Poetisa, mulher, mãe e avó, amiga e companheira, assim, meio quântica e transcendental, amante das coisas belas; a poesia comanda: sou Xerez, sou Fernanda
Inclino-me sobre o pegaminho para compor Imagino o tema que mostrarei nas linhas Indaga-me o leitor sobre as entrelinhas: Importa-se de me responder, por favor?
Inclino-me e digo-lhe: pergunte, então Incrédulo ele observa a tempestade Invade sem cerimônia minha privacidade Instiga-me a falar daquela escuridão
Impossível não perceber o seu temor Impaciente quer logo que eu responda Implicante não percebe: algo nos ronda Imagens assustadoras gemendo de dor
Impactante foi a minha resposta, ele sente Inventou que não estava com medo, senti Indaguei e ele negou, então prossegui Inverno sim, congela até a alma da gente
Impetuoso o leitor toca a minha mão Indagou novamente sobre a escuridão Imersa numa volúpia e deliciosa sensação Inventei um irresistível jogo de sedução!
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HIPÓCRITAS HABITANTES DE CEMITÉRIOS
Hoje é um dia de chuvas e trovoadas Hora dessas vou sair por ai ''avoada'' Honrar meu jeito de ser, meio gótica Haja vista que gosto de ser exótica
Hoje é um dia de muita escuridão Homens e mulheres na contramão Habituaram-se a viver separados Habitam em lugares congelados
Hoje é um dia de muitas tempestades Havia um tempo que se dizia verdades Hipócritas habitantes de cemitérios Hostilizam quem guarda seus mistérios!
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GAROTOS E GAROTAS GÓTICOS
Gosto de meditar nas noites escuras Grandes os sofrimentos e as agruras Grito na escuridão aflita, à tua procura Guardo na memória tuas palavras duras
Gosto de meditar nas noites escuras Garanto: nunca encontrei almas puras Ganham fama pela falta de compostura Gralhas vivem ao lado destas criaturas
Gosto de meditar nas noites escuras Garotos e garotas que curtem aventuras Góticos, alguns se entregam à loucuras Genial! faço para eles uma linda gravura!
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FALSO É ESTE MUNDO OPRESSOR
Fico imaginando uma noite sem dia Fragilizada querendo um grande amor Forço a vista na bruma escorregadia Fazendo tudo para dominar o pavor
Fico imaginando uma noite sem dia Falso é este mundo deveras opressor Forte é aquele que tem a alma vazia Firme mantém-se em meio à sua dor
Fico imaginando uma noite sem dia Francamente vejo o mundo sem calor Fabuloso é o castelo de Vossa Senhoria Felicito-o, Senhor Conde, meu Senhor!
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ENCONTROS NOTURNOS
Enquanto caminho nas trevas E tudo se faz penumbra sem fim Eu procuro minháalma em mim Envolvo-me na noite sem reservas
Estranho sair por aí perambulando É que algo está me assombrando Então a noite protegida por um manto Exibe-se trazendo um tenebroso canto
E belas criaturas começam a chegar Em seus trajes de gala esvoaçantes Elegantes donzelas e seus amantes Enlaçam-se e começam a bailar!
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DRÁCULA, MEU CONDE
Decerto eu admito que curto a solidão Deixa a minha alma apaziguada Dentro da mais expessa escuridão Domino tempo e sinto-me equilibrada
Detesto que saibam, mas eu digo Durmo dentro de um caixão Declaro: não tenho medo não Deveras não corro nenhum perigo
Divago na noite com a brisa no rosto Devagar observo simplesmente tudo Dilacerado meu coração fica mudo Diante da névoa eu sinto desgosto
Drácula, meu Conde e meu grande amor, Dominas minha mente com hipnose, Deliro com nosso contato por osmose: Dantesco teu castelo, causa-me pavor!
