Hebert Kauã

Hebert Kauã

n. 2007 BR BR

Primeiro Ato, as Asas. Por Hebert

n. 2007-05-14

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Um anjo que não sabe voar

Era uma vez, um anjo que existe infinitamente, mas que vivia preso no Inferno da Existência e seus controladores. Esse anjo não podia andar nem para cá e nem para lá, era puxado por cordas temporais dos seus manipuladores. Uma hora ele era puxado para o futuro, outrora pro passado, em um momento em que possui barbas, rugas, grandes doses de tequila e um crucifixo enferrujado, outro momento em que está degustando a sua bomba de açúcar celestial, seus videogames astrais e suas poesias exageradas. Ele não tem um lugar no espaço-tempo, nem em si mesmo e nem no inferno. Sua história é imutável e inefável, em todos os cantos da existência, e nem mesmo das penas de você, leitor, ele pode se deleitar e imaginar.

Apesar de muito, o segredo do inferno está no anjo, que possui asas, mas que estão amarradas pelas cordas, de forma rude e devastadora. Mal sabe o prisioneiro que se ele abrisse suas asas e tentasse romper com suas correntes, poderia vagar livremente pelo vasto Universo.

Por fim, e por acaso ao fim dele, ele poderia ser livre se apenas abrisse suas asas e partisse.

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Poemas

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Um anjo que não sabe voar

Era uma vez, um anjo que existe infinitamente, mas que vivia preso no Inferno da Existência e seus controladores. Esse anjo não podia andar nem para cá e nem para lá, era puxado por cordas temporais dos seus manipuladores. Uma hora ele era puxado para o futuro, outrora pro passado, em um momento em que possui barbas, rugas, grandes doses de tequila e um crucifixo enferrujado, outro momento em que está degustando a sua bomba de açúcar celestial, seus videogames astrais e suas poesias exageradas. Ele não tem um lugar no espaço-tempo, nem em si mesmo e nem no inferno. Sua história é imutável e inefável, em todos os cantos da existência, e nem mesmo das penas de você, leitor, ele pode se deleitar e imaginar.

Apesar de muito, o segredo do inferno está no anjo, que possui asas, mas que estão amarradas pelas cordas, de forma rude e devastadora. Mal sabe o prisioneiro que se ele abrisse suas asas e tentasse romper com suas correntes, poderia vagar livremente pelo vasto Universo.

Por fim, e por acaso ao fim dele, ele poderia ser livre se apenas abrisse suas asas e partisse.

182

Questionar é importante, é o que faz sentido

Por que? Por que me fez assim?

87

Pisciano

Você é a pessoa mais gentil de todas. Então qual foi o motivo do seu sumiço?

59

Conexão

O que? Eu nunca amei, isso teria cortado meus pulsos ou me jogado na frente de um carro na mesma hora! Eu teria desejado o doce alívio da inexistência bem antes da matéria, bem antes que minhas artérias e com certeza bem antes que o sinal do semáfaro.

53

Escorpiano

Eu acho que ele foi meu portal para uma nova terra. Sua face e seus olhos, como um desbravado viajante da noite infinita. Eu me agarrei, me agarrei naqueles céus azuis índigo, no vislumbre do que poderia ser a nossa história no vazio existencial. Ele foi a minha pessoa, e eu caminhei sob esse solo. Essas são todas as minhas formas de descrever a linha tênue do tudo e da morte que ele envoltou em mim, num mistério tentador e sádico. Minhas estrelas brilharam, mas meu mapa não respondeu ao seu Escorpião e você se foi. Mas saiba que a nossa casa e a nossa fartura sempre estará lá, em algum lugar no lume escuro.

67

Escrevendo sobre o Inferno, as profundezas da minha vida, o abismo do Primeiro Ato

Introdução

44

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