Diego Felipe Muniz Garcia
31 anos, carioca, poeta, acadêmico de pedagogia, estudante de política.
Nasceu aos 27 dias de Abril de 1987 no bairro de São Cristóvão.
Publicou o seu primeiro livro solo em 2016. A obra é intitulada
POEMAS DE UM PROLETÁRIO, lançada pela editora Autografia,
e pode ser encontrada aqui:
http://www.autografia.com.br/loja/poemas-de-um-proletario/detalhes
Já participou e venceu alguns concursos de poesias, tendo algumas de suas
obras publicadas em Antologias Poéticas.
Foi finalista do FESTIPOEMA 2017 e um de seus poemas foi adaptado ao
palco do Teatro Galpão, em São Paulo.
Residente em uma favela do Rio, Diego Muniz resolveu abordar a temática
da desigualdade em todos os seus formatos para se indignar.
Atualmente mora em Rondônia e trabalha com revisão de textos acadêmicos
e políticas públicas.
Lista de Poemas
ETERNO NINHO
Se o amor é aquilo que bate ao peito
E se o fogo queima como a paixão,
Bate e queima o corpo do fiel desejo,
Sangra e morre, nua, minha solidão.
Estou a navegar neste meu infinito
De tantos eus que se vêm e vão.
É que te amo tanto e amando insisto:
Pois amando, vivo; ao contrário, não.
Sou um rio amada e tu és as beiras,
Feito palmas lisas, feito guiadeiras,
Que me cercam durante o caminho,
Que me envolvem, depois se derramam,
E como duas pombas que se amam,
Nos amaremos em nosso eterno ninho!
E se o fogo queima como a paixão,
Bate e queima o corpo do fiel desejo,
Sangra e morre, nua, minha solidão.
Estou a navegar neste meu infinito
De tantos eus que se vêm e vão.
É que te amo tanto e amando insisto:
Pois amando, vivo; ao contrário, não.
Sou um rio amada e tu és as beiras,
Feito palmas lisas, feito guiadeiras,
Que me cercam durante o caminho,
Que me envolvem, depois se derramam,
E como duas pombas que se amam,
Nos amaremos em nosso eterno ninho!
335
O AMOR
Quem na vida tiver um amor
Nem tão cedo irá morrer
Pode até morrer de amor
Pois de amor é honroso morrer.
Quem morre sem nunca amar,
Não sabe o porquê de viver,
Quem vive sem se entregar
Não ama ou ama sofrer.
Amor é o que se sente
E não é possível medir,
Se for verdadeiramente
Deu-se amor sem se pedir
Há quem diga que amar
É se perder da razão
E se a razão for pensar
Amar é o pensar do coração
Amor não é teoria
Nem tampouco invenção
Se se sente amor um dia
Antes já sentiu paixão
E se um dia o amor for embora
Seja em qual for a idade,
Deixe, o amor não implora,
Ele vive da liberdade
Mas se o amor não partir
E, portanto, decidir ficar,
Ele, ao invés de sumir,
Decidiu se eternizar.
14/01/2019
Nem tão cedo irá morrer
Pode até morrer de amor
Pois de amor é honroso morrer.
Quem morre sem nunca amar,
Não sabe o porquê de viver,
Quem vive sem se entregar
Não ama ou ama sofrer.
Amor é o que se sente
E não é possível medir,
Se for verdadeiramente
Deu-se amor sem se pedir
Há quem diga que amar
É se perder da razão
E se a razão for pensar
Amar é o pensar do coração
Amor não é teoria
Nem tampouco invenção
Se se sente amor um dia
Antes já sentiu paixão
E se um dia o amor for embora
Seja em qual for a idade,
Deixe, o amor não implora,
Ele vive da liberdade
Mas se o amor não partir
E, portanto, decidir ficar,
Ele, ao invés de sumir,
Decidiu se eternizar.
14/01/2019
423
DUVIDO
Pude, e eu já pude muitas vezes
A outros braços até me entregar!
Mas não pude a outr’alguém amar,
E nem quisera outro amor como este.
Amar-te é como se eu vivesse
Sempre em chamas e a abrasar.
Qual é o tempo incapaz de parar
Seria eu caso então te perdesse.
Minhas cantigas são todas tuas;
Vejo-te sempre - não uma, duas,
De tão maravilhosa que tu és!
No mundo já te ofereceram tudo,
Mas duvido que alguém no mundo,
Oferecestes o amor como eu a teus pés.
14/01/2019
A outros braços até me entregar!
Mas não pude a outr’alguém amar,
E nem quisera outro amor como este.
Amar-te é como se eu vivesse
Sempre em chamas e a abrasar.
Qual é o tempo incapaz de parar
Seria eu caso então te perdesse.
Minhas cantigas são todas tuas;
Vejo-te sempre - não uma, duas,
De tão maravilhosa que tu és!
No mundo já te ofereceram tudo,
Mas duvido que alguém no mundo,
Oferecestes o amor como eu a teus pés.
14/01/2019
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