Pan-africano, afrocrata, afrocentrista, ativista cívico, rapper, poeta e escritor eclético angolano, nascido em Luanda, no município da Samba aos 19 de Abril de 1994.
Lista de Poemas
Escrito
É hoje que sotarei brados
Pois, dir-te-ei sem enganos
Quero-nos fieis namorados
Quero-te nos meus planos
Eu tão bem quero-te hoje
Ainda amanhã querer-te-ei
Nem que o coração poje
Para sempre te amarei
Pois, dir-te-ei sem enganos
Quero-nos fieis namorados
Quero-te nos meus planos
Eu tão bem quero-te hoje
Ainda amanhã querer-te-ei
Nem que o coração poje
Para sempre te amarei
304
Vida
ah "Vita"
com a sua fita
esquisita
Só a poesia bem dita
para fazê-la bonita
E, a poesia tão egoista
ausenta o artista
por meio de sua escrita.
com a sua fita
esquisita
Só a poesia bem dita
para fazê-la bonita
E, a poesia tão egoista
ausenta o artista
por meio de sua escrita.
294
E Se Não Fosses MINHA?
Pois, se não fosses minha
roubaria-te numa bola de cristal
Jamais, deixar-te-ei sozinha
Estarei aqui, sempre, Sra. Amaral
Bem sei que, achar-te-ei
numa cartomancia
Nunca esquecer-te-ei
nem com amnesia
Se, por acaso, eu perder-te
Descubrirei a bússola
Para navegar seu coração
Ainda voltarei a ver-te
Pode parecer exdrúxula
Mas, terei a tua direção
roubaria-te numa bola de cristal
Jamais, deixar-te-ei sozinha
Estarei aqui, sempre, Sra. Amaral
Bem sei que, achar-te-ei
numa cartomancia
Nunca esquecer-te-ei
nem com amnesia
Se, por acaso, eu perder-te
Descubrirei a bússola
Para navegar seu coração
Ainda voltarei a ver-te
Pode parecer exdrúxula
Mas, terei a tua direção
275
BASSULA
A chuva não cai
e, quem gosta de cair ?
mas, não pelo "ai"
é por dor de sentir
não cai por vergonha
vergonha da cadência
água também sonha
sonha com eminência
Porquanto, não cai
- odeia tombar
Se, cair o mundo vai
o mundo vai zombar
Então, prefere não cair
execra o chão
no chão é p'ra se erigir
mas, a chuva é um lerchão
a chuva não chove
pejoa-se da queda
a queda que o move
e, deixa-lhe seda
Então, pode o sol sorrir
pode ele brilhar
nada lhe pode aborrir
a chuva não vai trilhar
Com tanta ousadia
assim dizia um pescador
para roubar a galhardia
e a vontade de um lavrador
e, quem gosta de cair ?
mas, não pelo "ai"
é por dor de sentir
não cai por vergonha
vergonha da cadência
água também sonha
sonha com eminência
Porquanto, não cai
- odeia tombar
Se, cair o mundo vai
o mundo vai zombar
Então, prefere não cair
execra o chão
no chão é p'ra se erigir
mas, a chuva é um lerchão
a chuva não chove
pejoa-se da queda
a queda que o move
e, deixa-lhe seda
Então, pode o sol sorrir
pode ele brilhar
nada lhe pode aborrir
a chuva não vai trilhar
Com tanta ousadia
assim dizia um pescador
para roubar a galhardia
e a vontade de um lavrador
328
VELHA
Minha geradora, generadora
Minha mãe, minha senhora
Ainda da minha utopia
arrancaste-me a quimera
Meu clarão na luz do "Dia"
minha deusa, minha Hemera
Minha protetora, projenitora
Minha mãe, Minha senhora
barafusta-me de fúria
não planha de depressão
A nossa casa fica incúria
quando não há nela sua mão
Minha geradora, generadora
Minha mãe, minha senhora
Minha mãe, minha senhora
Ainda da minha utopia
arrancaste-me a quimera
Meu clarão na luz do "Dia"
minha deusa, minha Hemera
Minha protetora, projenitora
Minha mãe, Minha senhora
barafusta-me de fúria
não planha de depressão
A nossa casa fica incúria
quando não há nela sua mão
Minha geradora, generadora
Minha mãe, minha senhora
308
Amor e Ódio
Achando-se sabedor
De muito bom humor
Um ser admoestador
Assim clamava o amor:
Eis a condescendência
A tão grande simpleza
Eis a mãe da prudência
O senhorio da afouteza
Vendo o lindo episódio
Tornou-se furibundo
Exasperado e iracundo
Logo, proferiu o Ódio:
Enxerga-te! Ridiculez!
