Helder Duarte

Helder Duarte

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Maldade

Eis que a humanidade é só morte e maldade.

No coração do homem, não há sinceridade.

Em todo o mundo, todos são agressão.

E das palavras, fazem uma maldição!

 

A sociedade está corrompida totalmente,

O muito sábio em letras é o mais malvado,

tendo o desplante de dizer-se sapiente,

mas nada sabe, nada tem de bondade.

 

Não acrediteis nos homens que prometem,

é só muita mentira, não há nenhuma paz.

As nações contra outras arremetem.

 

Quando disserem agora há paz de verdade,

de repente volta tudo para o tempo atrás,

E mesmo só há má humanidade!
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Poemas

152

Justiça

Justiça

Se o justo, deixar o caminho da justiça e praticar a iniquidade, este não será salvo. Mas se o ímpio deixar o mau caminho e se converter, este será salvo.

Helder Duarte
216

O Infante

O INFANTE

 

Eis que ele vem...

Mas ele é quem?...

Ele é o infante,

Que vem triunfante...

 

É o que vem no fim do tempo,

Para reinar para todo o sempre.

Vem cavalgando em verdade,

Com sua autoridade.

 

Seu nome é Jesus.

Ele disse-nos:

«EU SOU A LUZ»

 

Finalmente, a existência terá paz!

Porque eis-nos,

Que é DEUS QUE A TRAZ!...
194

Justiça

Justiça

Se o justo, deixar o caminho da justiça e praticar a iniquidade, este não será salvo. Mas se o ímpio deixar o mau caminho e se converter, este será salvo.

Helder Duarte
187

Mais Perto

MAIS PERTO


Desejo estar contigo,

Não tanto o quanto agora estou!

Mas mais perto, meu amigo,

Quero estar, ainda que para ti vou!

O que eu queria, era já ir,

Pois neste mundo, difícil é estar,

Por mim falo, neste ser existir!

Quem me dera, para ti Deus voar!

Mas enquanto aqui estou,

Fica sempre perto,

Por quanto teu santo sou!

Te amo tanto, tanto, tanto!

Mais que meu eu todo,

E ainda mais que tudo!
227

Os Cisnes

OS CISNES


O que sou?!...

Já que só estou.

Sou eu...

Só, neste ser meu.

 

 

E este eu...

É ainda amigo, teu.

Estando nesta solidão,

Se deixares, te darei a mão...

 

 

Para animo, darmos,

Aos brancos cisnes...

Para com eles, juntos nadarmos...

 

 

Em lago este. E às aves, cantarmos.

Novos cânticos rítmicos...

Para que nadem firmes, os cisnes!
216

Flores do verde pinho

FLORES DO VERDE PINHO


«Ai flores do verde pinho»!
Ai vós Dinis, poeta!

Porque tu São Martinho!

Vós trés, ordem não deste certa?!

A esta terra de Leiria,

Para onde, eu viria.

Para que teu Pinhal,

Oh rei, bem me houvesse feito, afinal!

Mas eis, vós terras, de Afonsos reis...

Que do bem, dado...

Não, me houveis...

Pois nesta ansiedade,

Neste alma, triste estado...

Longes terras, almejo ainda, com do bem saudade!
202

Minhas Terras

Minhas terras
 




Em Monchique nasci.

A Alvor e Portimão desci.

Em Alcobaça casei.

Para a Deus servir, a Monchique voltei.

 

A Deus servindo,

Vim subindo

Ao Alentejo e ao Minho

E A TERRAS DO DOURO VINHO.

 

Mas houve fome nessa terra,

Com Deus fui ao Egipto,

Como foi o filho de TERA.

 

Mas de lá subi,

Senhor contigo,

Ao céu ascendi!...
211

Justiça

Justiça

Se o justo, deixar o caminho da justiça e praticar a iniquidade, este não será salvo. Mas se o ímpio deixar o mau caminho e se converter, este será salvo.

Helder Duarte
238

Cadarroeira

CADARROEIRA


Me mandaram para o mundo, fim...

Para me matarem, assim...

Nesta terra, longe de tudo.

Longe do mundo ...

 

 

Longe dos homens.

Longe de mim e dos de perto.

É espaço de desordens.

É espaço de morte, por certo.

 

 

Mas Cadarroeira! Cadarroeira!...

Em saindo de ti,

Vou para uma terra, sem árvore de aroeira...

 

 

Mas é terra rica e linda.

Longe do tempo e d'aqui,

Terra é da árvore da vida!...

(Hoje estou em Albufeira)
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Contentamentos

CONTENTAMENTOS
 

Contentamentos! Sim! Sem maus ventos!

Sem tempos, nem tormentos!...

Neste meu pintar, de quadro.

Neste meu escrever, no quarto.

Assim pinto e escrevo, a minha alma!

Sem, que mal me faça perder, a calma.

Pinto dor!... Amor!... Verdade!...

Lealdade!... Caridade, sem idade!

Pinto... Com palavras e não com pincéis

Nem tão pouco, nos dedos uso anéis!...

E pinto uma pintura de escrita, à tarde!...

Que vai ficar, para sempre pintado...

No tempo e no não tempo. Não será, pois apagado.

Este meu quadro, lindo, sem idade!...

Ele fica fora, também do tempo...

Para meu, vosso, contentamento!

Sim! Povo do tempo e do amar...

Povo dos séculos e não séculos;

Povo dos milénios e fora d'eles.

Povo! E Deus dos tempos e sem ventos...

Assim pinto, meus e vossos contentamentos!...
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Comentários (1)

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Sabias palavras... parabéns Helder.... ademir.