Himalayanpanda
Sou um Nepalês, mas moro no Bahia, Brasil há 12 anos. Sou estudante de antropologia e gosto muito de ler literatura variada, desde literatura até ciências. Ocasionalmente, também escrevo na minha língua materna, que não está listada no Google Tradutor. Alguns dos meus escritos já foram publicados. Estou aprendendo português (BR).
n. 1967-07-30, Nepal
-Ranjan Lekhy
Não morra antes da morte chegar.
Sem vício que te prenda a ilusão.
No coração ferido, rasgado em dor,
Com você mesmo.
Você — viva.
Você — viva.
Teste outra vez.
Mas acima de tudo —
Você — viva.
Preencha-se de calma.
Faça de cada fôlego um vaso sagrado.
Poemas
12Sutta dos Kalamas: O Caminho da Investigação (Poema)
- Ranjan Lekhy
Santo Antônio de Jesus, Bahia, Brasil
May 5th 2024
Em nosso Kesaputta,
missionários e filósofos,
Brahmanes e Shramanas
vêm pregar e habitar
mas eles trazem
menos fatos, mais surrealidade.
Cada um proclama
sua doutrina a ser defendida,
enquanto a dos outros
desprezam e reprovam.
Ó Buda, sábio e gentil!
Por favor, guia-nos
com tua mente desperta.
Neste labirinto de visões conflitantes,
Mostra-nos o caminho
que devemos escolher.
Perplexos e perdidos,
pedimos a ti,
quem fala falsidades
e quem fala a verdade?
Guia-nos por
esta complicada encruzilhada,
ajuda-nos a encontrar 'o caminho da luz'.
Assim, o Tathagata
Buda falou aos Kalamas:
Não acreditem em rumores
que se espalham como fogo
na floresta.
Pois a verdade nem sempre é encontrada
nas palavras que confiamos,
mas sim nas perguntas
de quem, o quê, por quê, onde,
qual e como são justas.
Pergunte, sem medo,
nunca tenha medo!
Não acreditem em tradições
que são velhas e desgastadas,
só porque estão aqui
antes de vocês nascerem.
Tudo é transitório,
não se apeguem pessoalmente, vejam
para não se prenderem ao dogma,
cegos por decretos.
Façam as perguntas apropriadas.
Boa pergunta traz boa resposta,
assim não precisamos temer,
nunca temer!
Nossos anciãos podem falar
com vozes antigas e sábias,
mas seus ensinamentos às vezes
não satisfazem.
Nova era e novas situações,
daí surgem novos problemas.
Precisamos de soluções modernas.
Nova ciência,
novas tecnologias
e ao abraçar o progresso, prosperamos.
Não acreditem nas palavras
dos gurus só porque são faladas
com convicção e certeza.
E não se deixem hipnotizar
por seus milagres e magia
nem serem influenciados
por sua personalidade e popularidade,
nem por retórica vazia e enrolação.
Olhem além da superfície,
sem orgulho ou preconceito,
busquem a verdade além do axioma.
Em todos os textos sagrados,
encontramos palavras tão divinas,
mas simplesmente acreditar
sem razão, recuso.
Pois o conhecimento deve ser buscado,
alegações extraordinárias
precisam de evidências extraordinárias,
para que não caiamos na armadilha
de uma mente dogmática.
Dhamma significa despertar
não iludir a mente.
Raciocínio lógico,
pensamento crítico, ferramenta poderosa.
Mas ao confiar exclusivamente nele,
não sejamos tolos.
Má lógica ou falácias lógicas
matam o espírito das descobertas!
Proposição falsa
leva a uma conclusão falsa.
Quatro limites da lógica:
Verdades parciais, Linguagem,
Incerteza e Percepção.
Em resumo,
não acreditem em nada
de novo ou antigo
Nem todo o brilho
é ouro verdadeiro.
Encontrem evidências e provas,
experimentem e testem
com cuidado em torno.
O conhecimento empírico é poderoso,
quando é livre de erro e claro.
Adotem-no e promovam-no
se servir ao bem-estar.
FIM
Traduzido do inglês, originalmente publicado aqui: https://english.sahityapost.com/kalama-sutta-the-path-of-inquiry/
Fome (Poema)
Ranjan Lekhy
Santo Antônio de Jesus, Bahia, Brasil
25 de agosto de 2025
No ventre do pobre arde a chama da fome,
Buscando alimento, seu coração consome.
Sonhos queimados no abraço cruel da dor,
A estrada da vida — espinhos e suor.
No peito do rico, a fome joga esperta,
Ganância o guia, a alma nunca desperta.
Quer mais e mais, seu cofre a acumular,
Mas mesmo em ouro, vazio há de ficar.
A fome da fama deseja aplausos do mundo,
Todo coração quer ser reconhecido e fecundo.
Vida brilhante, de elogios repleta,
Mas na multidão, só a alma deserta.
A fome do poder tece sonhos de mandar,
Reinar pra sempre — desejo a dominar.
Em nome do povo, o banquete é egoísta,
Com o trono nas mãos, o fardo é à vista.
A fome da beleza conta outra história,
De ser sempre belo — eterna memória.
A juventude encanta com perfume e cor,
Mas a velhice apaga o brilho e o vigor.
A fome do desejo mergulha em paixão,
Caminhos do corpo e da mente — divisão.
A fome do amor é pura e fortalece o ser,
Mas a da luxúria é frágil e vai se perder.
A fome é a história do viver humano,
Diferentes jornadas, um mesmo desengano.
Nos cantos do mundo, a dor é igual,
Na sombra da fome — um segredo fatal.
mas
A fome do saber é jornada de libertação,
A educação justa liberta da servidão.
Buscando a verdade com mente desperta,
A luz do saber toda sombra liberta.
Fim
Traduzido da língua Tharu: https://dhakiyakhabar.com/news/2024/07/06/2354?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR2sohIX5fgWJDg1Y0P9nIovpu1D3_NrNtF8-_wFgkBiBM6mOt1bJjl9Z0g_aem_y9c0rbPbyfiJ79ahxJv0tg
Comentários (0)
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.