Erik

Erik

n. , Cotia

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Alivio

Na suavidade das caricias do deus da eternidade;

Encontra-se a paz, que arranca de inocentes...

Sincera lagrima de fel, sentimento ilusório;

Mas ainda escuto nas folhas do bosque;

A doce voz de Hades, chamando-me continuamente.

 

Eu bebo, fumo, vivo e moro a cada instante;

Um cadáver rastejando pelas ruas da cidade;

A floresta de concreto, um labirinto onde apenas a vida...

Incalculado estado inanimado se perde durante o dia;

Passos rápidos que não acabam nos Km dentro de cm.

 

No dedilhado do violão se passa minha vida...

Viajando pela imensidão do subconsciente;

Escassas notas do pianista escoam garganta abaixo;

Rumo a liberdade, o esquecimento do dia-a-dia;

No caminho de gelo a escravidão, no cair do Sol da meia noite.

 

Os anjos que me guardam se posicionam ao meu redor;

Cada qual dirá a tua palavra, e no final da frase...

Será concluída a despedida da vida, agradável sonho;

Que se sucumbe na inocência da maldade;

E o corpo vazio do poeta, jaz, no chão.

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Poemas

13

Grito d'alma

Caminho pelas ruas sem ser percebido, sou um imundo descabelado;

Mais um vagabundo perdido, arruinado pelos prazeres da vida que me traiu;

Com os pés ardidos ainda ando por este chão de fogo, onde fui criado;

Agora vago entre os vestígios da comida mal consumida, lata a lata;

Sou apenas os escombros, restos de camundongos inexistentes;

Caído, calado, sou ajudado, mas com palavras açoitado, estrangulado e esmagado;

Peso em meus lamentos, sou escravo de teu tormento, repreendo meus sentimentos;

Liberta-me desta prisão, dê-me comida, água e pão, saborearei os resto de tua mesa;

Não tenho nojo, medo ou vergonha, mais fome de um ensejo de tua bondade;

Não tenha pena de mim, mas não me abandone, não vai embora...

A noite está fria, quero um abraço e uma golada desta garrafa;

A água que joga fora é o whiske de minha boca, agora ferida e ressecada;

Mas não calada, ainda bradarei com minha irá contra esta tirania;

Sempre sou visto revirando o lixo, sou xingado, espancado, assassinado...

Todos se calam diante de meus berros, mas nenhuma voz desafia-me;

Quando a morte vem recolher-me, estou aqui congelado esperando...

E sou esquecido, o mendigo demente, enterrado, apenas mais um indigente.
438

Caminhando

Caminhando entre relâmpagos, na noite;

Estes clarões levam-me ao que busco, a existência do inexistente;

Passo a vida numa busca sem sentido, quero algo que não devo ter;

Quem sabe um amor perfeito ou uma aventura louca...

Tenho o que quero em mãos, só que não tenho braços;

Vago nesta Terra como fantasma sem rumo, apenas caminhando ao horizonte;

A cada passo ele se torna mais perto e a cada olhar fica mais longe.

 

Caminhando pelos relâmpagos, na noite;

Minh’alm é ferida pelas chicoteadas da eletricidade;

Uma auto penitencia por um perdão não concebido;

Quantas vezes Atena, me acariciou, deusa preciosa;

Deixando-me a marca de Zeus no coração com amargura;

Fel este que caminha comigo e acompanhando-me ao tumulo.

 

Caminhando entre relâmpago, na noite;

Agora purifico-me com a tempestade, gota a gota, meus pecados se vão;

São lagrimas de anjos por minhas injustiças;

A dor que causei em meus semelhante, ele sentem;

Deixam na lagrimas as lembranças da minha vida;

Nada fiz, nada sou, nada quero...

Apenas estou aqui na existência.

416

Desfile da morte

À noite, o descanso do dia, cobre lentamente o planeta;

Passos de solidão a cada metro, formado pelo fel que cai do céu;

Diamantes de pedaços de vidros cobrem as ruas;

Venha peçonha gasosa, adentre meus pulmões, leve esta vida também;

De a este corpo a tão almejada tranqüilidade, e como preço...

Separe esta alma do corpo que são inimigos juntados pelo castigo.

 

Que seja o sonho tão desejado, leva-me aonde tenho esperado;

Facho os olhos, mas ainda vejo você indo com mensageiros;

Homens a lado, que inveja, possuem beleza e não podem mostrar;

Que brilhe o olhar de quem amo, como o Sol que clamo;

Quer-se me encontrar, venha buscar onde estou;

Não há luz, nem sonhos, mas há gritos, dores e pesadelos que não acabam.

 

Acordo sufocado com minha própria ansiedade, a madrugada continua...

Este desfile fúnebre rasteja lentamente pelas ruas da cidade;

Doze horas, onde o inferno se levanta a reinar e fugir;

Seus piores pesadelos criam vida e morrem, levando-te com eles...

Ligo o abajur ao meu lado, não levanto, apenas olho;

Um quadro que se ilumina, porque de você só isto restou.

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