gepeto_neto

gepeto_neto

n. 1992 BR BR

Sei pouco sobre poesia/ mas do pouco que sei/ não sei, se tanto, viverei/ mas só dela, eu viveria.

n. 1992-03-12, Rio de Janeiro

Perfil
2 093 Visualizações

O Beijo

Beijo bom é uma obra de dois,
É sintonia fina que tudo expulsa
Em qualquer ambiente tudo vira valsa,
Nessa pintura feita da saliva de nós.

É quando se perde o folego e se morde o beiço,
Um laço embolado em afago
Fogo molhado que queima e afoga,
Carinho sedento de arrancar pedaço.

É o encaixe certeiro da peça que faltava,
O entrosamento suave de parceiros de dança,
O momento do toque da presa na lança
Quando, de certo, o ponteiro do relógio trava.

É como diria a canção.
É mão sem rumo que deixa arrepio,
É quando o lábio atropela sem desvio,
Sendo dois rios inteiros sem direção.
Ler poema completo

Poemas

1

O Beijo

Beijo bom é uma obra de dois,
É sintonia fina que tudo expulsa
Em qualquer ambiente tudo vira valsa,
Nessa pintura feita da saliva de nós.

É quando se perde o folego e se morde o beiço,
Um laço embolado em afago
Fogo molhado que queima e afoga,
Carinho sedento de arrancar pedaço.

É o encaixe certeiro da peça que faltava,
O entrosamento suave de parceiros de dança,
O momento do toque da presa na lança
Quando, de certo, o ponteiro do relógio trava.

É como diria a canção.
É mão sem rumo que deixa arrepio,
É quando o lábio atropela sem desvio,
Sendo dois rios inteiros sem direção.
333

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
rafael_filho

É. Boa poesia.