Pan-africano, afrocrata, afrocentrista, ativista cívico, rapper, poeta e escritor eclético angolano, nascido em Luanda, no município da Samba aos 19 de Abril de 1994.
Lista de Poemas
meu EU em belona
É, foram saudades
Ah! Saudade minha
desta persona fuinha
coberta de intriguidades
Este é meu regresso
sem antes regressar
minha busca sem sessar
É o meu vir adverso
Meu adeus, meu beijo
Meu findar, meu despejo
Meu Pseudo-ego em belona
E, em fim
É sempre asssim
O bom filho à casa torna
Ah! Saudade minha
desta persona fuinha
coberta de intriguidades
Este é meu regresso
sem antes regressar
minha busca sem sessar
É o meu vir adverso
Meu adeus, meu beijo
Meu findar, meu despejo
Meu Pseudo-ego em belona
E, em fim
É sempre asssim
O bom filho à casa torna
271
Wala Kiebi?
Em minhas noites velhas
Em refúgios e nos trilhos
Nas ruas e nas calelhas
E mesmo nos empecilhos
Procurar-te-ei nas ruinas
Nas nossas relutâncias
Nos antros e nas ravinas
Até nas insignificância s
Nas quedas e debilidades
Em labirintos e maranhas
Irei nas escabrosidades
Em abismos e montanhas
Irei de campos à cidades
Para vê-la farei campanhas
Em refúgios e nos trilhos
Nas ruas e nas calelhas
E mesmo nos empecilhos
Procurar-te-ei nas ruinas
Nas nossas relutâncias
Nos antros e nas ravinas
Até nas insignificância s
Nas quedas e debilidades
Em labirintos e maranhas
Irei nas escabrosidades
Em abismos e montanhas
Irei de campos à cidades
Para vê-la farei campanhas
286
Oh Jikamba Jiami!
Oh! Sem distinção
E, sem orgulho,
Não há extinção,
Não há embrulho
É sem razão,
Sem discórdia,
de antessazão
É uma misericórdia
Digam-me lá então,
meus caros manos:
Importam-se, ser ou não
meus irmãos germanos ?
Pode a vós convir
Sermos consaguíneos ?
Não quero-vos desavir.
Vós sois meus retilíneos
Apenas irmãos. Irmãos -
De pais diferentes
Que estendem-se as mãos.
Como seres deferentes
O amor é aferente
Porquanto, nos conduz
E deixa-nos à frente
desta irmandade de truz
Fado deu-me o mundo
coração a vós escolheu
Vós destes-me "TUDO"
Que jamais o mundo deu
E, sem orgulho,
Não há extinção,
Não há embrulho
É sem razão,
Sem discórdia,
de antessazão
É uma misericórdia
Digam-me lá então,
meus caros manos:
Importam-se, ser ou não
meus irmãos germanos ?
Pode a vós convir
Sermos consaguíneos ?
Não quero-vos desavir.
Vós sois meus retilíneos
Apenas irmãos. Irmãos -
De pais diferentes
Que estendem-se as mãos.
Como seres deferentes
O amor é aferente
Porquanto, nos conduz
E deixa-nos à frente
desta irmandade de truz
Fado deu-me o mundo
coração a vós escolheu
Vós destes-me "TUDO"
Que jamais o mundo deu
308
HERO-INA
Ah, que linda menina
que tudo predestina;
Seu tempo e sua sina
tal como ela vaticina
Brilhante e adamantina
Como o sol de Argentina
E as estrelas de China
É a paz para Palestina
Aí, minha linda bonina
De uma cor alizarina
Longe de lana-caprina
Não é bomba que vermina
É semente que germina
Para sempre é; HEROÍNA
que tudo predestina;
Seu tempo e sua sina
tal como ela vaticina
Brilhante e adamantina
Como o sol de Argentina
E as estrelas de China
É a paz para Palestina
Aí, minha linda bonina
De uma cor alizarina
Longe de lana-caprina
Não é bomba que vermina
É semente que germina
Para sempre é; HEROÍNA
302
Nós-t-Algia
Eu sentava,
pensava e escrevia
Imaginava,
traçava e descrevia.
