ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

n. 1971 BR BR

Mil Santas palavras constroem. Ainda há tempo.

n. 1971-05-10, Frei Inocêncio-MG

Perfil
417 223 Visualizações

O SÁBIO HOMEM E O GRANDE RIO

O grande rio corre tenso
Águas ligeiras em seu leito
O sábio homem segue manso
Com sabedoria em seu peito.

O sábio homem também ensina
Como andar bem equilibrado
O grande rio não mostra a sina
De quem é levado em seu reinado.

O grande rio é largo e espaçoso
Tenso, mas suas águas navegáveis
O sábio homem é cauteloso
Adverte quanto a convites favoráveis.

O sábio homem vive e viverá
Vigilante, sóbrio, e prudente 
O grande rio jamais admitirá 
Que as suas águas secarão de repente.

O sábio homem e o grande rio
As influências, descrenças, e incertezas
A mente sã e o desvario
O coração firme e a perdição nas correntezas.

Erimar Lopes.

Ler poema completo
Biografia

1971

Poemas

152

VIVER A VIDA COMO ELA É

Viver a vida como ela é
Cantar e gritar de alegria
Esquecer a tristeza por fé
Na batalha de mais um dia.

Encarar a realidade nossa
Não olhando para trás
Sem fé não há quem possa
Alcançar o que se satisfaz.

Ser feliz está no simples
Valorizando o que se tem
Dia a dia não contemples
Os teus olhos muito além.

Sorria para a cara da tristeza
Não se deixando abater
Na alegria se tem a beleza
Satisfatória no bem viver.

Sorria, pule, cante de alegria
Agradeça e não se desfaleça
Se fortaleça e assim sorria
Por ter vencido mais um dia.
96

HÁ UMA FONTE INESGOTÁVEL QUE SE SENTE, MAS NÃO SE VÊ

Há uma fonte inesgotável que se sente, mas não se vê, tanto de amor quanto de ira, há um futuro que se prevê, tanto de amor quanto de ira. Os sentimentos intrínsecos em nós, abstratos, impalpáveis. Os resultados das nossas ações são bem nítidas, reais e visíveis. Todos nós plantamos para depois colhermos o fruto daquilo que plantamos. A árvore dá do fruto da sua natureza, e a fonte que jorra água doce permanece doce, não tem como jorrar água salgada. Para jorrar água salgada terá que perder a doçura das águas.
129

DIGA-ME DO SENTIMENTO MAIOR

Diga-me do sentimento maior
Dele, o Amor
O Amor que verteu sangue
Diga-me do sentimento da dor
Quando a sente diretamente na carne
Quando de ti se escarne
Diga-me do Amor
Quando se é açoitado
Quando a ferida é aberta
E a vida ainda é desperta
Diga-me quantos ais
Diga-me do Amor
Quando se é censurado
Rejeitado
Ultrajado
Violentado
Diga-me quantos ais
Diga-me Dele
Quando a única sorte
É a sentença de morte
E tem que ser forte
Para não fugir
Diga-me desse Amor
Que não amaldiçoou
Mas sim perdoou
E nos concedeu a crença
Por um novo porvir.

Erimar Lopes.
887

LÁ NO CÉU

Eu prometo: Muito gozo e muita alegria
Férias a contento
Abaixo os patrões exploradores
Abaixo a ganância desenfreada 
O pobre terá acesso a tudo
Sem contribuição para a aposentadoria
Abaixo os governos corruptos
O colarinho branco
Abaixo a teoria do caos
A força será dos fracos
Abaixo os tribunais de injustiça 
Haverá um só juízo
Abaixo a cegueira da balança enganosa
Serão anos de festas grátis
Abaixo a venda de almas
Ninguém será desamparado
Abaixo os soberbos
Não haverá salário de miséria
Abaixo o trabalho escravo 
Tudo é verdade
Podem acreditar 
Assim que a medida estiver cheia.

Erimar Lopes. 