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CREDO! TEM CEMITÉRIOS NA ESTRADA
Corro desesperadamente sem parar Corro e nem mesmo sei para onde Correria eu para a casa do Conde? Certamente ele está a me esperar
Cruzo aquela floresta assombrada Corto caminho por todo o trajeto Cruzes! encontro estranho objeto Certamente é uma alma penada
Caminho com medo em povorosa Confesso: estou amendrontada Calculem o quanto estou nervosa Credo! tem cemitérios na estrada!
107
BANDO DE CRIATURAS SINISTRAS
Brumas densas por todo lado Bate em mim um grande medo Brisa toca o meu rosto gelado Basta de guardar segredo
Bem que eu queria falar Besteira! pra que este mistério Boa ideia, lá naquele cemitério Bom para gente confidenciar
Bando de criaturas sinistras Bailam a cada badalar do sino Bate meia noite, todas na pista Buscam sentido para seu destino!
103
ABRAÇO A NOITE SEM MEDO
Abraço a noite sem medo Ali, na floresta, é meu lar Aparece a lua para iluminar Apenas eu e meu segredo
A cabana é o meu abrigo Até em noites frias de inverno Aquela escuridão é algo eterno Aviso aos incautos: há perigo
Aguardo a noite para passear Além das brumas eu procuro Ali, bem ali, no mais escuro Algum candeeiro vou encontrar
Atravesso a noite e logo chego Abraço a brisa que me toca Agora a visão que tenho sufoca A caverna é o meu aconchego!
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MR NOBODY - THOR MENKENT
M.aravilha! são 19000 pérolas preciosas R.osas, por aqui espalho milhares de rosas
N.em todos conseguem atingir esta meta O.que posso dizer a ti, caríssimo poeta? B.ato palmas e te parabenizo neste dia O.lho e vejo simplesmente 19000 poesias D.everas eu estou imensamente encantada Y.es! sou a Flor do Deserto, fã declarada
T.alento tu tens de sobra, para esbanjar H.oje eu venho aqui para te parabenizar O.niilsmo é tua forma de se posicionar R.espeito o teu modo de se expressar
M.eu nobre e querido amigo Thor Menkent E.u te gosto e te admiro, simplesmente N.aquele setembro de 2016 eu te conheci K.iss pra ti! palavra em inglês não consegui E.ita! tá muito difícil concluir este acróstico N.ão me leve a mal, é estilo que tanto gosto T.chau! 19000 textos eu contei aqui!
Minha cara poetisa... muito bela esta escada escura , a qual nunca saberemos o que nos espera no último dos seus degraus. se é a noite ou o dia que já amanhece em nossas almas. é sra. poetisa tu és bem maior que uma alma. felicidades.
ERA EM OLINDA Era em em Olinda Onde tudo acontecia. Onde o sol brilhava e você acordada amanhecia. Onde a luz da noite era uma grande lua Que vínhamos perto do farol. Olinda mudou Vejo agora Pobreza, dor e solidão Seus casebres estão danificados E o farol perdeu o brilho. Luto na praça do jacaré Tristeza no Carmo Solidão no carnaval Protesto cravado e pichado no muro do forte Em Olinda ninguém é forte Está chovendo em Olinda O mar já não tem forças E teus grandes poetas não criam Na sua perna estava tatuado um Apanhador de sonhos E no meu peito estava pintado de tinta Um velho retrato de como era linda minha Olinda.
Eita!
ERA EM OLINDA Era em em Olinda Onde tudo acontecia. Onde o sol brilhava e você acordada amanhecia. Onde a luz da noite era uma grande lua Que vínhamos perto do farol. Olinda mudou Vejo agora Pobreza, dor e solidão Seus casebres estão danificados E o farol perdeu o brilho. Luto na praça do jacaré Tristeza no Carmo Solidão no carnaval Protesto cravado e pichado no muro do forte Em Olinda ninguém é forte Está chovendo em Olinda O mar já não tem forças E teus grandes poetas não criam Na sua perna estava tatuado um Apanhador de sonhos E no meu peito estava pintado de tinta Um velho retrato de como era linda minha Olinda.
Continua O Bom trabalho... Obrigado
Muito bonito!!
Você é cristã, que ótimo ! <3
muito bom