helderduarte

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n. 1963 -- --

Sou um escritor de poemas! Que não publicou ainda nenhum livro, mas gostava de o fazer.

n. 1963-04-30, Monchique

Perfil
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POR CÁ

Canto o meu cântico, qu'em minha alma está,
como sempre sai lindo, santo, puro e perfeito,
o meu ser, nesse acto tem para isso efeito,
Pois nisso, vim eu para cantar por cá.

Cantai comigo povo, este cântico, qu'eu sinto.
Então sentireis, alma vossa voando, vivendo,
e aos outros, vida esta sempre estendendo.
Sim! A isso eu no tempo, muito insisto.

E faço isto até que em vós haja, a música,
que a alma nossa, muito e sempre, educa,
e juntos demos as nossas unidas mãos.

Até que entre os homens, para sempre,
se cante este, sem que haja mau vento,
E os homens, sejam, de facto irmãos!
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Biografia
Escrevo  já  há  algum tempo.  Não publiquei  nenhum livro, mas gostava de fazê - lo.  

Poemas

325

Inferno

Paixão infame, tenho eu em mim, como todos os humanos,
não sou mais santo, que outros e que todos os homens.
Sinto o calor da volúpia, dos meus tormentosos enganos,
que levam aos actos, de todas e muitas arrogantes desordens.

Meu corpo é um poço de águas quentes, nesta ação de viver,
em que a consciência me sanciona, por este fogo eu ter.
Sossega, alma minha nesta infernal e ardente paixão.
Demónios me tentam, quem me livrará desta situação?

Cessa já paixão desumana e mentirosa, nesse teu agir!
Espírito do céu me envolve no teu manso vento...
A este calor com a tua água, me faz resistir!


Antes que vá ao inferno, me ajuda a não lá entrar!
Antes que venha a noite e venha a sentir tormento,
me salva, ó Deus neste meu muito já clamar!
40

Médicos

E dá-se um prémio aos médicos que muito trabalharam na pandemia,
mas os médicos, já têm bens suficientes, na sua pessoal economia.
Para quê dar aos médicos, mais dinheiro que eles não precisam!?
E não dar aos que ainda não têm nada e que mal ainda vivem.

Os médicos são cumprindores da sua missão e dos votos prometidos,
Não necessitam de dinheiro, pois são muito bem sucedidos!
Mas os miseráveis do mundo, nada têm, nada são, nada se lhes dão.
Dê-se aos pobres da terra que nada têm, dê-se-lhes a eles o seu pão!

Aos médicos dê-se-lhes doentes para qu'eles os possam tratar.
Pois para isto foram eles desde cedo assim na universidade formados.
Vós médicos cumpri a vossa missão de amar, sem nada vir a esperar.

Sê-de pois justos vós grandes da terra, cessai já a vossa injustiça,
Pois os que muito têm, se não administram bem serão julgados,
Pelo Senhor que é o dono de tudo quanto existe, Deus de Justiça!
98

Meninos

Os homens que estão  na prisão em Portugal e no Brasil,
Também foram meninos, muito pequeninos e lindos.
As mães disseram-lhes, vem meu filho já comer, tranquilo,
A vovó está  conosco hoje e trouxe-te bolinhos.
Choravam quando caiam, estes meninos, muito lindinhos.
Suas mães lhes davam beijinhos e muitos carinhos...
Outros não tinham quem os beijasse ou abraçasse.
Nem tinham um pai, que os  muito amasse...
Mas eles eram meninos, que não pediram, para nascer,
Quer uns quer outros nunca pensaram, em vir a sofrer.
Depois cresceram ou talvez não tivessem crescimento,
Só tenham tido mesmo só o seu nascimento...
Estes homens eu sei, que por muitos de nós são odiados,
Mas vós povo, sabei que eles, são por Deus muito amados.
Pois eles foram por Deus somente criados...
Estes homens têm alma e também coração...
Têm sentimentos com muita emoção.
E sempre que sentem fazem a Deus oração!
39

Águas

As águas correm na ribeira, do lindo campo,
na serra de Monchique, entre juncos e enguias,
que nadam nos largos pegos de tanto encanto.
As borboletas voam nas margens como guias.


E eu menino loiro, brincava com os cágados,
para apanhá-los na água, muito fugidos...
Depois comia nêsperas da nespereira, perto do tanque .
E punha os meus barquinhos de papel no lago grande.


Dizia que o largo lago era o mar, do meu tio João,
e assim homenageava o tio que me tinha afeição.
Ele tinha uma traineira no mar de Alvor e Portimão.


Depois subi o caminho íngreme e com pedras,
vim para a morada minha, onde com musgo na mão,
Construí um presépio de ilusão com pedras e ervas!
38

Deserto

Eis que estou a labutar, neste meu existir,
onde vou eu parar, se não me sinto triunfar?
Luto em vão neste deserto seco, de queimar.
Mal ando, na areia, que me quer destruir.

