A hipocrisia do sexo
O sexo olhou para o amor
Com olhar de desdém,
Pois muitos querem seu calor,
O amor não tem ninguém.
Embora saiba que na verdade,
O sexo, sozinho, também está,
Mascara sua infelicidade,
Para o amor enganar.
Amor de droga
Você é minha heroína,
Eu sou seu crack,
Enlouqueço-te virando fumaça,
Enlouquece-me quando às veias invade,
E no embalo dessa adrenalina,
Partilhamos de meias verdades.
Você se viciou na primeira dose,
Eu precisei consumir-te ao todo,
Você logo me causa overdose,
Eu preciso devorar-te aos poucos.
Despertar
Não sonho mais com o beijo doce,
Daquela que seria só para mim,
Nunca imaginei que fosse,
Mas a vida é mesmo assim,
Que doa todo seu coração,
Nessa terra fria e ruim,
Encontra, apenas, a ilusão da paixão,
Que morre antes mesmo do fim.
Sobras de paixão, falta de amor
Chama-me mentiroso por assim se comportar,
Como alguém que fala de amor, pode "sair", "ficar"?
Acontece que existe certo detalhe, que irei revelar,
Não direi "te amo", a primeira louca que chegar.
O amor não é algo que se possa escolher,
Quando se encontra, de repente o outro ser,
Quer-se com ele viver não apenas no amanhecer,
Quer-se ficar junto até após a carne apodrecer.
A paixão é algo que serve para o tempo passar,
Geralmente ela existe até o outro chegar,
Acalma o corpo, mas a alma continua a penar.
Portanto, não me julgues mentiroso,
Paixão fugaz, nós temos às sobras,
Amor verdadeiro, temos tão pouco.