Dhiogo José Caetano

Dhiogo José Caetano

n. 1988 BR BR

Graduado em História pela UEG - Universidade Estadual de Goiás, jornalista, Pós graduado em História do Imaginário e Literatura. Ganhador dos Prêmios Nacional Olavo Bilac, Buriti, Carlos Drummond de Andrade. Comendador da ALG Academia de Letras de Goiás Velhos.

n. 1988-11-24, Uruana

Perfil
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A droga nossa de cada dia

Efeitos alucinógenos.

Reflexos taxológicos.

Consequência do desequilíbrio.

Ninguém sabe o que verdadeiramente sepassa.

Uma desordem provocada.

Sonolência, medo, prazer, traumas...

Uma liberdade limitada.

Não sei de nada.

Só sei de mim.

Não é certo, não é correto.

Mas uso as drogas para fugir destemundo.

Quero destruir a cadeia que aprisiona aminha alma.

Julgam-me sem saber da minha realidade

A droga nossa de cada dia.

Estou morrendo aos poucos, sentindo osefeitos deste entorpecente que gloriosamente abduzir o meu ser.

Aqueles que me criticam são usuários desubstâncias devastadoras como: corrupção, autoritarismo, pedofilia, exílio daordem e do progresso.

Procuro a liberdade a qualquer preço,mas não provoco a morte de inocentes.

Sou um usuário de drogas, sou enganado,manipulado pelo vício, mas foi a única forma encontrada para concretizar umafalsa liberdade.

O contexto social que nos circunda é umadroga letal, poucos são os sobreviventes.

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Biografia
Graduado em História pela UEG - Universidade Estadual de Goiás, jornalista, Pós graduado em História do Imaginário e Literatura. Ganhador dos Prêmios Nacional Olavo Bilac (2012), Buriti (2012), Carlos Drummond de Andrade (2013). Comendador da ALG Academia de Letras de Goiás Velhos. Recebeu certificado de mérito como uma das personalidades mais influentes do mundo (2013), pelo Conselho Internacional dos Direitos Humanos, a arbitragem, Política e ICHAPS Estudos Estratégicos, juntamente com a Waldenburg International College WIC.

Poemas

87

EM 24 HORAS TUDO MUDOU...

As pessoas poderiam entender e compreender o poder de uma palavra na vida do outro.
A dor que isto pode causar ao longo da existência.
A vida é tão breve, mas as dores são tão intensas...
Atitudes precipitadas eli minam a racionalidade.
Não somos donos de nada, nem mesmo do corpo o qual a nossa alma habita.
Por que tanto etnocentrismo, egocentrismo?
Tem coisas que a gente não esquece, nem se esquecer...
Uma reação contra uma ação pode destruir o nosso ser por completo!
São tantas as equações, mas não encontro as resoluções.
Como é complicado viver!
É bom se sentir vivo, mas é doloroso saber, e ter a certeza que morrerei.
O fim é certo! 
É incrível pensar que nem mesmo a morte transforma os homens...
Mas será que somos peças articuladas pelo destino?
É muito difícil lutar contra a vida, por que a vida tem vida própria.
Em meio as complexidades das coisas eternas, sabemos que tudo se dissolverá, em um contexto de dicotomias transmutáveis ao longo dos tempos.
O tempo é o senhor de todas as coisas...
Em 24 horas tudo mudará...
191

Expoart

De mim a arte. 
A arte em mim.
O tudo a minha volta.
A minha volta em meio ao tudo.
Uma voz, uma fala, uma memória, uma mensagem.
Um poema, um vídeo, um recital, uma existência em narração.
A eternidade encontra com o momento.
Em papéis, telas, blogs, jornais o sobrenadante da vida.
Cicatrizes, lembranças, sonhos, verdades de um passado presente.
185

Flashback

 

Em meio ao caos...
Aquele cortejo fúnebre.
Murmúrios por todos os cantos.
Uma tristeza sem fim!
Na vastidão da desilusão a esperança surge de forma voraz. 
No centro do evento mórbido, um sorriso angelical.
A criatura faz parte do meu passado presente.
Na memória um flashback de todos os nossos momentos.
Na mesma intensidade nos envolvemos.
Quanta paz, quanto amor, quanta emoção...
Por alguns minutos permanecemos abraços.
Os nossos perfumes se misturavam.
De corpo e alma nos entregamos aquele infinito abraço.
São tantas as lembranças...
Mas tristemente e hora de ir embora.
Novamente ficaremos gravados um na memória do outro.
Eternamente na memória.
177

