FRANCISMARA APARECIDA FARIA

FRANCISMARA APARECIDA FARIA

n. 1971 BR BR

É professora de Língua Portuguesa da Rede Estadual de Ensino do Paraná há 25 anos. Escreve poemas, contos e crônicas desde sempre.

n. 1971-02-25, Jandaia do Sul

Perfil
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DESEJO

vem e devora-me

com teus olhos de querer

que sou tua, bem sabes

e não canso de dizer

quero sentir tudo

de todas as maneiras

e deixar-me inebriar

por teus braços e carícias

quero me afogar

em teu lago de delícias

e me sentir a única

a mais amada e desejada

quero junto a ti

uma ereção de almas

nuas, puras, prontas para amar.

 

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Biografia
Francismara Aparecida Faria é natural de Jandaia do Sul – PR. Nasceu no dia 25 de fevereiro de 1971, numa terça-feira de Carnaval. É professora de Língua Portuguesa da Rede Estadual de Ensino do Paraná há 25 anos. Escreve poemas, contos e crônicas desde sempre. Seus poemas são de cunho mais intimista, sendo alguns românticos e com toques de sensualidade. Livros publicados: Toques de Emoção (2008), Poemas da Alma, Sobre Abismos, À Flor da Pele, O Que Sei de Mim, Poemas que Empoderam e Eu, Múltipla (todos de 2018). Participou de diversas antologias de poemas, contos e crônicas, em todo o país. Gosta de escrever sobre suas dores, seus sonhos e seus amores.

Poemas

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MANHÃS

todas as manhãs

acalento sonhos

e reprimo entre a pele e a carne

uma agudíssima dor

 

todas as manhãs

tenho as mãos ásperas e dormentes

de tanto cavar futuros

e desenterrar esperanças

roubadas de mim desde a infância

 

todas as manhãs

junto ao nascente dia

ouço as vozes do passado

âncoras dos navios

de minha memória europeia

a me conduzir pelos caminhos

da fé, da virtude e do bem querer

e creio, creio muito

que meus sonhos

protegidos pelo lençol do tempo

ao se abrirem um a um

no varal da existência

ajudam a escoar minhas lágrimas

fertilizando a terra

onde lindas sementes resistem

e hão de reamanhecer

esperanças em mim.

 

É preciso
202

FOGO INTENSO

trago fogo

em meus olhos

e ele me queima por dentro

chama voraz do desejo

que me atiça aos poemas

como quem quer devorá-los

 

é um fogo que me arde

e inquieta e alimenta a alma

misto de lava incandescente

com pensamentos indecentes

 

 

me tomam os versos

e me tornam chama ardente

que inflama e incendeia

molda meu ser

feito aço carbono

em altíssima temperatura

para que eu possa resplandecer

e, depois de fria

encante a todos

com o resultado

de minha poesia.

 

 

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