Não viva nesta agnosia
Liberta-te da teimosia
Repara a tua vaziez
E, com seu primor
Respondeu o Amor:
Então, diz-me quem es
Bem sei que não sabes
Eis o conhecimento à rés
Para que não te aldrabes
Es a extrema penúria
Opróbio para a natureza
A disnorme absurdeza
Desde a primeira sentúria
O Ódio ouvindo, gracejou
Pois, conjeturava deboche
Projetava extinguir, forcejou
Designando-o por fantoche
Nada es sem mim
Não passas de pilhérias
Meu pobre culumim
Anda, deixa-se de lérias
Sou eu a força melânia
Do mal afrouxando a luz
Olhe a vecalharia de truz
Sensatez que traz insânia
Eis o fidalgo da brejeirice
De um mundo amoral
Ascendência da chocarrice
Eis a degeneração moral
Amor ouvindo aquilo
Sentiu-se destroçado
Restitui-se tranquilo
Ordenando o seu recado:
Sem receio te digo
Para ti meu amigo
Já desde tenra idade
Está o Amor ao pódio
Como amigo da verdade
Digo eu, não existe ódio
— Não existe ódio, existem pessoas que amam fazer o mal.
305
APENAS “nada”
De mim... Levem tudo
Levem a minha existência
que desistiu num dia
a minha persistência
a tamanha galhardia
Levem os passos largos
o peso no dorso
os doces, os amargos
levem o remorso
Levem as minhas vestes
meus pobres pertences
a calmaria e a peste
os meus interesses
Levem os beijos
os amaços
os meus desejos
e os laços
Levem os abraços
a força do trabalho
o incansável cansaço
a seca e o orvalho
Tudo! Sem nada sobrar
Nada! sem ar de resto
Logo... Sem tempo cobrar
sem gás, nem pretexto
Óh! Porquê sois teimosos
Não deem-me mais tempo
não sejais vagarosos
aproveiteis este retempo
O meu opróbio
a minha fortitude
o meu lado sóbrio
a minha atitude
Levem-me o riso
a lágrima do rosto
o meu paraíso
e o meu desgosto
Levem-me a loucura
a minha sanidade
a minha postura
a minha diversidade
a vontade
toda minha fé
a idoneidade
o meu olho que vê
Levem!... Sem nada esquecer
a minha amnesia
Levem o saber
e a minha agnosia
Todo meu amor
Levem sem esquema
o riso e a dor
Todo esse problema
A minha luz
a minha noite de breu
a minha cruz
a terra, o céu
A inópia constante
a degradação social
o meu mais importante
o meu sobrenatural
O meu nome
a minha idade
o pão, a fome
a longevidade
Levem a minha origem:
minha pátria, minha terra
a minha coragem
minha paz, minha guerra
Levem o meu destino
o meu lindo findar
levem o meu tino
a alegria ao brindar
A família
Os amigos
a minha trilha
os meus perigos
Levem o meu olfato
o tacto também
todo meu aparato
levem o meu além
A minha apologia
o meu tédio
a nostalgia
o meu remédio
Levem... Sim!
Eu permito
anunciem o meu fim
Levem... Repito.
Ah! Odeio vocês
Levem-me Já
arrestem os meus pés
Suplico! Em nome de Jah
Jah? Quem é este?
Não. Também não sei
Então, porquê o disseste
Opa! decerto, errei
Viram? Sou louco
disso estou certo
Penso tão pouco
para tanto excremento
A minha pachorra
Sim. A minha calma
a insónia, a modorra
a minha alma
Mas, porquê a minha alma?
Porquê ela?
Ah! Que trauma!
Ah! Que sequela!
