O Infante
O INFANTE Eis que ele vem... Mas ele é quem?... Ele é o infante, Que vem triunfante... É o que vem no fim do tempo, Para reinar para todo o sempre. Vem cavalgando em verdade, Com sua autoridade. Seu nome é Jesus. Ele disse-nos: «EU SOU A LUZ» Finalmente, a existência terá paz! Porque eis-nos, Que é DEUS QUE A TRAZ!...
E Dir-se-a
E DIR-SE-Á Assim diz o Senhor: Tu existência E elementos do teu compôr! Diante vós, ainda tenho insistência! Especialmente, vós humanos! Regressai a mim... Pois cumprirei, os meus planos, Deste modo assim: Eis que cedo virei... Eu sou o que sou... Eu reinarei... Sou, era e hei-de vir... E dir-se-á «Eis que conta tomou, De todo o existir»!!!
Cadarroeira
CADARROEIRA Me mandaram para o mundo, fim... Para me matarem, assim... Nesta terra, longe de tudo. Longe do mundo ... Longe dos homens. Longe de mim e dos de perto. É espaço de desordens. É espaço de morte, por certo. Mas Cadarroeira! Cadarroeira!... Em saindo de ti, Vou para uma terra, sem árvore de aroeira... Mas é terra rica e linda. Longe do tempo e d'aqui, Terra é da árvore da vida!... (Hoje estou em Albufeira)
Os Cisnes
OS CISNES O que sou?!... Já que só estou. Sou eu... Só, neste ser meu. E este eu... É ainda amigo, teu. Estando nesta solidão, Se deixares, te darei a mão... Para animo, darmos, Aos brancos cisnes... Para com eles, juntos nadarmos... Em lago este. E às aves, cantarmos. Novos cânticos rítmicos... Para que nadem firmes, os cisnes!
Flores do verde pinho
FLORES DO VERDE PINHO «Ai flores do verde pinho»! Ai vós Dinis, poeta! Porque tu São Martinho! Vós trés, ordem não deste certa?! A esta terra de Leiria, Para onde, eu viria. Para que teu Pinhal, Oh rei, bem me houvesse feito, afinal! Mas eis, vós terras, de Afonsos reis... Que do bem, dado... Não, me houveis... Pois nesta ansiedade, Neste alma, triste estado... Longes terras, almejo ainda, com do bem saudade!
Verdes Trigais
Verdes Trigais Vai Senhora, nessa tua força, que a ninguém cansa, possuir o teu destino. Dançando e cantando, teus cânticos entoando. Voa ao teu lugar, que é o do teu amar. Se possível dá da tua vida, aos que estão, sem esperança, neste mundo, sem já gente mansa. Assim vai alegrar em outras mansões, povos outros, com as tuas canções, em tuas lindas e belas ações. Mas não te esqueças de amar, aos povos, vai sim tu alegrar! Nessa tua linda ação, caminha ainda! Até que possuas os campos, dos verdes Trigais, tantos! Dedicado à Doutora Fernanda ( que vai deixar de ser a directora desta ULDMA )
Mais Perto
MAIS PERTO Desejo estar contigo, Não tanto o quanto agora estou! Mas mais perto, meu amigo, Quero estar, ainda que para ti vou! O que eu queria, era já ir, Pois neste mundo, difícil é estar, Por mim falo, neste ser existir! Quem me dera, para ti Deus voar! Mas enquanto aqui estou, Fica sempre perto, Por quanto teu santo sou! Te amo tanto, tanto, tanto! Mais que meu eu todo, E ainda mais que tudo!
Rosa de Saron
ROSA DE SARON Cravos e rosas, uni-vos! E vós tulipas e antúrios. E vós, do campo lírios... E nesse lugar, vós goivos! Abraçai a Rosa de Saron, Que mãe vossa é. Ela vos dá todo o dom. E a mim, também até. Oh flores de distintas cores! Com ela avançai, avancemos, Sobre este jardim nosso e d´ela, trabalhemos. Para que tenha, cores suaves E nele, eternamente... Gloriosos, cânticos, entoem as aves. Então nele se sentirá... Para todo o sempre... Vosso perfume, que em nós permanecerá!
Minhas Terras
Minhas terras Em Monchique nasci. A Alvor e Portimão desci. Em Alcobaça casei. Para a Deus servir, a Monchique voltei. A Deus servindo, Vim subindo Ao Alentejo e ao Minho E A TERRAS DO DOURO VINHO. Mas houve fome nessa terra, Com Deus fui ao Egipto, Como foi o filho de TERA. Mas de lá subi, Senhor contigo, Ao céu ascendi!...
Contentamentos
CONTENTAMENTOS Contentamentos! Sim! Sem maus ventos! Sem tempos, nem tormentos!... Neste meu pintar, de quadro. Neste meu escrever, no quarto. Assim pinto e escrevo, a minha alma! Sem, que mal me faça perder, a calma. Pinto dor!... Amor!... Verdade!... Lealdade!... Caridade, sem idade! Pinto... Com palavras e não com pincéis Nem tão pouco, nos dedos uso anéis!... E pinto uma pintura de escrita, à tarde!... Que vai ficar, para sempre pintado... No tempo e no não tempo. Não será, pois apagado. Este meu quadro, lindo, sem idade!... Ele fica fora, também do tempo... Para meu, vosso, contentamento! Sim! Povo do tempo e do amar... Povo dos séculos e não séculos; Povo dos milénios e fora d'eles. Povo! E Deus dos tempos e sem ventos... Assim pinto, meus e vossos contentamentos!...