726

É FRIO DE AMOR QUE DOEM OS OSSOS

Sentado lamentando sem graça com a boca cheia de palavras mudas, rindo de mim mesmo no pensamento, sentado numa poltrona no isolamento de um quarto frio, a cama fria, lençóis que não mais se aquecem. Perturbado sem ver o sol. A alma quer outra alma que a esquente, a alma quer o calor temperado do corpo, a alma quer o suor na pele que brota lentamente dos poros num contato acalorado por concordância. É frio de amor que doem os ossos, tremor de tristeza e solidão. Lamento de amargura de mim, mas por dentro uma tremenda vontade de poder alcançar e sentir o verão.
135

HAJA LUZ EM MIM

Haja luz em mim, haja vigor, haja fé. Haja paz em mim, haja coragem e bom ânimo para enfrentar o que vier. Haja sabedoria em mim, um coração manso, entendido, sincero, e fiel. Haja amor em mim, piedade, fraternidade, e misericórdia. Haja esperança em mim, sonhos, visões, e profecias. Haja temor de Deus em mim, obediência, reverência, e adoração. Haja salvação para mim.

Erimar Lopes.

780

UM POEMA PARA ELA

As flores no início da primavera
Perfumes, belezas encantadoras
Na natureza de Deus assevera
Criando paixões avassaladoras.

Cenários que aos olhos encantam
Pelas belas vestimentas dos lírios
As orquídeas selvagens fomentam
As ideias humanas e seus fascínios.

É primavera e ela nasce vigorosa
A planta natural em crescimento
Desabrocha entre todas a mais vistosa
Seu perfume é propagado pelo vento.

Margaridas, jasmins, cravos, e rosas
Todos os encantos e tipos de flores
Tu és a primeira das mais charmosas
És o encanto dos encantadores.

Não é flor para ser mercadejada
Pois não há valor que a estime
Todo o seu preço é ser amada
Ela minha flor, meu amor sublime.

Erimar Lopes.
338

AMOR OUÇA O MEU CORAÇÃO

Amor ouça o meu coração
Que clama auspicioso
Ele está na carência tua
Vem fazer chover
Tua preciosa graça sobre mim
Alegrar-me porque tu és meu espetáculo
Ouça como ele vibra tão forte
Que o meu respirar descompassa
Não o deixe parar de vibrar
Amor sinta o meu coração
Ele sente a tua falta
E suplica a tua presença
Traga-me a força do teu amor
E conforte todo o meu ser
Pois a tua existência
Faz de mim homem repleto
E o teu fôlego no meu
É a brisa que oxigena a minha vida
Quando encontro os teus lábios.

Erimar Lopes.

1 656

QUANTA DESILUSÃO

Quanta desilusão eu sinto nesta hora, quero o abandono e a solidão. Um desejo premente de ser invisível. Uma gana ardente por desaparecer na imensidão do infinito. Minha alma desamada, mal amada, subentendida. Vontade de correr sem sentir cansaço, nadar um oceano inteiro. Que anseio por ser luz que se dissipa, água que evapora com o calor. Passar pelas grades da prisão, abraçar, beijar, e dançar com a liberdade.

Erimar Lopes.

360

AMOR INCONDICIONAL

O que direi
Caminhando por aí
Vendo com os meus olhos
Os filhos meus
Galhos robustos da minha árvore
De onde geram os brotos e botões
As flores e o cheiro de perfumes suaves
Força minha e herança minha
Sangue do meu sangue
Carne da minha carne
E ossos dos meus ossos
Senhor não permita jamais
Perder o amor dos meus filhos
Matar-me-ia em vida
Como são maravilhosos
Seus abraços sinceros
E quando me dizem: Pai
Eu te amo
Senhor perdoa-me
Por tudo que não os pude dar
Por causa das minhas humildes condições
Mas abençoa-os pelos valores morais
Que os pude compartilhar
Neste mundo tão voraz
Já andam sozinhos
E sabem entrar e sair com prudência
Quanta gratidão por seus caracteres
Ademais, sou eu neles
E eles em mim
Amor incondicional.

Erimar Lopes.
1 737

Comentários (2)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

Lagaz

Belo poema