gabicarnavale

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n. 1998 BR BR

Gabriela Carnavale, 21 anos, estudante de Letras pela Universidade Estadual Paulista, amante da literatura e poetisa em busca do reconhecimento

n. 1998-11-10

Perfil
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AOS POETAS

O poeta é um bandeirante
Que desbrava o intelecto
Ele brinca com as palavras
Num jogo de afetos
Finge uma dor fingida
Sente o que não foi sentido
O poeta é feliz
E ao mesmo tempo um deprimido
Em sua rede de palavras
A arte se estrutura
O poeta é um artista
E uma errônea criatura
Escrever é eternizar-se
é futuro e passado
O poeta é atemporal
Ao infinito é lançado
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Poemas

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QUE GRANDE BESTEIRA TUDO ISSO

Parada no sinal vermelho da grande São Paulo
Está frio
E um garoto em farrapos
Vende doces
Enquanto morre de fome

 Às vezes, olho para o mundo e penso:
-Que grande besteira tudo isso.
Visto um escafandro
E mergulho na realidade do meu país

 O céu é cinza
Mas não é poluição
É tristeza evaporada

 Criança baleada
Enquanto chutava uma bola
Mulher abusada
Morta numa mesa clandestina

 Ligo a TV e os homens de terno dizendo:
-E daí?
Troco o canal
Um artista macaqueando gringo num inglês duvidoso
Enquanto os conterrâneos morrem de fome

Tomo meu café no carro
Imagino quantas pessoas
Mastigam indiferença
E engolem com um café simples
Que comprou na vendinha da esquina
 
Não posso mudar o mundo
Quem dirá mudar o mundo de alguém

 Dou dois reais para o menino do semáforo
Que sai pulando como se houvesse ganhado na loteria

 É, que grande besteira tudo isso.
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DESESPERANÇA

Os olhos de uma criança
Cobertos de inocência
Ávidos por esperança
Esvaem-se com o tempo
Dando lugar a um olhar
Vazio e sem expressão

 Na boca, o gosto amargo da violência
Que nos faz mascar a morte
como se fosse um chiclete
E enterrar o bem numa cova rasa
Banalizando a essência do ser humano:
o fim

 O cheiro de ferro no sangue
dá a entender que somos de aço
Mas somos frágeis como uma flor
Ressequindo
E perdendo as pétalas
Cada vez mais rápido
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AOS POETAS

O poeta é um bandeirante
Que desbrava o intelecto
Ele brinca com as palavras
Num jogo de afetos
Finge uma dor fingida
Sente o que não foi sentido
O poeta é feliz
E ao mesmo tempo um deprimido
Em sua rede de palavras
A arte se estrutura
O poeta é um artista
E uma errônea criatura
Escrever é eternizar-se
é futuro e passado
O poeta é atemporal
Ao infinito é lançado
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QUEM É QUE SABE?


 Nunca se sabe o que se esconde na exatidão das horas
Na precisão do tempo
No invólucro da noite e do dia

 O sol pode inspirar medo ou esperança
A noite pode fazer você descobrir seus segredos mais ocultos
Ou seus medos mais sinceros

 A alegria e a tristeza não se materializam diante de suas córneas
Mas invadem suas narinas com o aroma de vida a ser vivida
E o invisível te move aos dias

 Se o sol traz esperança ou não
Se a noite revela seus segredos ou não
O que sabemos é que não sabemos de nada!

 
Domingo pode ser o maior dia de sua vida
Ou pode ser apenas um dia de domingo banal

 E dormiremos mesmo assim com a mesma ansiedade
Como se não aprendêssemos nada

 Afinal, ninguém sabe o que guarda uma segunda feira

 Contém os segredos de uma semana inteira
(Ou de uma vida inteira)

 Quem é que sabe?
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Comentários (3)

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Junior
Junior

Te adoro!

Luíz Almeida
Luíz Almeida

Olá, curti bastante esse seu poema. Gostaria de ver mais poemas assim! Gostei bastante, minha esposa também gostou bastante dos poemas. Boa sorte no seu trabalho! Rsrs

fernando
fernando

nossa que dahora esse poema nossa mt dahora oloco muito bom dahora