ElsioPoeta

ElsioPoeta

Amante da Poesia e da boa Música e aspirante a Poeta

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Homem..!

Homem..! Que em vão perscrutas céus distantes.
Em horas que o destino te acovarda...
Buscando na volúpia dos instantes...
O refrigério anil da paz sonhada.

Homem..! De longe trazes arquejante...
Os ímpetos febris em derrocada.
Sonhos de alvoradas inebriantes,
No ocaso da esperança malfadada...

Homem..! Ser que se debate inutilmente...
Diga-me..! Para que te serve tanto empenho,
Se o que colhes de cada esperança,
é o fruto amargo da decepção..?

Se a cada grito que ao mundo imprecas...
Só te responde um terrível eco...Solidão..!

Psique Divã das Dores


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Poemas

2

Namoro no Sofá

Ainda me lembro... Seus pais foram dormir...
E tiveram, naquela noite, sono profundo...
E o velho sofá tornou-se para nós,
O lugar mais aconchegante deste mundo.

Beijávamo-nos com sofreguidão,
Nossas bocas estalavam ruidosas,
Minhas mãos lentamente levantaram teu vestido
E encontraram tuas cochas alvas e sedosas.

Num débil pudor pediu-me que parassem
Mas elas, desobedientes, te exploravam..

Num libidinoso e carnal desatino,
Desabotoei-te a blusa de cetim
Teus seios, túmidos de desejo, revelaram-se...
Tinham eles, a brancura imaculada do marfim

Teus mamilos róseos e tesos
Por meus lábios sedentos... esperavam...
Com sofreguidão sorvi-os.
E como se fossem a última esperança
De um soldado no deserto,
Regalei meus lábios sequiosos, naqueles
Libidos cantis...

Não havia mais volta...
Entregamo-nos de vez a insana perversão.

E foi nesse momento que ousei um pouco mais...
Tirei-te do corpo o último escudo.
E nesse arroubo febril
Rasguei sem querer,
A sedosa e úmida calcinha...

Meus olhos, apressados, percorreram ávidos
O caminho que ia de teus joelhos ao local desejado...
E devo confessar... Ficaram extasiados
Quando o calabouço, lúbrico de desejo,
Revelou-se... 

E na carnalidade desse doce desatino,
Penetrei-te...
Como um caçador penetra a selva escura,
Sem saber bem o que invade e o que viola,
Penetrei-te...

Seu corpo sobre o meu
Contorcia-se freneticamente,
Dobrando-se e elevando-se,
Na plenitude famélica do gozo.

E foi num contubérnio idílico de sibaritas,
Corpos à beira da apetitosa lassidão,
Que juntamos ao alto nossos braços tesos
Na simultânea intensidade da devassidão...


Lascivo Libido dos Prazeres
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Asas de Cera

Qual será o sentido oculto neste labirinto?
Para onde irá o homem,
Aprisionado em seu próprio instinto?

Aonde achará a saída desta prisão,
Com o pensamento ofuscado
Pelo sentimento e pela emoção?

“Asas de cera não vão, no céu, te sustentar,
Há um mar imenso e ciumento a te mirar...”

Seriam essas asas um meio perfeito de elevação?
Que “Dédalo” hediondo arquitetou para ti esta prisão?
Dando-te asas de cera para fugir de meandros vis,
Calabouços frios, enigmáticos e sutis?

Perdeste em afetividades a tua mera lucidez,
Elevando teus propósitos à pura insensatez,
Em tua insanidade, quiseste o céu do mundo,
E o inferno foi se abrindo mais profundo...

“Asas de cera não vão, no céu, te sustentar,
Há um imenso deserto a te atrair, a te chamar...”

Teu intelecto é o “Dédalo” construtor desta prisão,
Deu-te para dela fugir, as inúteis asas da ilusão
Que a alma humana, eternamente, vivem a elevar,
A amplidões impossíveis de se alcançar...

“Asas de cera não vão, no céu, te sustentar,
Há um imenso pântano, hediondo e tenso,
Silenciosamente negro... a te atrair.. a te aguardar...”


Psique Divã das Dores
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