HelderOliveira

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n. , Angola

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Prisioneiro do Amor

Preso! Vivo preso!

Prendeu-me um coração!

E ao invés de menosprezo,

Dentro de mim represo,

O gosto da punição;

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Que ninguém fique surpreso,

Por eu gostar da reclusão;

É que tanto por esse amor me prezo,

Que a liberdade por ele desprezo,

Para feliz viver na prisão!

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Helder Oliveira

(Helder de Jesus Ferreira de Oliveira)

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Poemas

2

Longa Jornada


Minhas ambições na inglória luta enterrei,

Na inglória luta afoguei minhas paixões;

E naufragado em oceano de ilusões,

Lanço-me à bóia que eu próprio soterrei;

Os meus caminhos nunca os descerrei,

Neste emaranhado de desilusões;

Sem rumo certo ando aos tropeções,

No labirinto onde há muito me encerrei;


E assim para fugir a este infausto destino,

Procuro com um ímpeto ferino,

Um novomundo para me albergar;


Vagueio noite e dia qual indomável libertino,

Por rotas sinuosas de errante peregrino,

Na esperança de algum dia lá chegar!

Helder Oliveira

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Para Nunca Mais Me Enamorar

Para nunca mais me enamorar,

Arranquei de mim o coração;

E para eternizar a separação,

Joguei-o para o fundo do mar;

E sem ele eu agora vou reinar,

No lúbrico mundo das paixões;

Vou enlouquecer corações,

Sem medo de me apaixonar;

Nunca mais arderei na chama,

De um amor não correspondido;

E será sempre bem respondido,

O apelo de quem diz que me ama;

Já das aves oiço melodias,

Que nunca tanto me maravilharam;

E sobre a minha alma pairam,

Deliciosas alegrias;

No mar as ondas batem forte,

Na bela noite de luar;

E no meu coração oiço soar,

Um triste gemido de morte;

Meu coração adeus, partiste,

Do mar já não voltas mais;

Sossegaste, calaste os ais,

Da tua vida amarga e triste!


Helder Oliveira

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