Lista de Poemas

ETERNO NINHO

Se o amor é aquilo que bate ao peito
E se o fogo queima como a paixão,
Bate e queima o corpo do fiel desejo,
Sangra e morre, nua, minha solidão.

Estou a navegar neste meu infinito
De tantos eus que se vêm e vão.
É que te amo tanto e amando insisto:
Pois amando, vivo; ao contrário, não.

Sou um rio amada e tu és as beiras,
Feito palmas lisas, feito guiadeiras,
Que me cercam durante o caminho,

Que me envolvem, depois se derramam,
E como duas pombas que se amam,
Nos amaremos em nosso eterno ninho!




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O AMOR

Quem na vida tiver um amor
Nem tão cedo irá morrer
Pode até morrer de amor
Pois de amor é honroso morrer.

Quem morre sem nunca amar,
Não sabe o porquê de viver,
Quem vive sem se entregar
Não ama ou ama sofrer.

Amor é o que se sente
E não é possível medir,
Se for verdadeiramente
Deu-se amor sem se pedir

Há quem diga que amar
É se perder da razão
E se a razão for pensar
Amar é o pensar do coração

Amor não é teoria
Nem tampouco invenção
Se se sente amor um dia
Antes já sentiu paixão

E se um dia o amor for embora
Seja em qual for a idade,
Deixe, o amor não implora,
Ele vive da liberdade
 
Mas se o amor não partir
E, portanto, decidir ficar,
Ele, ao invés de sumir,
Decidiu se eternizar.
 
14/01/2019
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DUVIDO

Pude, e eu já pude muitas vezes
A outros braços até me entregar!
Mas não pude a outr’alguém amar,
E nem quisera outro amor como este.

Amar-te é como se eu vivesse
Sempre em chamas e a abrasar.
Qual é o tempo incapaz de parar
Seria eu caso então te perdesse.

Minhas cantigas são todas tuas;
Vejo-te sempre - não uma, duas,
De tão maravilhosa que tu és!

No mundo já te ofereceram tudo,
Mas duvido que alguém no mundo,
Oferecestes o amor como eu a teus pés.

14/01/2019
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PENA

Nenhum ser humano poderá ser completamente feliz
enquanto os seus semelhantes estiverem sendo vítimas da fome,
da guerra e da injustiça.
Os que se dizem completamente felizes
frente a estes problemas
são mentirosos ou dignos de pena.

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@diego2muniz
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PANORAMA

Somente quando tu puderes dar sentido às coisas
pequenas é que poderás
sentir as coisas grandes.
Estar invisível aos olhos não pode
significar estar morto ao coração.

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Diego Muniz
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Diego Felipe Muniz Garcia 31 anos, carioca, poeta, acadêmico de pedagogia, estudante de política. Nasceu aos 27 dias de Abril de 1987 no bairro de São Cristóvão. Publicou o seu primeiro livro solo em 2016. A obra é intitulada POEMAS DE UM PROLETÁRIO, lançada pela editora Autografia, e pode ser encontrada aqui: http://www.autografia.com.br/loja/poemas-de-um-proletario/detalhes Já participou e venceu alguns concursos de poesias, tendo algumas de suas obras publicadas em Antologias Poéticas. Foi finalista do FESTIPOEMA 2017 e um de seus poemas foi adaptado ao palco do Teatro Galpão, em São Paulo. Residente em uma favela do Rio, Diego Muniz resolveu abordar a temática da desigualdade em todos os seus formatos para se indignar. Atualmente mora em Rondônia e trabalha com revisão de textos acadêmicos e políticas públicas.