Meus sonhos são delírios De uma outra realidade Para além Do ser
Meus sonhos são delírios Com outra pessoa Querendo além Do ser
Delírios de um sonho Não paro de sonhar com você Indo além Do que é ser
Delírios de um sonho De vontade intensa Capaz de fazer coisas ridículas Além do meu ser
Sonhando com momentos Inexistente Mas tão real Que dão vontade de viver
Sonho com seu sorriso Sonho com sua presença com seu toque Seu beijo
Delírios de vontade Impulsividade De ser Para além
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TE ODEIO
seu cheiro ainda tá aqui a lembrança ainda fresca aquela vontade _______ eu te odeio!!! e penso penso penso em você como faz pra desligar o sentimento? se alguém tiver método por favor, s.o.s
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AFETO
Quero você em meus braços Quero estar aos seus
Quero amor sem casto Que seja vasto, nessa imensidão
Quero beijo sem medo Pode sem jeito, mas sem medo Do que vão falar
Quero você na minha rede Pode vir sem medo Deu amar você
Dia de domingo Ou outro de sol Vista da quebrada Amando você
Quero mais nada, Quero amor, desatino Amor sem medo Com você
Pode vir sem jeito, sendo você
Abraço apertado, beijo molhado Tudo pra mim
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EU AMO AMAR
Tá tudo se transformando, eu, essa casa, esse mundo. Nada será como antes, nem o hoje será como o amanhã, são várias vidas que se tem no mesmo corpo, na mesma carcaça que se habita aqui. Eu não sou quem eu era nem sou o que serei, talvez nem sou o hoje, o hoje que me seja. Estou me transformando, migrando dentro de mim mesma, me deslocando e reinventando. Tenho guardado memórias, pra mim. Tenho problema de esquecimento talvez apagamento, acho que isso me impulsiona mudar, não quero esquecer as coisas mais bonitas e importantes da minha vida, quero que elas fiquem aqui, tenho registrado tudo, feito do poema um desabafo, um reflexo de tudo que passo, proponho, faço ou desfaço, registro essas memórias pra mim, não tive elas antes, não sei de onde veio meus avós, não sei das histórias, das aventuras, das paixões, dores e amores que elus passaram, tô tentando buscar tantos significados, outra narrativa, decolonial, buscado caminhos antes que eu não enxergava como possibilidade, hoje faço das minhas escolhas, minha morada. Não quero ter medo, tô fugindo dessa sensação, medo do que não existe, do que se foi ou será, tô refletindo sobre tudo, só, passando por uma transição só, a partir das escolhas que eu fiz, sobre onde estou, por que estou, como estou e até onde vou, escolhi em parte está aqui, estou aqui por que devo estar aqui, estou só, inteiramente só, aprendendo a está só e ficando bem só, estou amadurecendo nesse sentido, tentando não pensar em bobagens, apenas em crescimento, maturidade, me reinventando, me descobrindo. São 13m² de pura imersão, dentro de mim e do cerne e do ápice de onde posso chegar comigo. Nesse espaço, nessa casa, nesse contexto. Tô buscando me amar ainda mais, fico as vezes 24h pelada, me olho por inteira, repetidas vezes, vejo possibilidades, onde quero chegar com o meu corpo, quero amar ele constantemente, me amar por inteira, me possibilitar, me pintar, buscar possibilidades sem interferências externas, eu comigo e só comigo, me contemplar. Eu amo amar.
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EU NÃO SOU UMA MULHER?
Eu não sou uma mulher? Luedji fala da solidão da mulher cis preta, vou falar da trans Eu não sou uma mulher? Quer me comer as escondidas e me desvaloriza em público Essa lógica louca de desumanização Eu não sou humano? Passível de afeto?
Sua desumanização é justificada pela bíblia Sua desumanização é justificada pela patologia Tudo droga pra você não pensar Se questionar
É tudo tão doentio, e ninguém questiona É como a lógica do SUS Ninguém quer questionar a doença Mas camufla os sintomas, se entupindo de drogas
Por que é difícil reconhecer minha identidade Não use a desculpa da ignorância Ela é o remédio que cê tá usando pra camuflar a doença A doença que é sua, só sua
Eu estou cansada de me drogar, Pra poder superar toda essa doença Toda deslegitimação Todo esse olhar torto Eu não sou uma mulher?
Me chupa caralho, meu pau é de mulher Eu não vou abrir concessões Meu prazer em primeiro lugar Eu não sou uma mulher?
