Cor-aç(ã)o
Não terá mais a tão alegre fantasia da vida.
Sem você.
Corre, corre, corre, coração!
Vira, bate, quebra!
Leva, leva, leva, ventania!
Angústia, sofrimento, treva.
Grita, grita, grita, coração!
Me fala, me guia, me eleva
Sigo, sigo, mas sigo qual caminho?
Se só voo, rastejo, brilho, e escureço,
E tento, e tento, e tento...
Volta para mim, meu amor
Volta para o nosso aconchego
Para o nosso cantinho
Cantinho só nosso
Nosso abrigo, nosso abraço.
Volta para nós, meu amor
Temos tanto a viver...
Não deixe que nada nos atrapalhe
Não deixe que a paixão acabe
A maior festa que existe
É a nossa, nossa alegria,
Nossa aventura, nossa fantasia.
Volte por nós, volte por mim
Volte para nosso amor sem fim.
Perdoe-me pelos votos falsos
Pelas expectativas frustradas
Pelas promessas erradas
Por seguir outros passos
Perdoe-me pela ilusão
Pelo sofrimento
Pela falta de sentimento
E pelas juras em vão.
Perdoe-me pelas lágrimas
Por causar tanta dor,
Pela falta de amor,
Por seguir outras escolhas.
À vida, quem se entrega,
Fá-lo por inteiro
E não pensa no futuro
Nem no caminho que se altera.
Mas não fique com raiva assim
Senti verdadeiramente as emoções.
E quando estávamos a mil paixões
Eu lhe dei tudo de mim
Chega um tempo em que passam a fazer sentido as poesias,
Que a gente vivencia a literatura,
Que a vida não é mais só aventura,
E as flores não são tão coloridas...
Chega um tempo em que a malícia aumenta,
O medo atormenta,
A ilusão alimenta,
E o sol não mais esquenta.
Chega um tempo em que a decepção acontece
Que a gente sofre, mas amadurece,
Aprende, e esquece...
Chega um tempo que a gente sonha...
E quando vê, o tempo passou,
E o sonho ficou,
E nada mudou.
Tempos em que sonhamos demais
E fazemos demenos...
Sonhos antigos, sonhos meninos, sonhos ingênuos...
Mas como era bom!
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