meu EU em belona
É, foram saudades
Ah! Saudade minha
desta persona fuinha
coberta de intriguidades
Este é meu regresso
sem antes regressar
minha busca sem sessar
É o meu vir adverso
Meu adeus, meu beijo
Meu findar, meu despejo
Meu Pseudo-ego em belona
E, em fim
É sempre asssim
O bom filho à casa torna
HERO-INA
Ah, que linda menina
que tudo predestina;
Seu tempo e sua sina
tal como ela vaticina
Brilhante e adamantina
Como o sol de Argentina
E as estrelas de China
É a paz para Palestina
Aí, minha linda bonina
De uma cor alizarina
Longe de lana-caprina
Não é bomba que vermina
É semente que germina
Para sempre é; HEROÍNA
Oh Jikamba Jiami!
Oh! Sem distinção
E, sem orgulho,
Não há extinção,
Não há embrulho
É sem razão,
Sem discórdia,
de antessazão
É uma misericórdia
Digam-me lá então,
meus caros manos:
Importam-se, ser ou não
meus irmãos germanos ?
Pode a vós convir
Sermos consaguíneos ?
Não quero-vos desavir.
Vós sois meus retilíneos
Apenas irmãos. Irmãos -
De pais diferentes
Que estendem-se as mãos.
Como seres deferentes
O amor é aferente
Porquanto, nos conduz
E deixa-nos à frente
desta irmandade de truz
Fado deu-me o mundo
coração a vós escolheu
Vós destes-me "TUDO"
Que jamais o mundo deu
Poema de CATONE
Não serei um aspone;
bem sei labutar
Mesmo que agora estone
– O bem vai resultar
O mundo que me aprisione,
vou pelo "bem" lutar
Pôr a boca no trombone
para liberdade desfrutar
Dou-te a ti o microfone
deixa-me, o som escutar
da rima que faz-me matutar
O "Jazz" no meu saxofone,
Com a poesia de Catone
Faz-me bem, – é salutar.
O Mórbido Veemente
Dor que dói sem úlcera
Dor que corroi o adentro
Dor veemente no centro
Dor dessa gente adúltera
Dor possante e subitânea
Dor incessante, duradoura
Dor de algoz que traz oura
Dor de atroz e espontânea
Dor que abate e devasta
Dor do embate e assola
Dor que subtrai e isola
Dor esta que vai e afasta
Dor que doi sem bostela
Dor de mói que domina
Dor homicida, assassina
Dor da vida com querela.
Escrito
É hoje que sotarei brados
Pois, dir-te-ei sem enganos
Quero-nos fieis namorados
Quero-te nos meus planos
Eu tão bem quero-te hoje
Ainda amanhã querer-te-ei
Nem que o coração poje
Para sempre te amarei
Caos
Era malícia em demasia
Que o povo imputava consigo
Tão normal era a hipocrisia
Que levava fides em perigo
E, foi tanta indisciplina
Com a beatitude em modorra
Passou-se de Meca e Medina
Para Sodomo e Gomorra
E hoje ? planhe o povo
Porque perdeu-se o seu poder
E pedem a ''Vida'' de novo
Hoje, lipemaniacos, a perder
De grandes para ser um ovo
Num fogo infernal a arder
Nós-t-Algia
Eu sentava,
pensava e escrevia
Imaginava,
traçava e descrevia.
Hoje tudo acabou
Foi bom enquanto durou
NUM VALE DE BREU
No vale da morte
Nada vale a sorte
Nem salvas-te com oração
Podes sim ser forte
E, ídem ter suporte
Podes ter um firme coração
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
Ouve o que diz o poeta
Podes bater a caçuleta
Tão cedo, por indolência
Nas incertezas, a morte é certa
Essa é a prova concreta
Esgotar-se-á a tua vivência
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
E Se Não Fosses MINHA?
Pois, se não fosses minha
roubaria-te numa bola de cristal
Jamais, deixar-te-ei sozinha
Estarei aqui, sempre, Sra. Amaral
Bem sei que, achar-te-ei
numa cartomancia
Nunca esquecer-te-ei
nem com amnesia
Se, por acaso, eu perder-te
Descubrirei a bússola
Para navegar seu coração
Ainda voltarei a ver-te
Pode parecer exdrúxula
Mas, terei a tua direção