francisco brito

francisco brito

n. 1993 BR BR

fito-te.

n. 1993-10-09, Acre

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Valentina

Valentina fecha essa porta de pudores

Valentina apaga a luz

Deita comigo,

 Deita...

Valentina sabes o que faz comigo?

Valentina sabes o que causa em mim?

Paz, terremoto

 Ódio, calmaria...

 Valentina teu nome é suplica sagrada!

 Valentina é demônio dourado

 Valentina é mulher, causa e razão

 Excessos,

 Loucuras...

 Valentina é tirania

 É relógio parado em dias de caos

 Valentina é verbo ser

 É amor,

amor que arranca toda a vontade morrer.
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Poemas

4

Valentina

Valentina fecha essa porta de pudores

Valentina apaga a luz

Deita comigo,

 Deita...

Valentina sabes o que faz comigo?

Valentina sabes o que causa em mim?

Paz, terremoto

 Ódio, calmaria...

 Valentina teu nome é suplica sagrada!

 Valentina é demônio dourado

 Valentina é mulher, causa e razão

 Excessos,

 Loucuras...

 Valentina é tirania

 É relógio parado em dias de caos

 Valentina é verbo ser

 É amor,

amor que arranca toda a vontade morrer.
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Livro

Em aberto, livro sem capa.

Livro estrangeiro de caráter singular

Impar!

Aberto para discussão

Você livro aberto,

Aberto na pagina 77

O que significa este texto? Quantos já leram esse mesmo paragrafo?

Afinal quem é realmente aberto, o livro ou aquele quem o lê?

Livro muito bem feito,

Feito a dedo, arquitetado e projetado para sentir-se único!

quem lê? quem? Você? Eu?

Não...

Poderia ser assim se o quisesse...

Leitor estupido, simplório.

Livro sem capa, razão ou querer.

Querer? E livro tem querer?

Querer eu quero, você quer?

Conhece-me tão bem livro tortuoso...

As horas que teimo em gastar contigo

Pra no final, nem final ter e nem a ti compreender!

Nem a capa,

Nem a capa.

209

obsessão

Inovações, inovações

Fito a maturidade, que fita a razão.

Anestesia, de noites assim como esta...

 Afundar, delirar, delirar...

Pobre ébrio moribundo

Rancor fulminante de atraso plausível

Tal qual ela era

Curvas, delírio, delírio.

Cartomante maldita!

Inovações, inovações..

Fito-te com ódio, com graça e agonia.

Fito-te com ignorância uma verdadeira sangria

Mergulho, mergulho

Necrotério do sentir, saber desistir.

Olhos nos olhos, ideias temporais

Tempestade urbana!

Volto ao eixo

Inovações, inovações, inovações...

Padeço, pereço. 

189

Aleatório


Um livro de cinema, um violão e um caleidoscópio.

Você sente a nostalgia?

Em um tempo quase parado que corre com uma velocidade de três respirações lentas.

Visões do que não foi

Você sente a nostalgia?

Uma curva, um dorso e um sorriso.

Em uma locadora de filmes na sessão “estreia” alguém ainda faz isso?

Eu sou um bom homem com um coração defeituoso

Anemia de ideias, parado e nada complexo.

Você sente?

Aqueles papeis aleatórios que você desenvolve

Pra si? Pra quem? Pra alguém?

Eu sou um bom homem com ideias fixas, constantes e um intelecto furioso.

Deito, durmo. 

 

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