Fernando Oliveira Granja

Fernando Oliveira Granja

n. 1953 PT PT

n. 1953-12-12, Matosinhos

Perfil
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A música do amor

A música do amor
São os gemidos meus e teus sem dor
É o correr do rio no seu fervor
No esplendor da chama do amor

F. Granja
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Poemas

22

O amor

O amor sentia que dava... depois passou um camião e atropelou-o.
Quando o coração ainda vacilante lutava, chegou um mau vento e apagou-o.
O vento soprou duas vezes e logo o atiçou,
a chama que de lado nenhum se escondia sorriu e abraçou
O amor baixou as pálpebras e tudo se acabou.

F. Granja
681

Para fora da abóboda celeste

Por vezes faz-me falta ir para qualquer lado descansar, lugar esse onde a existência é nula e nada se procura.
682

Tantos k sou

Quando com uma certa distância para mim olho, vejo-me no vértice de qualquer um dos que sou e por vezes tenho medo de um dos que sou e nunca sei ao certo qual deles vai primar
620

O flagelo

As tuas jogadas, o caminho k te levou a ires matar o vicio ao Motel conheces de olhos fechados, de cor e salteado ...pagar com a carta bancária é coisa para pessoas que são libres ... A tua conversa anda à volta de, eu amo te, dis que me amas, (sobretudo as palavras, diz que me amas... precisaste de um leque de sons da palavra "amo-te" para poderes introduzir o teu Às de espadas) palavras repetidas sem fim, jogo de palavras a achacar!!! É isto do k me falavas das mulheres portuguesas, k andam todas por aí ...( atacar, cheias de tédio a achacar?) Pobre criaturas e coitado dos corações k são frequentados por elas. Como pode teu coração amar se tanto o desprezas, o flagelas com o iceberg do teu olhar...! Gostas que te chamem ladra, minha desgraçada...! O que k sentes quando defronte estás com a tua filha ainda menina...? E de qual gaveta sairá a tua nova aventura? Dizias k estavas louca por mim...? Louca és de certeza e não sabes porquê...Prematuramente vives na abóboda escura, cadáver adiado!
F. Granja
766

A ilha qu' habito

Um cheiro a odor de flores
Do mar salgado e seus amores
A profundeza da dor
Num cesto de flores

O odor exhalado do mar
Incorporado dela
Eis que me faz tremer
O mar e ela

Fernando Granja

929

Gata

Gata,
estás belissíma
com essa cor roxa que te reveste
com essa linha curva que tanto me apetece.

Apatece-me sonhar vendo-te caminhar
ver esse corpo moldar
ao desenrolar esse leve andar.

Apetece-me luminar o lugar
vindo tu para mim como um astro
cheirando meu rastro,
teu apetecer é apalpar
o que de mim roga,
a descarga eléctrica, o lugar

Fernando Granja


866

O amor é uma pedra

O amor é uma pedra que cai do céu e nos bate na cabeça.
É uma brasa que nos incêndeia o comando e ganha-nos o gemer.
O amor é uma pedra que cai do céu e nos bate no coração,
É o correr do nosso sangue em alta definição
Que quando me apalpas as veias
Sentes latejar o teu coração

Fernando Granja
771

Ide passear as almas

Ide passear as almas de mãos entrelaçadas...
Desentralaçem-nas, passem-nas suavemente pela vossa imaginação...
Ide ao encontro do que mais profundo vos dá a vida

Fernando Granja
910

O dia bateu em retirada



283

Luz e Sombra

Um dia destes ao sair de casa, senti nos olhos a luz e achei-me estranho estar dentro... Havia rua, casas, céu, coisas e coisas e tantas coisas....Observei, pensei e perguntei-me; sou eu que sinto esta luz contudo o que nela contém? -A bicicleta rolou a luz me acompanhou, a paisagem modificou. -Ia eu dentro da paisagem,... pedalando, o ar arrumava-se à minha passagem. Objectos presentreavam-se como uma maquina de filmar ao desenrolar o que visto tinha para mais tarde recordar.- Sentimento sem sentido, sentido sem sentimento, a luz do dia, nao sou eu, sou so sensivelmente o lugar onde sinto e penso.

Fernando Granja
998

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