos, até que algo oposto do que ele tinha visto anteriormente estava diante do seus olhos, as portas do céu e um anjo a guardava. Perguntou o andarilho:
- Quem é você?
- Eu sou você, respondeu o anjo;

Após a reposta, o guardião angelical foi em direção do homem e ao seu lado alguém que o andarilho tinha visto anteriormente, o demônio que guardava a porta do inferno.

Em uníssa voz eles disseram:
- Nós somos você;
O homem riu e respondou em baixo tom:
- Eu sei.
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Poemas

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Minha casa laranja

A notícia ruim da vida é que envelhecemos e hoje vivo numa casa pálida, sem brilho e sem forças.

Quando lembro-me da minha primeira casinha... de cor laranja. Consigo ainda sentir o cheiro que ela exalava, cheiro de vida.

Lembro-me dos meus pais, minha irmã e das nossas brigas diárias, mas quando entrávamos em nossa casa laranja, tudo se resolvia.

Lembro-me do meu quarto e dos meus livros, não eram muitos, contudo representavam muito para mim. Por tempos achei que eram os livros que me deixavam vivo, eu estava errado. Era minha pequena casa laranja e as pessoas na qual nela estavam.

A casa alaranjada foi antes de tudo sinônimo de infância, alegria e agora de nostalgia e saudades.

Quando me casei, morei na casa laranja. Foram anos mágicos. Eu sentia algo diferente da minha juventude. A casa não pulsava mais infância e sim amor.

Hoje faz 30 anos, que a casa foi vendida. Eu tinha 33 anos, e não entendia o quanto ela iria fazer falta para mim nos anos que iriam suceder a venda.

Quer um conselho? Não venda a sua casa laranja. Diga não! Abrace os momentos especiais que ela vai te proporcionar.

Não deixe a sua casa ser branca e pálida, lute com suas forças para ela sempre ser laranja.
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