Poetisa, mulher, mãe e avó, amiga e companheira, assim, meio quântica e transcendental, amante das coisas belas; a poesia comanda: sou Xerez, sou Fernanda
... Alma ferida, ferida até a morte, morte dos sonhos, das lembranças, das esperanças e de ilusões...
Alma ferida, magoada, em pranto, e que
(...) anda desesperançada de que o mundo lhe sorria, [nem que seja em poesia!...]
Alma ferida, resignadamente sabe que:
(...) ''tudo passa, tudo muda, neste mundo de ilusão, vai para o céu a fumaça, fica na terra o carvão.''
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O QUASE NADA QUE AINDA EXISTE EM NÓS
... Todos temos destoços, escombros, detritos e restos de ilusões...
Ilusões perdidas ao longo da caminhada, da estrada que percorremos do berço ao fim da vida...
Vida que fica sem sentido quando não encontramos o centro do nosso equilíbrio...
Equilíbrio é de que precisamos, dia a dia, para podermos suportar o peso da vida em nossos ombros...
Ombros que às vezes carregam as mazelas do mundo, ainda que para isso guardemos as nossas próprias dores...
Dores que atravessam nosso ser como uma lança de dois gumes, arrebentando o ''quase nada'' que ainda existe em nós!...
88
PERNAS PRA QUE TE QUERO? - II
... Dizem que, ''quem espera sempre alcança'', ora, mas ___ eu não sou mais criança,
(...) e não posso atrapalhar-me, eu começo a bailar e declaro assim, enquanto ___ espero:
___ ''Pernas, pra que te quero?''
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APRENDER A OLHAR - VI
... Quando te conheci, não sabia nada __ a teu respeito,
(...) eras um estranho no ninho, indecifrável, __ qual conceito?
Hoje, passados 17 meses, posso dizer que já fiz uma leitura,
(...) e te conheço um pouco, __ criatura!...
Porque não é fácil observar, se antes não __ aprender a olhar!...
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AFINAL, QUEM SUPORTA ESTE DIA FATAL? (também tenho os meus medos)
Sei que o sono eterno é uma realidade irrefutável, mas de conotação bem desagradável.
Afinal, quem suporta este dia fatal?
Não me imagino longe do meu bem-querer e como posso suportar sua ausência em meu viver?
Afinal, quem suporta este dia fatal?
Que Deus não me inflija tamanha dor, pois longe do meu amor, jamais serei, de algum deserto, flor!
Afinal, quem suporta este dia fatal?
124
PERNAS PRA QUE TE QUERO? - VI
Estamos de pernas para o ar, Deitadas neste tapete macio, Brincamos todas de cantar, Encantadas com nosso assobio.
Manhãs com muita alegria. Reunião de quatro amigas. Fãs de uma boa poesia. Não têm medo das formigas.
Vão me chamar para brincar, Esperta digo: estou cansada e pondero. Estão animadas, começam a dançar Alerta vocês, não sei dançar bolero.
Adorei revê-las, minhas amadas. Tantos outros encontros espero. Imaginei todas nós abraçadas, Encantos nossos, eu enumero.
Oh! da alegria eu me apodero! Se vier tristeza: ''Pernas pra que te quero?''
159
APRENDER A OLHAR - IV
Este teu olhar calmo mexe com os meus sentidos eeixa minh'alma apaixonada;
é suave e cristalino, sincero, não fingido e fico encantada;
Envolvida com tanta ternura, tua alma tão doce e pura, como escapar?
(...) De tanto amar-te, é necessário aprender a olhar...
163
AMANHECER - VIII
Amanhece em minhas retinas no corpo e no coração de menina __ a luz que alumia me fascina...
Amanhece em meus sentidos sonho meus sonhos em sustenidos __ tenho lembranças de tempos idos...
Amanhece na minha alma em mares navegados que acalma __ Deus me segura na sua palma...
Amanheço todos os dias para mim é grande a alegria __ distribuir paz, amor e poesia...
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PERNAS PRA QUE TE QUERO? - IV
Pressa não leva a nada, começo da estaca zero Pô, ainda assim eu grito: Pernas pra que te quero? Pôxa marquei encontro com minha querida amiga Parece que vou esperá-la por toda uma vida
Pressa não leva a nada, estão não me exaspero Pô, ainda assim eu grito: Pernas pra que te quero? Preciso controlar essa minha grande ansiedade Pode ser que desse jeito eu perca a amizade
Pressa não leva a nada, sem julgamento severo Pô, ainda assim eu grito: Pernas pra que te quero? Pus na minha cabeça que não vou me estressar Paciênca é algo que eu preciso mesmo exercitar
Pressa não leva a nada, realmente isto é ''vero'' Pô, ainda assim eu grito: Pernas pra que te quero?
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APRENDER A OLHAR - III
... Cirandando com o luar, {reflexo no mar}, vejo estrelas!
Para o teu amor perceber,
(...) necessito mais que te ver, - (urgente) - aprender a olhar!
Minha cara poetisa... muito bela esta escada escura , a qual nunca saberemos o que nos espera no último dos seus degraus. se é a noite ou o dia que já amanhece em nossas almas. é sra. poetisa tu és bem maior que uma alma. felicidades.
ERA EM OLINDA Era em em Olinda Onde tudo acontecia. Onde o sol brilhava e você acordada amanhecia. Onde a luz da noite era uma grande lua Que vínhamos perto do farol. Olinda mudou Vejo agora Pobreza, dor e solidão Seus casebres estão danificados E o farol perdeu o brilho. Luto na praça do jacaré Tristeza no Carmo Solidão no carnaval Protesto cravado e pichado no muro do forte Em Olinda ninguém é forte Está chovendo em Olinda O mar já não tem forças E teus grandes poetas não criam Na sua perna estava tatuado um Apanhador de sonhos E no meu peito estava pintado de tinta Um velho retrato de como era linda minha Olinda.
Eita!
ERA EM OLINDA Era em em Olinda Onde tudo acontecia. Onde o sol brilhava e você acordada amanhecia. Onde a luz da noite era uma grande lua Que vínhamos perto do farol. Olinda mudou Vejo agora Pobreza, dor e solidão Seus casebres estão danificados E o farol perdeu o brilho. Luto na praça do jacaré Tristeza no Carmo Solidão no carnaval Protesto cravado e pichado no muro do forte Em Olinda ninguém é forte Está chovendo em Olinda O mar já não tem forças E teus grandes poetas não criam Na sua perna estava tatuado um Apanhador de sonhos E no meu peito estava pintado de tinta Um velho retrato de como era linda minha Olinda.
Continua O Bom trabalho... Obrigado
Muito bonito!!
Você é cristã, que ótimo ! <3
muito bom