Origem

  Não me lembro desta fase da minha vida, 
Mas na expressão a mensagem de paz, serenidade, pureza... 
Na origem da minha existência nada “sabia”, 
Mas também nada “sofria”. 
Belos tempos, belos dias...
Eternizados ao longo dos séculos nesta fotografia. 
Saudades destes momentos que nem mesmo na memória revia.
O contexto foi gravado nesta belíssima fotografia.
Se não fosse o fotógrafo e a minha amada mãe nada teria.
Na lembrança não reviveria a minha origem que se esvai, neste passado futuro.
No futuro que se faz presente no agora. 
No doloroso presente que se faz concreto através do saudoso passado.
Oh, saudades da minha infância!
191

Mortífera

  Desconsolado,
Desalinhado,
Desestruturado...
Como dói!
Estou tão só mesmo no meio de uma multidão.
Meu corpo crucificado sangra.
De mim, o gotejar da vida...
A morte espreita;
Suspirando ao pé do ouvido.
Sinto calafrios...
Ela serve-me porções mortíferas,
Que consome os resquícios de vida que existe em mim...
166

Sofiscrevendo


Sou só umser em busca da evolução.

As minhaspequenas conquistas foram de suma importância para a evolução do meu ser comrelação à complexidade existencial.

Universoobrigado pelas oportunidades, pelas possibilidades, pelas realizações...

Aprender é uma arte infindável.

Refletiré fundamental para o progresso do ser e da alma. 

O nossocotidiano é a força motriz que nos mantém vivos. 

Atristeza, a dor, o sofrer são fundamentais para o equilíbrio do existir.

Quando eu morrer, voltarei para resgatartodos os momentos que passei longe dos meus amores...

A paz reinará pela vastidão deste vastoplaneta.

Em linhas poéticas a materialização deum futuro por vir; não estou falando de uma utopia e sim de uma realidadeesperada.

O mundo necessita de mais alma.

Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir,reafirmaria que o amor é a única esperança para humanidade.

Ao longo da caminhada evolutiva aprendique um simples gesto de carinho vale mais do que qualquer coisa que faça parteda materialidade existencial.

O mundoprecisa de mais compromisso, solidariedade, paciência, alma...

A vida ao longo da caminhada existencialnos proporciona percursos arquitetados, objetivando a nossa evolução.

199

NÃO É O FIM...

Saudades do teu sorriso, da tua atenção, das suas mensagens...
A sua amizade é um prêmio sem preço.
A nossa relação transformou tudo em mim.
Como era bom ter você ao meu lado.
O seu desprezo me faz sofrer.
Quando me lembro das nossas prosas só quero chorar.
Simplesmente te amei e continuarei te amando até os últimos segundos da minha existência.
Eu sei que lá no fundo você também me ama.
Um dia seremos parceiros de brilhantes trovas.
216

ÚLTIMA FOLHA



Vários textos transcritos.
Uma mensagem de paz.
Naquela escrivaninha a eternização dos momentos, dos sonhos, das dores, dos pensamentos...
Uma agenda de capa dura, na cor preta.
Uma simples agenda.
Uma fiel companheira há mais de quinze anos.
Um presente do destino, esquecido por acaso debaixo de uma cadeira.
Quanta alegria, quanta emoção.
Ao longo dos anos eternizamos riscos, rabiscos, trovas e textos.
A minha alma está transcrita naquelas linhas, naquelas folhas já amassadas pelo tempo.
Enquanto ser não viverei eternamente, mas os meus versos e pensamentos se eternizarão nas entrelinhas daquela singela agenda. 
192

Segregado

Sua crítica corrói, destrói...
Sua fala é como bala...
Sua escrita é como faca...
Não julgue o livro pela capa!
Quero dizer para aqueles que dizem que “SOU”; que não sou NADA diante da vastidão que me circunda. Nada é meu nada me pertence! Sou só um navegante, ou melhor, um aprendiz de navegante que neste oceano existencial procura ser simplesmente mais uma gotícula em meio à infinitude líquida que compõe o vasto mar.
Nada sou, sou nada, nada é meu, meu é nada, simplesmente nada, nada simplesmente sou!

210

CISNE BRANCO


Sobre a água daquele lago o reflexo do cisne branco.
Sua majestade se completa com a magia de uma imensa lua,
Que cintilantemente encanta,
Tocando no fundo do lago azul.
Lindas corujas sobrevoam o espaço.
A sutileza se expressa nos movimentos,
Ao fundo uma canção gregoriana.
Contagiado pela canção, o cisne se transforma em um bailarino.
Lindamente encanta,
Movimentando como um anjo,
Entregando-se por completo a métrica da dança.
Sob um belo céu estrelado, a glória da arte.
Uma magia surreal e profundamente natural,
Tudo conspira!
Nada perturba...
Os elementos se completam em nome de uma arte que elucida até os anjos.
Quanta paz, quanta luz...
Forma, métrica...
Melodicamente magnífico.
A missão se cumpriu, e o cisne branco majestosamente voa em direção do infinito.
258

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