Hoje tudo acabou
Foi bom enquanto durou
pensava e escrevia
Imaginava,
traçava e descrevia.
Hoje tudo acabou
Foi bom enquanto durou
285
O Sacrílego
Aquele visto como exemplo
e que a muitos agrada
Vi-lhe a sair do templo
com uma "Bíblia Sagrada"
era um homem de bata
com uma vela acesa
tinha uma mão que mata
e outra mão que resa
Vergava-se diante a cruz
mas, a demo ía o seu zelo
Pois, não adorava a luz
Quis pôr-nos no seu elo
faltava só o som de truz
despertei-me do pesadelo
e que a muitos agrada
Vi-lhe a sair do templo
com uma "Bíblia Sagrada"
era um homem de bata
com uma vela acesa
tinha uma mão que mata
e outra mão que resa
Vergava-se diante a cruz
mas, a demo ía o seu zelo
Pois, não adorava a luz
Quis pôr-nos no seu elo
faltava só o som de truz
despertei-me do pesadelo
293
Poema de CATONE
Não serei um aspone;
bem sei labutar
Mesmo que agora estone
– O bem vai resultar
O mundo que me aprisione,
vou pelo "bem" lutar
Pôr a boca no trombone
para liberdade desfrutar
Dou-te a ti o microfone
deixa-me, o som escutar
da rima que faz-me matutar
O "Jazz" no meu saxofone,
Com a poesia de Catone
Faz-me bem, – é salutar.
301
Caos
Era malícia em demasia
Que o povo imputava consigo
Tão normal era a hipocrisia
Que levava fides em perigo
E, foi tanta indisciplina
Com a beatitude em modorra
Passou-se de Meca e Medina
Para Sodomo e Gomorra
E hoje ? planhe o povo
Porque perdeu-se o seu poder
E pedem a ''Vida'' de novo
Hoje, lipemaniacos, a perder
De grandes para ser um ovo
Num fogo infernal a arder
Que o povo imputava consigo
Tão normal era a hipocrisia
Que levava fides em perigo
E, foi tanta indisciplina
Com a beatitude em modorra
Passou-se de Meca e Medina
Para Sodomo e Gomorra
E hoje ? planhe o povo
Porque perdeu-se o seu poder
E pedem a ''Vida'' de novo
Hoje, lipemaniacos, a perder
De grandes para ser um ovo
Num fogo infernal a arder
308
NUM VALE DE BREU
No vale da morte
Nada vale a sorte
Nem salvas-te com oração
Podes sim ser forte
E, ídem ter suporte
Podes ter um firme coração
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
Ouve o que diz o poeta
Podes bater a caçuleta
Tão cedo, por indolência
Nas incertezas, a morte é certa
Essa é a prova concreta
Esgotar-se-á a tua vivência
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
Nada vale a sorte
Nem salvas-te com oração
Podes sim ser forte
E, ídem ter suporte
Podes ter um firme coração
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
Ouve o que diz o poeta
Podes bater a caçuleta
Tão cedo, por indolência
Nas incertezas, a morte é certa
Essa é a prova concreta
Esgotar-se-á a tua vivência
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
332
O Mórbido Veemente
Dor que dói sem úlcera
Dor que corroi o adentro
Dor veemente no centro
Dor dessa gente adúltera
Dor possante e subitânea
Dor incessante, duradoura
Dor de algoz que traz oura
Dor de atroz e espontânea
Dor que abate e devasta
Dor do embate e assola
Dor que subtrai e isola
Dor esta que vai e afasta
Dor que doi sem bostela
Dor de mói que domina
Dor homicida, assassina
Dor da vida com querela.
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