Fernando Oliveira Granja

Fernando Oliveira Granja

n. 1953 PT PT

n. 1953-12-12, Matosinhos

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A música do amor

A música do amor
São os gemidos meus e teus sem dor
É o correr do rio no seu fervor
No esplendor da chama do amor

F. Granja
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Poemas

22

O trânsito do respirar

O trânsito do respirar, tràz-me
lembranças que não são minhas,
já antes de eu cá estar.
É o arfar seguido do burburinho das ondas
por quem... espero encontrar.
É essa distância, no tempo de esperar, que torço, por amar.
É o querer e não ter com quem compartilhar...
É o estar só, a foder o andar!

Fernando Oliveira Granja
588

Já fui, já vim!

Já fui, já vim!
Voltei como ia,
de alma vazia,
nao encontrei
o suposto que queria.

Fernando Oliveira Granja
666

Já fui, já vim!

Já fui, já vim!
Voltei como ia,
de alma vazia,
nao encontrei
o suposto que queria.

Fernando Oliveira Granja
693

Kem me dera...


Quem me dera agora poder
abraçar-te beijar-te no amor
ficar louco por ti perdido,
sem perder ganhar o teu amor?
Quem me dera poder,
desgastar quanta carne nossa é,
cheia dos gritos da nossa loucura...
Quem me dera... 
 

656

Kem me dera

Quem me dera agora poder
abraçar-te beijar-te no amor
ficar louco por ti perdido
sem perder ganhar o teu amor?
Quem me dera poder
desgastar toda quanta carne nossa é,
cheia dos nossos gritos da nossa loucura,
sem o socorro a transporte
passear o homem sem ter que
sentir a raça das calças?
Quem me dera....!
668

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696

Se não fosses tão bela...

Se não fosses tão bela,
amaria...o charme do teu olhar,
o arrepio no olhar ao ver-me aproximar,
minhas mãos trémulas a sublimar teus ferventes seios a arfar,
meus braços enliados em nossos abraços,
teus lábios a tremer dos soluços de sufocados sons,
se não fosses tão bela, amaria...
beijar-te, morder-te os lábios,
com a intensidade do nosso olhar,
se não fosses tão bela...
não te tinha roubado o sorriso mais belo do mundo

Fernando Granja
674

A música do amor

A música do amor
São os gemidos meus e teus sem dor
É o correr do rio no seu fervor
No esplendor da chama do amor

F. Granja
913

Buscaste-me

Buscaste-me, levaste- me, estreitaste-me
Em ti e afagaste- me
Lambeste-me, mordeste-me, abraçaste-me
Agafonhado em ti afogaste-me
Com mil beijos beijaste-me
Em meus lábios deixas-te
Teu supremo ardor
A fogueira e o teu amor.

F. Granja

844

O amor

O amor sentia que dava... depois passou um camião e atropelou-o.
Quando o coração ainda vacilante lutava, chegou um mau vento e apagou-o.
O vento soprou duas vezes e logo o atiçou,
a chama que de lado nenhum se escondia sorriu e abraçou
O amor baixou as pálpebras e tudo recomeçou .


F. Granja
605

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