Fernando Serrate

Fernando Serrate

n. 1960 BR BR

n. 1960-12-29, Porto Alegre

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Quando Realmente Escrevi


Quando Realmente Escrevi



Quando deixei de sorrir em falso,
Quando chorei por uma companhia.
Sempre que me escondia, buscava meu ser.

Preciso realmente viver
sentir que não preciso morrer, esconder-me.
Puxa vida! Corri, corri até cansar,
agora descanso...

Quando realmente escrevi,
Quando realmente chorei,
Quando realmente sorri,
Quando realmente senti a vida.

Peço ora você, ora eu.
Descreves o mar e suas pródigas aventuras.
Pois digo lhe:
escutes o cantar dos pássaros,
o perfume das flores,
o choro entremeado das árvores.

Aí corra, corra campo afora,
deite-se e olhe para cima
e veja as nuvens azuladas
passe a mão envolta e percebas
o macio do tapete verde.

Chorei. Talvez, eu não tenha o mar e a areia...
Mas sorri, porque tenho:
o verde,
os pássaros,
as flores,
a mata
e sua saudade...

Fernando Serrate

Sem Data, mas Eterna
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Biografia
               
            Quando Realmente Escrevi



Quando deixei de sorrir em falso,
Quando chorei por uma companhia.
Sempre que me escondia, buscava meu ser.

Preciso realmente viver
sentir que não preciso morrer, esconder-me.
Puxa vida! Corri, corri até cansar,
agora descanso...

Quando realmente escrevi,
Quando realmente chorei,
Quando realmente sorri,
Quando realmente senti a vida.

Peço ora você, ora eu.
Descreves o mar e suas pródigas aventuras.
Pois digo lhe:
escutes o cantar dos pássaros,
o perfume das flores,
o choro entremeado das árvores.

Aí corra, corra campo afora,
deite-se e olhe para cima
e veja as nuvens azuladas
passe a mão envolta e percebas
o macio do tapete verde.

Chorei. Talvez, eu não tenha o mar e a areia...
Mas sorri, porque tenho:
o verde,
os pássaros,
as flores,
a mata
e sua saudade...
                                                     
                                                   Fernando Serrate
                                
                                               Sem Data, mas Eterna

Poemas

1

Procurando, achei...

Olho ao redor.
Tudo escuro pela penumbra.
Em que o mundo se coloca;
tudo tão escondido, perdido.
Mas a algo que reluz
assim como o sol
algo que emana uma luz.
Sim, está a minha frente.
Se aproxima como a lua
sorrateira!
Embebesse todo meu ser
deixa todos meus sentidos
em apuros!
Sim, coloque um toque manso.
É frágil, mas imponente.
Como a rosa,
pois tens suas armas,
espinhos calculados!
Mas que eu sei como pegar,
que sei como acariciar,
mas que sei como amar...

Fernando Serrate (05/09/1983)
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