Poema de CATONE
Não serei um aspone;
bem sei labutar
Mesmo que agora estone
– O bem vai resultar
O mundo que me aprisione,
vou pelo "bem" lutar
Pôr a boca no trombone
para liberdade desfrutar
Dou-te a ti o microfone
deixa-me, o som escutar
da rima que faz-me matutar
O "Jazz" no meu saxofone,
Com a poesia de Catone
Faz-me bem, – é salutar.
NUM VALE DE BREU
No vale da morte
Nada vale a sorte
Nem salvas-te com oração
Podes sim ser forte
E, ídem ter suporte
Podes ter um firme coração
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
Ouve o que diz o poeta
Podes bater a caçuleta
Tão cedo, por indolência
Nas incertezas, a morte é certa
Essa é a prova concreta
Esgotar-se-á a tua vivência
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
O Mórbido Veemente
Dor que dói sem úlcera
Dor que corroi o adentro
Dor veemente no centro
Dor dessa gente adúltera
Dor possante e subitânea
Dor incessante, duradoura
Dor de algoz que traz oura
Dor de atroz e espontânea
Dor que abate e devasta
Dor do embate e assola
Dor que subtrai e isola
Dor esta que vai e afasta
Dor que doi sem bostela
Dor de mói que domina
Dor homicida, assassina
Dor da vida com querela.
Escrito
É hoje que sotarei brados
Pois, dir-te-ei sem enganos
Quero-nos fieis namorados
Quero-te nos meus planos
Eu tão bem quero-te hoje
Ainda amanhã querer-te-ei
Nem que o coração poje
Para sempre te amarei
O Sacrílego
Aquele visto como exemplo
e que a muitos agrada
Vi-lhe a sair do templo
com uma "Bíblia Sagrada"
era um homem de bata
com uma vela acesa
tinha uma mão que mata
e outra mão que resa
Vergava-se diante a cruz
mas, a demo ía o seu zelo
Pois, não adorava a luz
Quis pôr-nos no seu elo
faltava só o som de truz
despertei-me do pesadelo
Vida
ah "Vita"
com a sua fita
esquisita
Só a poesia bem dita
para fazê-la bonita
E, a poesia tão egoista
ausenta o artista
por meio de sua escrita.
Wala Kiebi?
Em minhas noites velhas
Em refúgios e nos trilhos
Nas ruas e nas calelhas
E mesmo nos empecilhos
Procurar-te-ei nas ruinas
Nas nossas relutâncias
Nos antros e nas ravinas
Até nas insignificância s
Nas quedas e debilidades
Em labirintos e maranhas
Irei nas escabrosidades
Em abismos e montanhas
Irei de campos à cidades
Para vê-la farei campanhas
Oh Jikamba Jiami!
Oh! Sem distinção
E, sem orgulho,
Não há extinção,
Não há embrulho
É sem razão,
Sem discórdia,
de antessazão
É uma misericórdia
Digam-me lá então,
meus caros manos:
Importam-se, ser ou não
meus irmãos germanos ?
Pode a vós convir
Sermos consaguíneos ?
Não quero-vos desavir.
Vós sois meus retilíneos
Apenas irmãos. Irmãos -
De pais diferentes
Que estendem-se as mãos.
Como seres deferentes
O amor é aferente
Porquanto, nos conduz
E deixa-nos à frente
desta irmandade de truz
Fado deu-me o mundo
coração a vós escolheu
Vós destes-me "TUDO"
Que jamais o mundo deu
Caos
Era malícia em demasia
Que o povo imputava consigo
Tão normal era a hipocrisia
Que levava fides em perigo
E, foi tanta indisciplina
Com a beatitude em modorra
Passou-se de Meca e Medina
Para Sodomo e Gomorra
E hoje ? planhe o povo
Porque perdeu-se o seu poder
E pedem a ''Vida'' de novo
Hoje, lipemaniacos, a perder
De grandes para ser um ovo
Num fogo infernal a arder
VELHA
Minha geradora, generadora
Minha mãe, minha senhora
Ainda da minha utopia
arrancaste-me a quimera
Meu clarão na luz do "Dia"
minha deusa, minha Hemera
Minha protetora, projenitora
Minha mãe, Minha senhora
barafusta-me de fúria
não planha de depressão
A nossa casa fica incúria
quando não há nela sua mão
Minha geradora, generadora
Minha mãe, minha senhora