Tá tudo tão contaminado, a lógica hegemônica reina Quem não é, mas reproduz Essa lógica doentia, que camufla mais uma vez Olha a contradição Sou respeitada pelo europeu O primitivismo tá aqui, impregnado Não use a desculpa da ignorância Não tô pedindo aceitação Quero respeito
Olha a contradição, o europeu me trata que nem princesa Olha a contradição, o brasileiro me trata como um objeto pra gozar
Eu não sou uma mulher?
Eu venho me drogando, me drogando pra camuflar Tá tudo impregnado É maconha, maconha, é droga sim Depois uma explosão pra recomeçar Um doce e uma balinha A branquinha não entra mais aqui, não vou mais cheirar APLICA, vai! Quero revirar meus olhos, encontrar um lugar melhor
Eu não sou uma mulher? Não me sinto pertencente em nenhum lugar O que eu nasci, o que eu passei, o que estou Me deixam doente, como se eu não fosse de lá Eu não sou uma mulher?
Mais uma dose de endorfina, Porra, bota essa anfitamina Preciso ficar esperta pra continuar
Eu tô com medo de morrer Cansei dessa exclusão Me excluem de várias formas Negando minha presença Não me dão bom dia, bom dia! Me chama no masculino, mesmo com metade do meu rosto tampado E um vestido lindo, que eu tenho aqui
Por que? Por que? Por que é tão difícil entender? Por que cêis não se questionam? Eu não sou uma mulher?
Eu não vou abrir concessões Já lidei que preciso grita As vezes tremo Me questiono, por que eu tô gritando Ninguém tá me escutando Eu preciso falar
Não use a desculpa dá ignorância Eu não sou uma mulher?
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JOGOS DE AZAR
Péssima em jogos Intensa em emoções Seu eu, não tem eu lírico Outras emoções, em jogo
Penso no seu sorriso Intenso eu lírico Sorriso de emoções Outra vez
E não consigo abandonar E vontade intensa quase sem pensar E queria seu sorriso pra mim E ser sua cobra coral
Eu não vou embora
Sei que pode doer Eu não vou embora Mas, não, quero, ficar, só, aqui
C H Ã O
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REENCONTRAR
Sua presença me afaga Afoga Nada
Sua ausência afoga Afaga O nada
Seu cheiro ainda tá aqui Seu voltar uma possibilidade Seu olhar uma realidade
A tona esse anseio Ansioso preceito Ansioso
Nada, nada me contempla Nua e crua Nada, me abala
Nado, na sua ausência Busco sua presença Espero a possibilidade
De te reencontrar
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VENTO E MAR
Joguei carta ao vento Dei flores ao mar Declamando, declarando Sem nada a esperar
Escrevo e escrevo, As palavras são meu falo As palavras são minha libertação são minhas verdades
Decidi escrever de novo Sem nada a esperar Joguei ao vento E ele levou
Decidi dar flores Sem nada a esperar Joguei ao mar E a onda voltou
Vendo o vento ir embora Vendo a flor muxar Me pergunto Onde isso tudo vai levar?
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SENDO
Ser ou não ser Estar ou não estar Estou aqui, queira ou não queira Serei eu, doe a quem doer
Ser eu é resiliência É resistência as transmutações (Re)ações Do tempo e atravessamento Das ações que proponho Das reações que gero
Ser eu é liberdade Libertinagem Que (re)age E não volta
Resiliência das transformações que Propus Passei Estive Estou Serei
Liberdade! Gosto doce com amargo das maldades Livre, livre Não serei presa a sua libertinagem Sou mais que um corpo Sou possibilidades
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QUERIA
Eu queria mandar mensagem Dizer um oi Só pra saber de você
Eu queria mandar mensagem Perguntar de você Só pra saber como você está
Eu queria que você me notasse Queria que soubesse que eu me importo com você Queria que soubesse que te quero bem Que te quero
Eu queria mandar mensagem Mas não quero mais passar vexame Ser a única que insisti E no final, descobrir o que eu já sabia Que não era nada do que eu queria
Mas você não saí da minha cabeça Penso em você todos os dias Penso no seu beijo, no seu toque, na sua voz Aí como eu queria
É tudo tão louco Eu me declarei, você não disse não Mas também não disse sim Demonstrou talvez querer Eu nem sei mais Mas não tomou partido
Você sabia que eu queria Talvez por medo fugiu Meu coração partiu, você partiu