Geraldo Coelho Zacarias

Geraldo Coelho Zacarias

n. 1956 BR BR

n. 1956-08-24, SãoPaulo

Perfil
2 061 Visualizações

Terra das palmeiras

Tupã poderoso,
tua face nos negas;
cadê o amanhã?...

Ao "branco"impiedoso,
então nos entregas...
Por que...ó tupã?...

Qual ardente fogo,
puseste no meu firmamento
a "estrela da manhã";

quer com armas de fogo
tomá-la;o "branco"cruento...
por que...ó tupã?...

Que teu rosto,tupã poderoso,
nos seja então descoberto;
bondade há em ti...

Tu és tão zeloso;
não queres(por certo)
que seja extinta a tribo tupi!...

O "fogo ardoroso"
que no meu firmamento puseste
(por tua bondade,ó grande tupã);

tomou-me por esposo;
e fez surgir no azul celeste
um'outra "estrela da manhã!...

Tupã poderoso,
tua face não nega;
cadê o amanhã?...

Ao "branco"impiedoso,
não nos entrega;
ó grande tupã...




Ler poema completo

Poemas

4

Terra das palmeiras

Tupã poderoso,
tua face nos negas;
cadê o amanhã?...

Ao "branco"impiedoso,
então nos entregas...
Por que...ó tupã?...

Qual ardente fogo,
puseste no meu firmamento
a "estrela da manhã";

quer com armas de fogo
tomá-la;o "branco"cruento...
por que...ó tupã?...

Que teu rosto,tupã poderoso,
nos seja então descoberto;
bondade há em ti...

Tu és tão zeloso;
não queres(por certo)
que seja extinta a tribo tupi!...

O "fogo ardoroso"
que no meu firmamento puseste
(por tua bondade,ó grande tupã);

tomou-me por esposo;
e fez surgir no azul celeste
um'outra "estrela da manhã!...

Tupã poderoso,
tua face não nega;
cadê o amanhã?...

Ao "branco"impiedoso,
não nos entrega;
ó grande tupã...




359

Onde estás?


Em cada verso meu na minha procura
de ti no dia a dia no lamento meu que choro.
Tatuada na pele minha com a tintura
do amor que eu te tenho poro a poro.


Em cada meu suspiro que a barreira fura
da distância levando-me a ti e eu te "namoro".
Não ouves do amor os sons linda criatura
porém não existe um som que seja mais sonoro.


Agora que tu sabes que estás(linda criatura)
nos pensamentos meus feito uma pintura
ouve o grito meu de aflição que é tão sonoro


vem num suspiro teu que a barreira fura
da distância vem amada minha à minha procura
a namorar-me assim como eu te "namoro".

400

Índia

Quando vi-te pela vez primeira nesta terra estranha;
terra cheia de armadilha e artimanha
que nos tira o fôlego e do nosso corpo,todo o vigor;
sem saber,eu pisava um perigoso terreno;
atingido fui então pela tua flecha cheia de veneno;
um mortal veneno que se chama amor...

Ah!...quantas noites então tive eu,de sono ausência;
pois adentrou-me pelas retinas toda tua essência...
Conheci toda alegria de viver,por teu intermédio...
Tinhas a doçura(meu Deus)que a nada se iguala,
nos gestos,nos modos e na tua fala...
Me cercaste por inteiro num doce assédio...

Ah! minha linda índia;que sensação estranha
é pisar este terreno cheio de perigo e artimanha
e ao mesmo tempo,suave;por ti,a mim proposto:
cego;guiado sou por um perfume tão agradável;
tateando encontro a fonte para minha sede insaciável;
doce veneno que é provar da tua boca o gosto...

Índia,teus cabelos nos ombros caídos;vertigem
me causam,embrenhar-me nesta mata virgem;
um perigoso caminho;porém sedutor...
Índia mulher selvagem de quem a selva é o lar
deixa-me nesta tua terra viver e para sempre te dar
por toda minha vida,todo meu amor...

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?
344

Iracema

Filha da floresta hostil,
de repente então surgiu
manchando de sangue meu rosto...
Ante minha reação pacífica;
arrependida então fica
pelo gesto agressor imposto..

A bela e jovem nativa
então o meu coração cativa...
Não tem o brilho do azul do céu
o brilho do seu olhar,infindo;
desculpas pediu abrindo um sorriso lindo
nos seus doces lábios de mel...

-Eu me rendo,ó linda virgem...
Ao contemplar-te quase morri de vertigem
vendo a mais linda da floresta,filha...
Tupã,o deus grande em zelos,
deu-te os mais longos e negros cabelos;
teu hálito tem mais perfume que a baunilha...

-Se é da vontade de Tupã;é estranho
ter-te posto em meu caminho,ó estranho,
pois para o amor eu não tenho um amanhã...
Amo-te e isto se torna um grande dilema;
toma,bebe do mel de Iracema;
que nos perdoe Tupã...
============================================
Tupã,deus grande,no mais alto do firmamento
rendeu-se a esse momento
e a nenhum dos dois então fez réu...
Filhos desse amor impossível,mas guerreiro,
contai para sempre e para o mundo inteiro
a lenda desse amor impossível,mas fiel:
se era da vontade de Tupã;é estranho;
mas permitiu ao estranho
o doce sabor,da virgem dos lábios de mel...

Lea más: http://www.latino-poemas.net/modules/publisher/article.php?
382

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.