Mas, se não sabia
Saiba agora, cachopo
Não há fobia
Não há nada no meu corpo
E sobre o corpo
Levem o meu também
o levem no sopro
que a natureza tem
E sobre a natureza,
Levem também a minha
a minha tristeza
a solidão e companhia
Levem-me tudo
O meu orgulho
a espada e o escudo
o silêncio, o meu barulho
Levem os becos
as ruelas antigas
os gritos, os ecos
Lealdades e intrigas
Levem a minha rua
o meu berço de lata
a minha realidade crua
a vida má, que me mata
Levem a minha grandeza
grandeza de ser pequeno
Levem a Minha afoiteza
matem o meu lado eterno
Levem mesmo
meu azar, minha sorte
meu andar a esmo
minha vida, minha morte
Digo agora
De mim, tudo levaram
o olho não chora
mas, sente os que calaram
a minha serenidade
a minha força
a minha seriedade
toda minha troça
do supremo ao ínfimo
levem-me a deidade
levem-me o íntimo
levem a opacidade
o caminho mais longíquo
levem-me o olhar
o lugar propínquo
a chuva, o molhar
Sem solução
Bem, dei para torto
Levaram-me o coração
Mataram-me bem morto
De mim... Levaram tudo!
Mas...,
Ainda há algo profundo
ainda algo incita
Todavia, não foi-se tudo
ficou a arte da escrita
Como esqueceram
mesmo de apagar
a lâmpada que deram
antes de me afagar
Vós sois falhados
Sois indignos
sois atordoados
sois malignos
Quero que estes jazem
Pois, não gostam trabalhar
Nada fazem...
até falham falhar
Levaram-me tudo
Tudo sem a 'poesia'?
Estou vivo, sobretudo
Quão grande é a cortesia.
- Porquanto, não perdoou-vos!
Levem a minha existência
que desistiu num dia
a minha persistência
a tamanha galhardia
Levem os passos largos
o peso no dorso
os doces, os amargos
levem o remorso
Levem as minhas vestes
meus pobres pertences
a calmaria e a peste
os meus interesses
Levem os beijos
os amaços
os meus desejos
e os laços
Levem os abraços
a força do trabalho
o incansável cansaço
a seca e o orvalho
Tudo! Sem nada sobrar
Nada! sem ar de resto
Logo... Sem tempo cobrar
sem gás, nem pretexto
Óh! Porquê sois teimosos
Não deem-me mais tempo
não sejais vagarosos
aproveiteis este retempo
O meu opróbio
a minha fortitude
o meu lado sóbrio
a minha atitude
Levem-me o riso
a lágrima do rosto
o meu paraíso
e o meu desgosto
Levem-me a loucura
a minha sanidade
a minha postura
a minha diversidade
a vontade
toda minha fé
a idoneidade
o meu olho que vê
Levem!... Sem nada esquecer
a minha amnesia
Levem o saber
e a minha agnosia
Todo meu amor
Levem sem esquema
o riso e a dor
Todo esse problema
A minha luz
a minha noite de breu
a minha cruz
a terra, o céu
A inópia constante
a degradação social
o meu mais importante
o meu sobrenatural
O meu nome
a minha idade
o pão, a fome
a longevidade
Levem a minha origem:
minha pátria, minha terra
a minha coragem
minha paz, minha guerra
Levem o meu destino
o meu lindo findar
levem o meu tino
a alegria ao brindar
A família
Os amigos
a minha trilha
os meus perigos
Levem o meu olfato
o tacto também
todo meu aparato
levem o meu além
A minha apologia
o meu tédio
a nostalgia
o meu remédio
Levem... Sim!
Eu permito
anunciem o meu fim
Levem... Repito.
Ah! Odeio vocês
Levem-me Já
arrestem os meus pés
Suplico! Em nome de Jah
Jah? Quem é este?
Não. Também não sei
Então, porquê o disseste
Opa! decerto, errei
Viram? Sou louco
disso estou certo
Penso tão pouco
para tanto excremento
A minha pachorra
Sim. A minha calma
a insónia, a modorra
a minha alma
Mas, porquê a minha alma?
Porquê ela?
Ah! Que trauma!
Ah! Que sequela!
Mas, se não sabia
Saiba agora, cachopo
Não há fobia
Não há nada no meu corpo
E sobre o corpo
Levem o meu também
o levem no sopro
que a natureza tem
E sobre a natureza,
Levem também a minha
a minha tristeza
a solidão e companhia
Levem-me tudo
O meu orgulho
a espada e o escudo
o silêncio, o meu barulho
Levem os becos
as ruelas antigas
os gritos, os ecos
Lealdades e intrigas
Levem a minha rua
o meu berço de lata
a minha realidade crua
a vida má, que me mata
Levem a minha grandeza
grandeza de ser pequeno
Levem a Minha afoiteza
matem o meu lado eterno
Levem mesmo
meu azar, minha sorte
meu andar a esmo
minha vida, minha morte
Digo agora
De mim, tudo levaram
o olho não chora
mas, sente os que calaram
a minha serenidade
a minha força
a minha seriedade
toda minha troça
do supremo ao ínfimo
levem-me a deidade
levem-me o íntimo
levem a opacidade
o caminho mais longíquo
levem-me o olhar
o lugar propínquo
a chuva, o molhar
Sem solução
Bem, dei para torto
Levaram-me o coração
Mataram-me bem morto
De mim... Levaram tudo!
