TEMPO
TEMPO
Ednaidegp
O que nos faz presos de verdade ao tempo? O trabalho? A Família? As diversões? A internet... ou simplesmente usamos essa corriqueira frase de “falta de tempo” para as desculpas daquilo que não nos interessa de verdade?
A época nos pede mais, exige pressa, obriga a uma velocidade “desumana”, afasta os verdadeiros valores para poder acompanhar o “modernismo”, a vantagem do quem tem mais, do “mais” importante que o outro, do mais bonito, mais forte, mais gostoso, do mais em tudo...
O tempo parece mudar a cada segundo, num piscar de olhos, não se consegue entender o significado das palavras, parece que tudo mudou no dicionário, o certo é errado, o proibido é permitido, para sempre é temporário, ficar é ir embora... pode-se perder dentro de um “celular” e pode se encontrar dentro do mesmo, o mundo que parecia ser enorme, cabe na palma da mão, mas será verdadeira essas teorias? Será que realmente tudo ficou tão simplório assim?
“Não somos o que dizemos, somos verdadeiramente o que fazemos”.
Tudo deixa de ser fácil quando não se trata do outro, quando a vítima muda de lugar, aquela dor vista com indiferença, transforma-se em “depressão”, angustia profunda, doença “mental”, insatisfação, contrariedade... porque é muito simples apontar, cômodo demais para aquele que não sofre a ação, mas o tempo cura tudo, não é? O tempo que pode ser amargo, pode ser aliado, o mesmo que “destruiu”, constrói, aquele que feriu, salva. Certamente aprendemos cedo ou mais tarde, amadurecemos ou viveremos numa redoma ilusória que nos levará a um fim indesejável, estamos aqui hoje e a poucos segundo poderemos não estar mais.
O que fazemos com o nosso tempo?
PORTO SEGURO
PORTO SEGURO
Ednaidegp
A segurança que nós procuramos não está ligada a alguém, nem as palavras bem colocadas, mas certamente ligada as verdadeiras estações internas que criamos, concepções bem definidas e experiências bem vividas.
Os anos devoto a alguém pertence a uma estação que o “trem” parou, no entanto não fixou lá, segue um novo rumo e se por ventura voltar, não será pelos os mesmos motivos que o trouxe, a aprendizagem será verdadeiramente aplicada numa outra realidade, num outro contexto, isso se explica em algum laço que foi criado, por simplesmente não ter sido em vão. A vida segue...
Já o fator emocional, aquilo que esperamos ou idealizamos, sempre vem acompanhado de coisas boas, quase perfeita, notoriamente ligado ao nosso “frágil ego”, ouvir belas palavras, conforto, compreensão, uma “concordância” sem hesitar... isto é perfeito para assegurar o que precisamos, será? E onde fica o “não”, a veracidade do que se necessita?
Estar em sintonia, parece ser algo bem discreto, as vezes simples demais ou absurdamente dolorosa, porque tudo acontece dentro de cada “estação”, se houve a premência da mudança e não se trabalhou para isto, os resultados com certeza serão negativos, dói mesmo, mas se alcançamos uma outra página do livro, diferentemente do que já se foi, estaremos simploriamente conectado positivamente, seremos felizes.
O que nos torna seguro transcende de algo comum, abrange um terreno maior, não é apenas corpóreo, mas de alma.