Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação.
Possuo mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro.
Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação.
Possuo mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Sou mestre em Engenharia, pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior e graduado em Engenharia Civil e Arquitetura.
Ao viver alternativamente devemos liberar nossa mente, permitindo que a contradição tenha espaço e opinião.
A voz liberta do diverso deve permear tal universo, garantindo a integridade de tão desejada unidade.
Verso e anverso unidos, opostos finalmente atraídos, incensados em harmonia.
Lei difícil de compactuar, “mas se eu quero e você quer, então vá!” Deixa voar. (Viva Raul)
Poema, livremente, inspirado na música “Sociedade alternativa” de Raul Seixas e Paulo Coelho.
279
Teu modo de amar
Teu olhar me seduz a mergulhar em tua íris, fruindo em teu oceano enquanto te amo.
Eu, ser amante, me encontro envolto em teu instante, mas atordoado me perco em teu universo errante.
Esse amor, inconsequente, envolve coração e mente em brumas vespertinas a ofuscar nossas retinas.
Nessa entrega completa o amor sem limites não admite convites nem para andar de bicicleta.
Mas a impressão de te perder é tão imprecisa e errática quanto a chance de te conter, pois, no amor, és pragmática.
És harpia livre a voar. És sereia a encantar. Escolhes teu céu, teu mar e teu modo de amar...
268
Para respirar
Pessoas sufocadas, sem ar para respirar, arfam ansiosas por graças que as façam lutar.
Morbidamente seguem insanos mentores, que as conduzem ao imo de seus temores.
O que sobra de oportunismo a esses menestréis do cinismo falta em sentimento para ouvir seus choros e lamentos.
Iludidos, ímpios da verdade, já não conseguem perceber a mais dura realidade e vivem apenas para crer.
Creem na imortalidade, cultuam mandingas e placebos. Enquanto asfixiam em inverdades veneram salvadores nocebos.
201
Na trama do destino
Arte em forma de drama, tecida em algodão ou juta, mapa do darma que a vida nos imputa.
Onde cada nó é um encontro que sustenta relações, ata ou desata sentimentos e estimula seduções.
Na trama do destino o próximo nó é um novo arbítrio de inusitado desígnio.
Macramê bem apressado trançado com sofreguidão, embora bastasse o ritmo do coração.
151
Célere
Viver exige presteza. Não há tempo renovado, pois a vida não pondera apenas cobra o seu legado.
Para o desdenho não há espaço, pois estimula demagogia, alheia, fora do compasso, sem espaço para sinergia.
Ao caminhar céleres, perseguindo o tempo, arcamos com a urgência suplicando-lhe clemência.
O tempo, nobre insumo, ofertado gracioso não deve ser desperdiçado, pois é tão vital quanto precioso.
155
Enfim...
Doce menina, me embala, me anima. Adoça meu jeito com seu aroma de jasmim.
Seu meigo sorrir, acalenta o meu dormir. Me faz sonhar com seu jeito, com sua boca carmim.
Sua voz me encanta, enquanto canta, me faz lembrar do seu jeito, com sua voz de querubim.
Sua sedutora jovialidade relembra minha maturidade. Me faz desejar o seu jeito, com seu quê de quindim.
Enfim... Sua alma feminina, me seduz, me fascina. Reluz na minha vida com seu carisma sem fim.
142
Modelada no fogo da razão
Na forja dos indivíduos, moldando o aço da vida, são criados padrões como marcas do destino.
Lingotes moldados no damasco das dúvidas, aguardam a têmpera na lâmina do saber.
Fio, com afinco, amolado pelo mestre cuteleiro que corta incertezas, certeiro, com seu conhecimento afiado.
Na bainha da compreensão guarda o que foi insciência, agora, como consciência modelada no fogo da razão.
161
Tatoo: telas humanas
Marca reservada a cativos de antanho...
Hoje telas cárneas aguardam ávidas, em plácida espera, oportunidade de ver estampar esboço sobre insubstituível papiro, de indelével signo a marcar.
Tingindo de forma incrédula, mensagens e imagens perpétuas, em refinada seda, sugerem e fazem surgir filigranas, tribais, memórias... Até épicas histórias...
Dragões colossais singram sobre dorsos, rasgando cadeias de nervos em nervosos espasmos, riscando nos espaços entre feixes e traços.
Esses riscos, para deleite de congêneres cavaletes, são modificações corporais que repelem expiações amorais, transformando-as em redenção, através de mortificações imortais.
154
Sem vacilar
Liberte-se, libere a liberdade... Revele, com vontade, aquilo que está escondido, cinicamente dissimulado.
Liberte-se de paralela realidade... Desfaça o discurso da balela, assuma com sinceridade a sua fissura e vontade.
Fique na limpeza, ligado... Não dissimule na hipocrisia, Assuma o seu relato, fique na brisa até com a maresia.
Na paz peça presença... Sem vacilar, ouça a consciência, faça a opção, sem criminalização, escolha com a razão e o coração...