Mas...,
Ainda há algo profundo
ainda algo incita
Todavia, não foi-se tudo
ficou a arte da escrita
Como esqueceram
mesmo de apagar
a lâmpada que deram
antes de me afagar
Vós sois falhados
Sois indignos
sois atordoados
sois malignos
Quero que estes jazem
Pois, não gostam trabalhar
Nada fazem...
até falham falhar
Levaram-me tudo
Tudo sem a 'poesia'?
Estou vivo, sobretudo
Quão grande é a cortesia.
- Porquanto, não perdoou-vos!
301
N'VULA
De repente...
bradava a avó
Óh dibanda, óh dibanda
Só...
numa tarde de Luanda
com quase um segre
acreditar custa
o seu gesto alegre
que quase assusta
Óh que gritaria!
Mama, amor wassaluka?
Tanta alegria
que vejo, que vi nunca
Não é engano
Parece-me loucura
Com o seu pano
amarrado à cintura
óh... minha mamã
mama ya Nzambi
sei que és sã
e solta como diambe
Não sei o que falta
se não está sozinha
salta, salta e salta
é minha avozinha
seu ente
algo esquisito
De repente...
Grito!...
— Nvula !...
— Nvula weza kia..
Ãh!.. sabia!
sem mais curva
sobre a tua alegria
sabe a CHUVA!...
bradava a avó
Óh dibanda, óh dibanda
Só...
numa tarde de Luanda
com quase um segre
acreditar custa
o seu gesto alegre
que quase assusta
Óh que gritaria!
Mama, amor wassaluka?
Tanta alegria
que vejo, que vi nunca
Não é engano
Parece-me loucura
Com o seu pano
amarrado à cintura
óh... minha mamã
mama ya Nzambi
sei que és sã
e solta como diambe
Não sei o que falta
se não está sozinha
salta, salta e salta
é minha avozinha
seu ente
algo esquisito
De repente...
Grito!...
— Nvula !...
— Nvula weza kia..
Ãh!.. sabia!
sem mais curva
sobre a tua alegria
sabe a CHUVA!...
373
NUMA ROCHA PINTADA
Aqui, ali, acolá
Lá, põe-se em brados
aos amados, um olá
Oxalá, que finda os fardos
despida no pé
Fé não lhe falta
alta; é luz de axé
crê, colhe o que planta
Às vezes esquisita
bonita, seu jeito natural
fenomenal e infinita
bendita, sem igual
E de repente
o pente passa
massa inconsistente
presente nessa abadalassa
Pouco dura
ou perdura a alegria
que de dia é escura
e impura a sua energia
Senhora; mãe e tia
com simpatia e pureza
firmeza; sua garantia
da empatia na sua acoiteza
Tantas tentativas tentadas
coetada; findou na luta
astuta, nunca derrotada
amada pela sua labuta
Rápido evapora
estoira a alegria alegre
que é jegre e caipora
a toda hora, quase um segre
agora está lá estendida
Já perdida. E o que aconteceu?
Meu! de morte morrida
a sofrida morreu
Uma estranha morte
sem sorte matou-lhe feio
no meio de luta forte
suporte falhou por receio
- E quem foi?
Foi ele, o abutre
Futre; nada sente
decrescente; nada nutre
deslustre; é indiferente
é um flagelo
nada belo; abutre é quiconha
Não sonha; é o 'pesadelo'
faz o elo com a vida tristonha
dono de ochas
Pochas! tanta tinta
que finta entre rochas
E na ROCHA pinta
Pintou na Rocha
meteu á brocha, a dona alheia
arreia, apagou-lhe a tocha
com a trocha na areia
o abutre não tem alma?
calma, ele não falha
baralha com drama
e trauma a gente que batalha
o abutre é um vírus
vampiros - criado pelo sistema
sem emblema, não há Cirus
Pois, a tiros faz o problema
É gente azulada
com nada, se não arma
seu carma, sua morada
é granada que tudo alarma
Quantas JULIANAs
anganas há de tirar
o seu ar, aissana?
danas, sim todo lar
E pelo 'KAFRIQUE'
um arrepique se fez
Talvez, fique
em sua psique a lucidez
E o que vejo?
mil pejo despejado
o bocado de desejo
ao beijo deitado
E do seu homem?
