meu EU em belona
É, foram saudades
Ah! Saudade minha
desta persona fuinha
coberta de intriguidades
Este é meu regresso
sem antes regressar
minha busca sem sessar
É o meu vir adverso
Meu adeus, meu beijo
Meu findar, meu despejo
Meu Pseudo-ego em belona
E, em fim
É sempre asssim
O bom filho à casa torna
HERO-INA
Ah, que linda menina
que tudo predestina;
Seu tempo e sua sina
tal como ela vaticina
Brilhante e adamantina
Como o sol de Argentina
E as estrelas de China
É a paz para Palestina
Aí, minha linda bonina
De uma cor alizarina
Longe de lana-caprina
Não é bomba que vermina
É semente que germina
Para sempre é; HEROÍNA
E Se Não Fosses MINHA?
Pois, se não fosses minha
roubaria-te numa bola de cristal
Jamais, deixar-te-ei sozinha
Estarei aqui, sempre, Sra. Amaral
Bem sei que, achar-te-ei
numa cartomancia
Nunca esquecer-te-ei
nem com amnesia
Se, por acaso, eu perder-te
Descubrirei a bússola
Para navegar seu coração
Ainda voltarei a ver-te
Pode parecer exdrúxula
Mas, terei a tua direção
Nós-t-Algia
Eu sentava,
pensava e escrevia
Imaginava,
traçava e descrevia.
Hoje tudo acabou
Foi bom enquanto durou
Poema de CATONE
Não serei um aspone;
bem sei labutar
Mesmo que agora estone
– O bem vai resultar
O mundo que me aprisione,
vou pelo "bem" lutar
Pôr a boca no trombone
para liberdade desfrutar
Dou-te a ti o microfone
deixa-me, o som escutar
da rima que faz-me matutar
O "Jazz" no meu saxofone,
Com a poesia de Catone
Faz-me bem, – é salutar.
NUM VALE DE BREU
No vale da morte
Nada vale a sorte
Nem salvas-te com oração
Podes sim ser forte
E, ídem ter suporte
Podes ter um firme coração
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
Ouve o que diz o poeta
Podes bater a caçuleta
Tão cedo, por indolência
Nas incertezas, a morte é certa
Essa é a prova concreta
Esgotar-se-á a tua vivência
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
O Mórbido Veemente
Dor que dói sem úlcera
Dor que corroi o adentro
Dor veemente no centro
Dor dessa gente adúltera
Dor possante e subitânea
Dor incessante, duradoura
Dor de algoz que traz oura
Dor de atroz e espontânea
Dor que abate e devasta
Dor do embate e assola
Dor que subtrai e isola
Dor esta que vai e afasta
Dor que doi sem bostela
Dor de mói que domina
Dor homicida, assassina
Dor da vida com querela.
Escrito
É hoje que sotarei brados
Pois, dir-te-ei sem enganos
Quero-nos fieis namorados
Quero-te nos meus planos
Eu tão bem quero-te hoje
Ainda amanhã querer-te-ei
Nem que o coração poje
Para sempre te amarei
O Sacrílego
Aquele visto como exemplo
e que a muitos agrada
Vi-lhe a sair do templo
com uma "Bíblia Sagrada"
era um homem de bata
com uma vela acesa
tinha uma mão que mata
e outra mão que resa
Vergava-se diante a cruz
mas, a demo ía o seu zelo
Pois, não adorava a luz
Quis pôr-nos no seu elo
faltava só o som de truz
despertei-me do pesadelo
Vida
ah "Vita"
com a sua fita
esquisita
Só a poesia bem dita
para fazê-la bonita
E, a poesia tão egoista
ausenta o artista
por meio de sua escrita.