Erik

Erik

n. , Cotia

Perfil
4 212 Visualizações

Alivio

Na suavidade das caricias do deus da eternidade;

Encontra-se a paz, que arranca de inocentes...

Sincera lagrima de fel, sentimento ilusório;

Mas ainda escuto nas folhas do bosque;

A doce voz de Hades, chamando-me continuamente.

 

Eu bebo, fumo, vivo e moro a cada instante;

Um cadáver rastejando pelas ruas da cidade;

A floresta de concreto, um labirinto onde apenas a vida...

Incalculado estado inanimado se perde durante o dia;

Passos rápidos que não acabam nos Km dentro de cm.

 

No dedilhado do violão se passa minha vida...

Viajando pela imensidão do subconsciente;

Escassas notas do pianista escoam garganta abaixo;

Rumo a liberdade, o esquecimento do dia-a-dia;

No caminho de gelo a escravidão, no cair do Sol da meia noite.

 

Os anjos que me guardam se posicionam ao meu redor;

Cada qual dirá a tua palavra, e no final da frase...

Será concluída a despedida da vida, agradável sonho;

Que se sucumbe na inocência da maldade;

E o corpo vazio do poeta, jaz, no chão.

Ler poema completo

Poemas

13

Declinio da dor

Que do céu doce e puro se desprenda;

A primeira lagrima de sofrimento;

Pois eu só quero que você entenda;

O porque de todo este sentimento;

Não estou pedindo que se arrependa;

Ou que se perca no esquecimento.

 

Não se prenda a minha nobre razoa;

E nem se comova com a minha emoção;

Ele só quis segura suas frágeis mãos;

Para que você não se entregue a perdição;

Ele transformou seu corpo em um simples pão;

E por amor sofreu até a maldosa traição.

 

A primeira gota trouxe consigo muito dor;

E todo o fel que os anjos sentiu;

Quando o santo foi morto pelo pecador;

Mais hoje você certamente ainda viu;

A raiva nos olhos daquele pequeno sofredor;

Que com tanto ódio brincando nos feriu.

 

Não esquece do Irmão que esta no lar;

Ele morreu de tanto você e eu amar;

Saiba que se acha que só precisa tentar;

Ele ainda morrerá quando você inocentemente falar;

Ou o mal ao próximo simplesmente proclamar;

E quando você morrer quem vai te ressuscita?

 

422

Depressão

Quando o rei sede o trono a rainha do céu;

A inocência aprisionada almeja liberdade;

Gota a gota dos olhos vai saindo;

De mãos dadas à tristeza descem pelo rosto;

Os olhos se fecham a verdade dolorosa;

E se abrem as mentiras confortantes;

Já passou, mas não foi embora, auto flagelo;

Na diversão, o destino fala que há cura pro mal;

E a loucura finge que tudo é normal;

Mas um dia você vai descansar;

E como ontem alguém diante do tumulo vai parar;

Estender-lhe a mão, cumprimentar e seguir;

De noite na cama deitado;

Chore a madrugada sozinho, esperando carinho;

Dos ossos frios da mão da morte.

433

Sonho dificil de acorda

 

Na madrugada fria de Maio, a penumbra serve de coberto;

Desperto em uma cama já conhecida e há muito esquecida;

O mal não corrompe minha alma, não sinto dores;

O almejo de suicídio velho companheiro, não me espera;

Estou em um mundo diferente...     o passado;

Um ambiente que me causou dor e agora me afaga;

A partida de um ente querido não me incomoda;

Neste novo, lugar ainda demora-la muito a ocorrer;

E no auge desta alegria desperto de novo;

Minha mulher e meu filho dormem profundamente;

O suicídio sentado do lado do mal acena;

Este outro espera a oportunidade para enraizar na alma;

A depressão me abraça para não sentir frio;

Ainda estou confuso pelo ocorrido, não sei onde estou;

No passado ou presente, desperto ou dormindo...

Não sei onde estou o que sinto ou faço;

O que é sonho ou realidade, apenas...

... um, sonho difícil de acorda.

 

432

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.