Davison Furtado

Davison Furtado

n. 1996 BR BR

Certezas absolutas, não representam absolutamente nada.

n. 1996-07-13, Abaetetuba

Perfil
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Raça não é cor

Invisto meu tempo junto a caneta
Perseguindo essa tal liberdade
De olho na ampulheta

Não quero uma dose de coragem
Mas uma garrafa de esperança
Pra passar um dia a mais
Nessa terra rodeada de vingança
E eu sou taxado de louco visionário
Por continuar com a minha humilde relutância

Talvez eu seja só um ser dialético
Me expressando em um tom poético
Vendo que todo preconceito
Só tem haver com algo estético

Sai desse seu mundinho imaginário
Que todo dia cai no conto do vigário
Felicidade e Liberdade
São coisas além do que está no dicionário

Acho que todos só querem um lugar
Onde eu possam morar
Onde se sinta seguro
Que possam do mundo fugir
Onde tenham tempo pra sossegar
E não passem lá pra comer e pra dormir

Não importa de onde vim
E sim para onde vou
E sigo armado de Machado
De Assis e de Xangô
E pra quem não conhece
Ambos tem um teor ameaçador

Entre lagrimas e versos
Amenizo minhas dores
Espero que no fim
Não me reste falar das flores

Ideias perigosas
Muitos tentam coibir
Mas sempre 
Me ensinaram a sempre persistir

Nem todos pensam assim
Uns já estão sufocados com o próprio ego
Quando algo não lhes convém
Simplesmente se fazem de cego

Olhares nos rotulam
Um a cada esquina
Um bando de abutres
Fiscais de melânina

É assim com todos
Todo dia o dia inteiro
Meu sangue é de índio, do português, do negro, do espanhol
E dai se tem traços do mundo inteiro
Meu sangue é vermelho
E a cor é de brasileiro.
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Poemas

13

Ponta

Na ponta do lapís
Que pousa no papél
No manchar da tela
A curva do pincél

Na língua que se codifica
Meu código é poesia
Pra fazer sentir
O que para os outros não tem sentido
Para fazer chorar e sorrir
Um lugar, seu abrigo

Dose de tempo no relógio parado
Mente aberta, coração fechado
Ponta de lança
No estranho, estrangeiro
Ponta da flexa
Cupido certeiro
 
178

CLT

Mais um filho de Gaia
Sou semelhança e imagem
Refletindo a frustração
Embaralhada na verdade
Dialogando com meus anjos
Rindo com meus demônios
Quanto eles te pagam
Pra desistires do teus sonhos?
Feliz na insistência
Só porque podia
Exercita teu diploma
Enquanto teu sonho atrofia
Antes de explorar o mundo
Primeiramente se conheça
Não desejo nem o bem e nem o mau
Só desejo tudo que mereça
Parafrasiei o proféta
Rasguei os versos do poeta
Eles vão pisar em ti
Se fizer da maneira certa
Vão gritar no teu ouvido
Te taxar de ladrão
Brincando com a tua vida
Só usando o cifrão
Acumula o máximo
Por raiva ou por carma
Lucrando com a tua vida
Pagando pela alma
Tu vai ser o problema
Se pouco sair do eixo
Aprendendo a pensar
Interpretando texto
Nunca serás o que tem
Então pense no que faz
Seja fiel, correto e justa
Pra escolherem Barrabás
Só não perca sua fé
Muito menos a memória
Use bem as suas lágrimas
Antes do fim da historia
 
187

CLT

Mais um filho de Gaia
Sou semelhança e imagem
Refletindo a frustração
Embaralhada na verdade
Dialogando com meus anjos
Rindo com meus demônios
Quanto eles te pagam
Pra desistires do teus sonhos?
Feliz na insistência
Só porque podia
Exercita teu diploma
Enquanto teu sonho atrofia
Antes de explorar o mundo
Primeiramente se conheça
Não desejo nem o bem e nem o mau
Só desejo tudo que mereça
Parafrasiei o proféta
Rasguei os versos do poeta
Eles vão pisar em ti
Se fizer da maneira certa
Vão gritar no teu ouvido
Te taxar de ladrão
Brincando com a tua vida
Só usando o cifrão
Acumula o máximo
Por raiva ou por carma
Lucrando com a tua vida
Pagando pela alma
Tu vai ser o problema
Se pouco sair do eixo
Aprendendo a pensar
Interpretando texto
Nunca serás o que tem
Então pense no que faz
Seja fiel, correto e justa
Pra escolherem Barrabás
Só não perca sua fé
Muito menos a memória
Use bem as suas lágrimas
Antes do fim da historia
 
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