Gustavo Saraiva

Gustavo Saraiva

n. 1996 BR BR

Perdido... Sozinho... Caminhando pela escuridão. Invade o sentimento mesquinho, da mais pura solidão.

n. 1996-01-24, Manaus

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O Poeta

Pelas ruas, pelos becos
há quem diga, ou que veja
algum pobre bêbedo.
Eu digo porém, que talvez não seja!

Esse homem taciturno,
com os pensamentos em outro mundo
foi um grande poeta, o mais profundo!
Agora é só mais um moribundo.

Perdeu-se? Não creio.
Poeta não é hipócrita,
Esse homem vive sem esmola,
sem mentiras, sem meios.

Ele agora vive da forma mais pura,
aquilo a que tanto sonhara!
Vive sua poesia agora...
Deixou-se seduzir pela loucura!


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Poemas

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O Poeta

Pelas ruas, pelos becos
há quem diga, ou que veja
algum pobre bêbedo.
Eu digo porém, que talvez não seja!

Esse homem taciturno,
com os pensamentos em outro mundo
foi um grande poeta, o mais profundo!
Agora é só mais um moribundo.

Perdeu-se? Não creio.
Poeta não é hipócrita,
Esse homem vive sem esmola,
sem mentiras, sem meios.

Ele agora vive da forma mais pura,
aquilo a que tanto sonhara!
Vive sua poesia agora...
Deixou-se seduzir pela loucura!


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O caminho

Caminhei sem destino,
por mares de além.
Perdi-me no desatino
tentando fazer o bem.

Suave brisa bateu em meu rosto,
naquele belo dia quadrado.
Percebi que não tinha posto
minha esperança debaixo do braço.

Naquele belo dia senti sede,
mas não encontrei boca para beber.
Descansei sob a sombra verde,
e reencontrei (quem diria) a vontade de viver!

317

Loucura

Escrevi uma história sem mote,
cruzei uma rua sem destino.
Chorei por nada a morte,
Ri-me do meu desatino.

Comi sem fome, dormi sem sono.
Levantei sem vontade.
Não senti o frio do outono,
Apoiei-me na efemeridade...


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