Ventos uivantes me estão a desviar, da minha rota,
e me querem fazer cair, no deserto à minha volta.
Para eu não chegar às fontes das águas puras,
que estão além daquelas longe avistadas dunas.

Estou cansado de tanto andar, eis que vou já parar.
Vou ficar por estas bandas, a descansar, até retomar,
meu vasto caminho da luta, da minha existência.

Mas já vejo ao longe um sinal de palmeiras verdes,
alma minha continua a tua peregrinação, até terdes,
a tua porção de água, tem aida muita insistência!
32

Caminhos

Os Judeus confiam na sua religião, muito linda em obras.
Os Católicos no seu marianismo e seu misticismo espiritual,
os Protestantes confiam na sua religião muito racional.
Na sua do universo divindade, com todas as coisas os Budistas.

Os Russelistas na sua torre de vigia que a sentinela tem vigiado.
Os Adventistas no seu todo, e sempre poderoso sábado.
Os Espíritas nas almas muito e sempre familiares, que hão voltado.
Os Islamitas, no seu morto Maomé e nas mortes que por Deus hão dado.

E outras tantas religiões muito lindas, de grande beleza natural,
Todos os homens, nelas muito confiam sempre afinal.
Mas não têm nenhum valor no campo da salvação total.

Mas ó tu povo do mundo, sabe que só o Senhor Jesus Cristo,
é o Salvador de verdade, crede vós todos nisto...
Ele está vivo, e só nele temos vitória no plano espiritual
37

Maldade

Eis que a humanidade é só morte e maldade.
No coração do homem, não há sinceridade.
Em todo o mundo, todos são agressão.
E das palavras, fazem uma maldição!

A sociedade está corrompida totalmente,
O muito sábio em letras é o mais malvado,
tendo o desplante de dizer-se sapiente,
mas nada sabe, nada tem de bondade.

Não acrediteis nos homens que prometem,
é só muita mentira, não há nenhuma paz.
As nações contra outras arremetem.

Quando disserem agora há paz de verdade,
de repente volta tudo para o tempo atrás,
E mesmo só há má humanidade!
23

Ancião

Vai vir um tempo, em que os tristes saltarão de alegria,
assim como o Sol, dá luz ao azul lindo e suave dia.
Nesse dia haverá flores de amendoeira em abundância,
Há um bom perfume no ar, que vem de uma alegre fragrância!

As aves essas, assobiam em verdadeiro musical de notas,
Até que um ancião de dias, se sentou no trono dourado,
outras aves vêm, neste dia sem nenhum fim, agendado.
E cantam a canção, com a música que tocam as aves outras.

Aí muitas criaturas alegres e com toda a sua força,
exclamam:Tu rei eterno és digno de nosso cântico lindo,
porque tu nos deste este dia de luz, sem nenhum findo.

Depois o ancião levantou-se do trono e saiu pela terra sem mar,
E disse: Aves do céu! É esta terra para sempre toda vossa!
Possui esta terra, em vossa posse agora, terra do verdadeiro amar!
46

Leis

E vêm leis para tudo, leis de vida e de morte,
Tem tempo em que se queimam os Cristãos,
tempo em que se matam os judeus das nações,
como ciganos, comunistas sem nenhuma sorte.

Depois são os comunistas que matam os cristãos,
Neste mundo, há tempo de matar e de dar a vida,
de poupar os animais e tempo de lhes dar destruição ,
Tempo de aborto legal e aborto de punição ainda.

Os homens fazem leis de matar e leis de dar a morte,
de direitos e de deveres humanos, no sul e no norte
Leis justas mas também muito injustas em todo o tempo.

Mas ó tu pensamento humano! Sabe que eu creio, num tempo,
em que haverá uma lei, que jamais tem alguma mudança,
uma lei de Jesus Cristo, uma lei que é a nossa esperança!
37

Hegemonia

Ouvi vós torres altas da cidade do comércio imundo,
vós que dizeis, esta cidade é minha, eu a edifiquei,
todos os altos montes e vós que sois donos de tudo,
que dais passos largos, e dizeis isto fui eu que criei.

Vós que dizeis sou melhor do que tu, não vou à prisão,
sei muito, leio muitos livros e tenho uma boa educação.
Todos vós grandes da sociedade, que ides às festas sociais,
e que pelos homens, sois adorados e considerados especiais.

E vós pobres, de espírito, que sois muito altivos,
E vos considerais sempre, muito desventurados.
Confiais no vosso muito estado diminutivo.

Vós todos diante do rei do universo, que já vem,
vós que diante dele estais nus, sereis julgados.
Vesti-vos das roupas dele, que só ele tem!
38

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