ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

n. 1971 BR BR

Mil Santas palavras constroem. Ainda há tempo.

n. 1971-05-10, Frei Inocêncio-MG

Perfil
417 220 Visualizações

O SÁBIO HOMEM E O GRANDE RIO

O grande rio corre tenso
Águas ligeiras em seu leito
O sábio homem segue manso
Com sabedoria em seu peito.

O sábio homem também ensina
Como andar bem equilibrado
O grande rio não mostra a sina
De quem é levado em seu reinado.

O grande rio é largo e espaçoso
Tenso, mas suas águas navegáveis
O sábio homem é cauteloso
Adverte quanto a convites favoráveis.

O sábio homem vive e viverá
Vigilante, sóbrio, e prudente 
O grande rio jamais admitirá 
Que as suas águas secarão de repente.

O sábio homem e o grande rio
As influências, descrenças, e incertezas
A mente sã e o desvario
O coração firme e a perdição nas correntezas.

Erimar Lopes.

Ler poema completo
Biografia

1971

Poemas

152

AMOR DA MINHA VIDA

Olha!
Eu quero tanto estar contigo
Dividir todos os momentos
Preencher a ausência
Do calor que me falta
E do fogo que te incendeia
Nestes dias frios
Me agarrar a você
Ficarmos entrelaçados
Quão agradável é a tua presença
Nunca provei igual
Os teus gestos de carinho
São tão sinceros
O toque das tuas mãos em mim
O teu corpo em evidência
As moléculas se aquecendo
Quero viver e querer
A tua companhia
Quero morrer dormindo
Nesta realidade
Aprazível que é você
Amor da minha vida.




423

O AMOR É SOFREDOR E PERENAL

Este teu jeito quando diz que me ama
Não consigo entender
Quando se ira sempre me fere
Esta fonte de água doce é salgada
Balança sem equilíbrio
Peso enganoso
As palavras doces
Mas o viés da língua
O desperdício do vocábulo amor
Muitas obras são incondizentes
Árvore de fruto bom e mau
Um coração inconverso
Que só me traz mais desgosto 
O amor é sofredor e perenal.
138

REFÚGIO

Em dias de tristeza adentro me tornei
Um véu negro foi posto por desgosto
Em dias acinzentados me embrenhei
O sol já não brilha mais em meu rosto.

A minha boca já não sabe o que é sorrir
Os meus lábios preferem ficar mudos
O que chamam de alegria deixou de existir
Não há satisfação nestes dias absurdos.

Com asas de águia subir aonde se planeja
Alçar voo nas alturas sobre as nuvens
Esconder-me de ti para que não me veja.

Apagar as tristezas acima da tempestade
Voltar com todas as forças renovadas
Mas pousar distante e seguro da calamidade.
118

SEM PREOCUPAÇÃO

Eu quero um amor
Que não seja possessivo
O amor é liberdade
Não quero um amor irritável
O amor é paciente
Não quero um amor desconfiado
O amor é transparente
Nada de amor ciumento
Pois ele é seguro
Nem amor tolo
Porque ele não se porta inconvenientemente
Ele tudo suporta
Porque é Divino
Porque são tantas as astúcias
E cada um leva em sua consciência
Os seus segredos
E cada um responde pelos seus atos
Assumindo as consequências
Boas ou ruins
E não há nada que esteja oculto
Que não for perdoado
Há de ser revelado.

Erimar Lopes.
690

SENTIMENTOS E EMOÇÕES

Sentimentos são reações que nos move
Nossos quereres e não quereres
Necessidades e futilidades
São reações que nos comove
São reações que às vezes nos confunde
Somos influenciados por eles e as emoções
As dúvidas e as certezas
Se o nosso espírito se emociona, logo sentimos
No corpo, na alma, ou no coração
Pode ser o vazio do nada
Se sentimos, logo executamos
O que o corpo pede
O que as mãos necessitam
O que os lábios almejam
O que a alma labuta
Ou tudo ao contrário
Sentimos frio, medo e dor
A fonte é o coração
Mas no corpo e na alma também respondem
Não obstante a mente pode governar tudo
Sentimos desejos, nosso corpo ou alma querem
Mas o espírito diz: não é possível
São vários, mas o espírito examina todos
Os que convêm e os que não convêm
E as dúvidas não provêm de fé
E enquanto o espírito habitar o corpo
Haverão sentimentos em consonância
Com ele, o corpo, a alma e o coração.
120

ANDO DISFARÇADO

Ando com os olhos bem abertos
Porque há tropeços por todos os lados
Ando calado para não ter apertos
Pois tem ouvidos muito aguçados.

Ando também disfarçado 
Muitas vezes fantasiado de mim
Quando sou eu fico velado
Nem me conheço, nem outro afim.

Fujo das marcas do passado
Que se refletem como espelhos
O meu rosto ficou marcado
E o meu disfarce anda de joelhos.

Erimar Lopes.

5 597

A TI FIZESTE ESTRANHO O MEU AMOR

A ti fizeste estranho o meu amor
Como a um abortivo
Entranhado na língua
O veneno de áspide
Ácido que corrói lentamente
Cegando os olhos abruptamente 
O amor não morre nem se acaba
Enquanto viver o homem
Mas se esconde nas recâmaras do coração
Pode não surgir novamente
A ti fizeste estranho o meu amor
Igual a um animal acuado
Fugir para não se tornar presa
Ou morrer lutando inutilmente.

Erimar Lopes.
3 329

O MEU COM O TEU

O meu coração te obedece
Ele é fraco, mas eu gosto
Aquele gostar que não aborrece
O meu coração por ti tece a teia do amor
Fortes fios que não se rompem
Armada estrategicamente
Para prender o teu coração
E te ter por inteira
À beira dum lago
Molhada de sereno
Misturado com suor
O meu com o teu
Se tornado apenas um.
119

SE VAIS DE MIM

Se vais de mim, diga a verdade
Tenho que deixar-te partir
Não com este tom de falsidade
Sem o meu amor existir

Diluir a minha dor nos mares
E beber nas fontes dos rios
O calmante dos ébrios nos bares
Para te esquecer entre os boêmios

Se vais de mim, vá depressa
Porque já morreu meus anseios
Sua atitude nada mais expressa

Que arrastar-me pelas ruas
Aumentando minhas feridas
Nuas nas minhas carnes cruas
105

AMO-TE TÃO SÉRIO

Ao raiar o dia quero correr para os teus braços
Não perder nenhum instante
Porque o tempo não compensa o que foi perdido
Dizer que te amo com muita comoção 
Este sentimento que me embriaga
Tão sério dizê-lo a ti
Prometê-lo não somente hoje
Mas enquanto brilhar em mim o sol
Enquanto houver luz nos meus olhos
Porquanto a ti pertence o meu querer
E é tão gratificante tê-la em mim
Guardada no profundo do meu ser
Protegida na morada do meu coração.

Erimar Lopes.

5 632

Comentários (2)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

Lagaz

Belo poema