Meu sonho adormeceu No seu silêncio devastador E entorpecido liberou A realidade que me compete Pede coragem a vida E outros sonhos vislumbram Enquanto no limiar da loucura Descansa o principal Pedem passagem os novos Para alimentar a vida Enquanto adormecido o fatal Não liquida com a mesma É briga de foice Da ilusão com a realidade E não só adormecer Um é preciso morrer Ou o sonho mata a vida Ou a vida mata o sonho Deixá-lo apenas adormecido É transformá-lo em pesadelo E sonho que não pode ser sonhado Pede adaga afilada Cravada com força nas entranhas Enquanto entorpecido (Nane-31/03/2015)
Caminho sem pressa nenhuma Pelo rastro de luz da lua Sem uma direção determinada Brincando com as estrelas Em cada uma delas Um pedacinho de você Vem brincar comigo No frescor da noite enluarada Seus olhos piscam diferenciados Em meio a constelação de capricórnio Enquanto os meus, em virgo Se fecham para contar o 21 Você bem que tenta se esconder Mas se destaca entre as estrelas E eu corro para o seu abraço Sem medo de te perder A fase não importa Se cheia, minguante ou se nova É crescente sempre o meu amor E por ele vou sempre ao céu Somos crianças e amantes Brincando e nos amando Na minha insana poesia Que me permite ter...Você (Nane-28/10/2014
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É seu
É seu o meu amor primaz Que me faz ser quem sou E me permite viver É seu o meu amor maior Que move todos os outros amores Viventes em mim É seu o amor delirante Que faz ferver meu sangue Enquanto percorre minhas veias É seu esse amor tranquilo Que me envolve em mansidão E se torna inspiração É seu esse amor que ilumina E acende a luz do meu viver Como o sol que faz brilhar o dia É seu esse amor que faz da noite A hora em que toda a magia Te faz ser minha mais linda poesia É seu esse amor que impulsiona E me faz ser poeta Em meio a tantas dores É seu esse amor que incendeia Num simples piscar dos seus olhos Provocando meus instintos É seu esse amor suplicante Que implora pelo som da sua voz Sussurando em meus ouvidos É seu esse amor incondicional Que não se importa por saber Não ser meu o seu amor... (Nane-29/10/2014)
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Mea culpa
Na madrugada silenciosa Teus gemidos sobressaem Tuas dores se agigantam Teu corpo reclama Ah velha senhora Dona de tanta força Doi mais em mim as Tuas dores Pode acreditar Minha impotência neste instante Faz de mim covarde Finjo não acreditar Nas dores que te consome Choras silenciosa Contendo as lágrimas teimosas Sedo-te com analgésicos Correndo todos os riscos
A sapiência do tempo O torna frio e cruel Sufoca-me a culpa por me flagrar Desejando o teu descanso Teu Deus tão soberano Sabe o que tá fazendo Eu, na minha ignorância Perco a paciência Vamos velha senhora Encarar mais uma noite Onde todos os gatos são pardos E nós duas...companheiras (Nane-30/10/2014)
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Mais uma noite
Nas sombras da noite Refaço o dia passado Revejo todos meus atos E imagino o que poderia ter sido
Me deixo levar pela imaginação Sonho com o que não tive (ou não fiz) Aperta uma dor no coração Enquanto o dia se aproxima
No quadrado do meu quarto escuro Uma canção fala com tristeza De um amor não concretizado Feito o meu que já foi o seu Escuto com atenção e me pergunto Onde foi que te perdi E vem em meus ouvidos a tua voz fria Me perguntando se um dia eu te tive Fecho os olhos, tentando adormecer Mas tua imagem teima em aparecer Feito um fantasma me assombrando Em plena madrugada Rezo à Deus para tirar você de mim E o meu martírio ter um fim A droga é que não sei rezar E ele parece não me escutar Posso ouvir tua respiração Escutar tua gargalhada Tudo isso dentro de mim Quimeras...ilusão Os primeiros raios do sol Apontam em minha janela O cansaço vence minha resistência Vou dormir e sonhar... com você (Nane-31/10/2014)
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Férias de Deus
Por onde anda Deus? Talvez de férias na Bahia. Ou quem sabe na boemia da Lapa? Não sei...mas tá de folga.
