Edom
Quem é este que está vindo de Edom,
De Hora vem de vestes tintas com...
Este com força e grandeza forte...
Ele que fala com verdade e vem do norte.
Ele vem para ser juiz do mundo.
Pois antes foi seu salvador...
Porque são vermelhas as roupas e tudo?
Porque eu sou o Grande senhor!
Eu sozinho pisei o lagar de vinho.
Das nações, ninguém esteve comigo.
Que me fosse como amigo!
Por isso eu estou sozinho...
Nesta grande acção de julgar
O mundo, a quem antes dei o amar!
Já f
Em Vão
Em vão são os impérios dos tempos.
Em vão o sangue, dos imperadores,
Que morreram, pelos seus pecados.
Foram eles os Césares, pecadores,
Que fizeram muitos terrores...
Na história da humanidade.
Vaidades foram estes senhores,
Que aos povos, tiraram, a liberdade.
Mas eu ungi o meu rei...
Sobre o monte de Sião.
Ele está vivo, mais que a lei.
Venceu a morte no tempo.
Que não foi em vão. ..
E reinará para sempre...!
Vinde
Vós todos os que tendes sede, Vinde às águas,
e os que não tendes dinheiro, Vinde comprar.
Vinde e acabai com as vossas tantas mágoas.
Vinde comprai, sem nenhum dinheiro a pagar.
Porque gastais o dinheiro, naquilo que não é pão?
E o produto do vosso trabalho, naquilo, que não satisfaz.
Ouvi-me com toda a vossa e muita atenção!
Ouvi-me e comei o que é bom, e ao vosso ser bem faz!
Para que a vossa alma se satisfaça com o melhor,
Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim!...
Diz o Senhor, ouvi pois deste modo assim.
Ouvi e a vossa alma viverá, assim se fará.
Nunca mais direis "hoje vou de mal a pior"!
Para sempre o vosso ser vida eterna terá!...
Baseado em Isaías 55: 1-3
Amor Verdadeiro
Lamento esta história de amor verdadeiro.
De Inês de Castro, que foi morta por amar.
Ela amou tanto a Dom Pedro o primeiro,
Que depois de morta, teve o seu reinar.
A linda Inês de Castro, teve morte,
Por o malvado Afonso IV, que lhe tirou a sorte.
Matou-a, por esta tanto amar...
A seu filho, o príncipe que viria a reinar.
Foi um amor lindo, este,
Que Dom Pedro, teve por ela.
E que filhos, tinha também dela.
Mas Afonso IV, tinha repulsa deste.
Mandou mata'-la à espada. ..
Não teve nenhuma compaixão.
Nem dor no coração,
Para a vida tirar a esta tão amada.
Canta! Coimbra! Canta!
Que não esqueceste de chorar,
Canta com força tanta,
Este tão forte amar!
Águas do Mondego, sabei que em vós esteve,
As lágrimas de Coimbra, que não se conteve,
De tanto mas tanto chorar, chorar...
Esta que morreu, por muito amar...!
E depois de morta, foi rainha,
Por Dom Pedro, que amava ainda.
Esta que privada, ficou da vida...
Por amor, que ao príncipe, tanto tinha!
Em Portugal, houve grandes amores.
E Também, por isso muitas dores,
Por mal, deste de tanto amar...
E disso se querer, continuar!
Pintor
Eu sou um pintor de lindos poemas,
que falam do meu muito amar!...
Pinto desenhos de palavras feitos, de temas,
de pelo bem ter tanto mas tanto lutar.
Os meus quadros, são obra de grande arte.
Eles ficam para sempre no museu belo,
do cântico eterno que no universo faz parte.
Porque afinal, por isso eu sempre velo!
Pinto o que me vai na alma, de profundo,
até que em mim vá aparecendo o total,
do ser lindo e todo para sempre unido.
Pinto o fim das coisas, como serão,
no dia em que o existir, será sem mal,
Nos sempre dias, que cedo, virão!
HelderDuarte
Mestre de Avis
E o povo ao mestre de avis acudiu,
que em sua ajuda, logo saiu!...
ouvi povo: Matam o mestre!
Mestre! Tu tudo nos deste!
