Eldio Pereira

Eldio Pereira

n. 1972 BR BR

Sou advogado. Minhas poesias ou prosas se preferirem, nunca são completas. Coloco aqui os fragmentos dos quais não hesito. Gosto de pimenta, plantas, de cozinhar, de desenho animado e penas (canetas, lápis, carvão..).

n. 1972-09-24, rio grande do sul

Perfil
986 Visualizações

Download

Imagine um círculo
Suspenso no ar
como num sonho
Tão improvável
Estranhamente real
Onde mergulham peixes
Peixes digitais
Pouco a pouco
Fazendo ondas
Até transbordar
Formando uma bolha pendente
De líquido cristal
Aquário emborcado
Ler poema completo
Biografia
Sou advogado. Minhas poesias ou prosas se preferirem, nunca são completas. Coloco aqui os fragmentos dos quais não hesito. Gosto de pimenta, plantas, de cozinhar, de desenho animado e penas (canetas, lápis, carvão..). Recebi três filhos lindos. Nasci em setembro. Tenho memória curta para fatos do cotidiano, acredito plenamente que existem outras pessoas em outros universos agora escrevendo sobre seus sentimentos e troco versos com eles, sou de Libra.

Poemas

6

Download

Imagine um círculo
Suspenso no ar
como num sonho
Tão improvável
Estranhamente real
Onde mergulham peixes
Peixes digitais
Pouco a pouco
Fazendo ondas
Até transbordar
Formando uma bolha pendente
De líquido cristal
Aquário emborcado
148

Rua da praia


Ah Quintana, meu velho amigo
Te toco a alma quando sorvo o livro
E te liberto a cada verso torto
Me ponho morto a caminhar contigo
151

Sua Santidade


Sua Santidade,
Vou trazer o seu café
Sua férula, seu terço,
Sua fé

Seu pudor manipulado
Seu mistério sem mistério
Seu conceito certo/errado
Seu império

Apareça nas sacadas
Com sua crença pervertida
Cure todas as feridas
Com suas mãos, benta e cagadas

Depois volte ao seu trono
Se puder pegue no sono
E não toque mais em nada
181

Primavera

Esgotou-se o frio da última noite
Encolhidas as flores em casulos
Estenderam-se em palmas de veludo
Procurando o sol feito um satélite

As mulheres que também são flores
Se encontraram em jardins de beleza
E surgiram nas ruas descalças
Com botões e lábios de cereja
153

Crise existencial

A Razão por vezes é corpo oscilando sobre as rochas
Que subitamente cai, vertical qual o vício
Pálido, aceita letárgico o impacto fulminante
Sem cessar, errando contra o laico abismo

No exato instante em que ganha o solo
Recupera o ar e volta ao topo
Para novamente se lançar atônito
como num sonho de onde não se acorda
157

Pretexto

Vieste aos meus aposentos
Com olhar de preocupada
Dizendo o que foi contigo?
Saiu sem nos dizer nada!

-Vim por cuidado simplismente,
e nisso se nota um amigo..
Enquanto constrói motivos
Teu busto frebil, desmente

Devo lançar-me agora?
Dizem teus lábios contundidos
Que mordes enquanto finges
Ver algo estranho lá fora

Aceitam descer ao inferno
Pois bem melhor que a espera
Que o tempo que nunca estanca
Que a chance que desintegra

E o telefone cintila
Sacode a alma aflita
Mostra na tela um aviso
De um relógio católico
Volte ao seu mundo anti-bucólico
Engula a seco sua vida
165

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.