Chamei e clamei por ele, mas não me ouviu... Deve ter tomado um porre e agora dorme o sono dos justos.
Deixou seu tridente nos 220 e queimou meu traseiro. Se foi por castigo, não sei, mas o cheiro foi de enxofre. Dormiu em pleno plantão, e isso há que se levar em conta. Que porra de Deus é esse que não gosta de bater cartão?
Eu só queria conversar, não iria pedir nada. Rezar a Ave maria não estava nos meus planos Mas se ela é a mãe de Deus deveria educá-lo para quando um filho seu dele precisasse.
Hoje o dispenso. Durma ele com a mãe. Vou dormir com a cerveja e sonhar com as estrelas... (Nane-01/11/2014)
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Um dia difícil
Num céu azul de carneirinhos Vou contando quantas formas Passam por meus olhos Nessa tarde de primavera (verão) O som do celular me tráz de volta Ao sol escaldante que bronzeia minha pele E parece torrar meus neurônios No choque térmico da notícia A voz do outro lado engasga A minha se cala...emudece O suor salgado respinga dentro do olho Que arde feito fogo no coração
Em segundos revivo uma vida Repenso alguns valores Desfaço de outros Entonteço
O cérebro frita sob o sol Um frio invade a alma Os carneirinhos se foram O céu está nublado No peito, algo incomoda Uma pressão que não passa O celular se calou também E eu...fraquejei Ainda torpe, sigo em frente O dia já se despede O crepúsculo se aproxima Enquanto a alma se agiganta
Feito uma galinha choca Aninho os pintinhos sob as asas Cansadas e pendentes Vamos descansar....
(Nane- 05/11/2014)
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Chamado
Esse desejo incólume me persegue Sem que eu possa detê-lo Dizem ser pecado Mas não posso evitar Nada aqui me dá prazer Se vou pagar Se vou morrer Se vou reviver... Simbiose utópica Da qual retiro o H2O Loucura dos neurônios Que se julgam pensadores E no entanto...só fazem sentir Meus olhos gulosos Fitam a lua Sem nada saberem Um lado escuro Negro e sem luz Me chama...me chama Talvez eu vá...amanhã Agora preciso ir dormir... (Nane - 04/09/2014)
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Silêncio sombrio
Uma única vontade Nas sombras da lua sob as núvens Sombria e sem limiar É tempo de espera Portas cerradas Calor incômodo Nada importa Faço das sombras Espectros lunares Desenhados na imaginação Do meu cérebro ainda pulsante Se confrontando em raios Feito tempestades de verão Passa o tempo Que enfraquece o colágeno Pressionado pelo fumo Exposto no espelho Onde a pele acinzentada Se dobra em rugas Delatoras em excesso De uma idade mentirosa Que nem sei se é pra menos Mas que parece bem mais Ressecada pelo álcool Lagartixando sob o sol Mais um dos meus prazeres A contenda que me resta Me deixa sem perspectivas Nada quero além disso Só ver passar o tempo Sem com mais nada me preocupar Além do que está por vir Quando meus olhos se fecharem E não mais se abrirem Ficará uma só certeza Num derradeiro e sincero pensamento Ninguém além de nós há de saber Que junto à mim se encerrará o gosto amargo Do meu amor nunca poder anunciar (Nane - 04/09/2014)
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Protótipo de mim
Ser forte Seguro Ser que temem Invejam Ser que pensa Resolve Ser que respeitam Escutam Ser que sabe o que fazer Ampara Ser que abraça Protege Ser quase supremo Altivo
Ser tão fraco Perdido Ser que grita Em silêncio Ser com a mente voltada Num só propósito Ser que pede socorro Sem que escutem Ser que caminha sem rumo Abismo Ser que pede carinho Mas se fecha Ser pronto para não ser Mais ser nenhum (Nane - 03/09/2014)