Nós povo somos contra,
a rainha Leonor Teles!
Toma de nós tu conta,
E não aquela mulher reles.
E o povo e Burguesia,
ao mestre apoiou,
que o trono ele ganhou!
E Portugal naquele tempo,
a Espanha não queria,
Mas com D. João I ficou contente!
A padeira
Em tempos de crise muita, de verdade assim era em Portugal!
Queria a Nobreza que Portugal, independência perdesse.
E ao rei de Espanha e de Castela que o país se lhe desse.
Mas neste país, havia povo de alma grande afinal!
Que logo a mestre Dom João deu todo o apoio,
E entre o rei de Espanha e Portugal, houve batalha.
Em Aljubarrota esta grande guerra assim foi.
E Dom João I, venceu, pois nele não houve falha.
E uma mulher muito inteligente e vitoriosa,
a sete castelhanos, com uma pá do forno matou,
Disso foi muito ágil muito engenhosa!
Ela é a do povo muito e grande guerreira,
que a João I muito na guerra ajudou!
E foi do povo, a de Aljubarrota padeira!!!
Contentamento
Para onde me vou, no meu estado de alma?
Para lado algum, irei nesta tanta e muita calma.
Neste meu estado de gozo sentido, vou voando,
estando parado, como nas asas do vento estando!
Mas em pensamento, tão mas tão longe,
Como se no futuro estivesse e não hoje.
A cantar a canção da muita felicidade,
isso estou sentindo, de verdade!
Sim voando! Cantando e dançando no campo,
a valsa da linda música, do cântico eterno.
que na minha mente, tanto possui encanto!
Enquanto esta paz sinto calorosamente,
também escrevo, este soneto terno,
mantendo assim meu contentamento!
Os lusitanos
Conta-se, que há muitos anos, existia um valente povo,
Nas terras, de Portugal, que outro igual não houve!
Eram os tempos do império Romano, que a todos, fazia dano.
Eram os romanos, um povo sem compaixão, um povo insano.
Suas tropas, aos povos, davam opressão e morte muita.
Apesar disso houve um povo, que medo não tivera, dos inimigos.
Foi o povo Lusitano, que destas terras eram amigos!
Sua força era muita, quando unidos, a gente era junta.
Estavam os da gente maléfica, desgostosos e tanto,
Por derrotas, sempre deste povo obtidas...
Em povos outros e em batalhas muitas,
Nunca em história, sua tal houvera desencanto.
Nestas terras havia, glorioso e forte sentimento
Nesta gente da Lusitânia, "Nobre povo, nação valente"...!
De alma grande, gente que por terra esta amar, em frente iam!
Até que os romanos, nenhuma mais força tinham!
Oh tu Deus do Olimpo, a quem com tua ajuda, os de Roma iam!
Sabe que gente de Lusitânia em visão tanto tinham...
O futuro reino de Portugal, que nos mares, dominariam.
Que por seu rei Viriato, os romanos, nunca estas terras teriam!
Mas gente insana, sempre em este mundo, houvera.
Que sobornados, por os de Roma, servos do lusitano rei...
À espada seu senhor, dormindo tal nunca pensara. ..
Que estes de seu povo, a vida lhe tirariam, sem medo da lei.
Oh povo de Portugal lembra-te de Viriato, teu amigo
Que no seu morrer, foi sempre contigo!
E vós filhos de Roma, sabei, que Jesus Cristo,
Esta vossa gente derrotou, sabei pois isto!
Pois o império Romano caiu, por seus muitos pecados,
E Jesus com o amor, aos poderosos venceu...
E desta terra, rei será em fortes atos!
Disso muita certeza, a todos deu!...
Tony Carreira
Tony Carreira, meu amigo!
Obrigado por cantares tão bem!
Tu cantor de cantigas, a quem eu sigo.
Cantas com o dom do além!
Alegria me deste à minha vida.
Com tua a cantar, alma!
Cantas bem, com calma.
És o melhor cantor, de sempre e ainda.
Cantas com o teu coração...
Com tanto sentimento e emoção.
Cantas bem de verdade!
Cantas lindo nesse teu cantar!
Nesse teu gesto de amar.
Cantas com toda a liberdade!