Somem as vontades
vaidades não comem
dormem todas idades
E o que vejo?
Nada cor de rosa
sem esposa, só viúvo
Vivo, na estrada espinhosa
desastrosa, sem mais adjectivo
Está em rochedos
Três segredos deixados
descuidados, medos
de bruxedos, acompanhados
segredos são três filhos
sem brilhos, de olhos secos
dos becos de seus trilhos
e sarilhos sem ecos
O que vejo?
Um novo czar no paço
com bagaço da ralé
Pois é, é um lerdaço
e palhaço quem nada vê
Mais um com escolta
que solta juras
Impuras por nota
Agiota de ideias duras
Hoje o 'João' Baptista
avista um baptizado
Hipnotizado, que conquista
a pista após lesado
Viúvo com emprego
é cego, mas o que escolher?
o que colher? Um patego
sem ego e sem mulher
Sim, a promessa
é essa; de empregar
é pegar a tua princessa
espessa e a apagar
- 12 - 03 - 019
~ Em memória à Juliana Kafrique.
Lá, põe-se em brados
aos amados, um olá
Oxalá, que finda os fardos
despida no pé
Fé não lhe falta
alta; é luz de axé
crê, colhe o que planta
Às vezes esquisita
bonita, seu jeito natural
fenomenal e infinita
bendita, sem igual
E de repente
o pente passa
massa inconsistente
presente nessa abadalassa
Pouco dura
ou perdura a alegria
que de dia é escura
e impura a sua energia
Senhora; mãe e tia
com simpatia e pureza
firmeza; sua garantia
da empatia na sua acoiteza
Tantas tentativas tentadas
coetada; findou na luta
astuta, nunca derrotada
amada pela sua labuta
Rápido evapora
estoira a alegria alegre
que é jegre e caipora
a toda hora, quase um segre
agora está lá estendida
Já perdida. E o que aconteceu?
Meu! de morte morrida
a sofrida morreu
Uma estranha morte
sem sorte matou-lhe feio
no meio de luta forte
suporte falhou por receio
- E quem foi?
Foi ele, o abutre
Futre; nada sente
decrescente; nada nutre
deslustre; é indiferente
é um flagelo
nada belo; abutre é quiconha
Não sonha; é o 'pesadelo'
faz o elo com a vida tristonha
dono de ochas
Pochas! tanta tinta
que finta entre rochas
E na ROCHA pinta
Pintou na Rocha
meteu á brocha, a dona alheia
arreia, apagou-lhe a tocha
com a trocha na areia
o abutre não tem alma?
calma, ele não falha
baralha com drama
e trauma a gente que batalha
o abutre é um vírus
vampiros - criado pelo sistema
sem emblema, não há Cirus
Pois, a tiros faz o problema
É gente azulada
com nada, se não arma
seu carma, sua morada
é granada que tudo alarma
Quantas JULIANAs
anganas há de tirar
o seu ar, aissana?
danas, sim todo lar
E pelo 'KAFRIQUE'
um arrepique se fez
Talvez, fique
em sua psique a lucidez
E o que vejo?
mil pejo despejado
o bocado de desejo
ao beijo deitado
E do seu homem?
Somem as vontades
vaidades não comem
dormem todas idades
E o que vejo?
Nada cor de rosa
sem esposa, só viúvo
Vivo, na estrada espinhosa
desastrosa, sem mais adjectivo
Está em rochedos
Três segredos deixados
descuidados, medos
de bruxedos, acompanhados
segredos são três filhos
sem brilhos, de olhos secos
dos becos de seus trilhos
e sarilhos sem ecos
O que vejo?
Um novo czar no paço
com bagaço da ralé
Pois é, é um lerdaço
e palhaço quem nada vê
Mais um com escolta
que solta juras
Impuras por nota
Agiota de ideias duras
Hoje o 'João' Baptista
avista um baptizado
Hipnotizado, que conquista
a pista após lesado
Viúvo com emprego
é cego, mas o que escolher?
o que colher? Um patego
sem ego e sem mulher
Sim, a promessa
é essa; de empregar
é pegar a tua princessa
espessa e a apagar
- 12 - 03 - 019
~ Em memória à Juliana Kafrique.
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