Hoje faz 59 anos do nascimento de Himalayanpanda
Himalayanpanda

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n. 1967 BR BR

Sou um Nepalês, mas moro no Bahia, Brasil há 12 anos. Sou estudante de antropologia e gosto muito de ler literatura variada, desde literatura até ciências. Ocasionalmente, também escrevo na minha língua materna, que não está listada no Google Tradutor. Alguns dos meus escritos já foram publicados. Estou aprendendo português (BR).

n. 1967-07-30, Nepal

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Viva em Qualquer Situação (Poema)

-Ranjan Lekhy
Saj, Bahia, Brasil
22 de agosto de 2025

Aconteça o que acontecer,
Viva — em qualquer situação.

Não morra antes da morte chegar.
Não desista antes do fôlego acabar.
Não perca pra si mesmo, não se traia.
Não mate o respeito próprio em vida.
Enquanto ainda respira — não caia.

Sem vício que te prenda a ilusão.
Sem dar morada à desesperação.
Não dependa de alguém pra te erguer.
Não solte a fé no que pode fazer.
Você — viva.
Você — viva.
Em qualquer situação — viva.

No coração ferido, rasgado em dor,
Passe em si mesmo o próprio curador.
Dos pensamentos quebrados, da visão escura,
Rasgue a tinta negra da noite dura.
Você carrega sementes de despertar —
Regue com luz que vem do seu olhar.
Reconheça direção, reconheça o chão.
Tempestades vêm e vão — é condição.
Mesmo com a água alta, continue a remar.
Em qualquer situação — saiba flutuar.
Em qualquer situação — viva.

Com você mesmo.
Com cada respiração.
Passo por passo.
Até o último chão.

Você — viva.
Você — viva.
Em qualquer situação — viva.

Você — viva.
Leia, escreva, estude sem cessar.
Pense o novo. Ouse criar.
Novo ofício, novo saber.
Veja sonhos novos nascer.
Pratique conforme o que sonhar.
Crie o novo.
Depois — deixe ir, deixe passar.

Teste outra vez.
Falhe outra vez.
Caminhe outra vez.
Se vier insulto — suporte.
Se vier perda — suporte.
Se vier dor, luto, ruína — suporte.
Mas procure outra estrada, outro lugar.
Crave sua estaca em solo por explorar.
Erga abrigo mais uma vez.

Mas acima de tudo —
Você — viva.
Em qualquer situação — viva.

Você — viva.
Vivo por fora. Vivo por dentro.
Nesse mundo barulhento e violento,
Escolha suas cores preferidas.
Preencha-se livre, sem medida.
Sem vergonha. Com coragem.

Preencha-se de calma.
Preencha-se de paz.
Encha seus sonhos de esperança eficaz.
Seja feliz. Permaneça vivo.
Preencha-se de compaixão e gozo compartilhado.
De amizade, equilíbrio, verdade enraizada.
De empatia e ética afinada.

Faça de cada fôlego um vaso sagrado.
A vida é remédio — inteiro, integrado.
Viva bem. Viva em fluidez.
Viva inteiro, contínuo outra vez.
Deixe o amor correr — simples, sem nó.
Um néctar eterno, livre, só.

Viva — em qualquer situação.

(Traduzido da composição Tharu)

Ler poema completo

Poemas

12

Sutta dos Kalamas: O Caminho da Investigação (Poema)

- Ranjan Lekhy
Santo Antônio de Jesus, Bahia, Brasil
May 5th 2024

 

Em nosso Kesaputta,
missionários e filósofos,
Brahmanes e Shramanas
vêm pregar e habitar
mas eles trazem
menos fatos, mais surrealidade.
Cada um proclama
sua doutrina a ser defendida,
enquanto a dos outros
desprezam e reprovam.
 

Ó Buda, sábio e gentil!
Por favor, guia-nos
com tua mente desperta.
Neste labirinto de visões conflitantes,
Mostra-nos o caminho
que devemos escolher.
Perplexos e perdidos,
pedimos a ti,
quem fala falsidades
e quem fala a verdade?
Guia-nos por
esta complicada encruzilhada,
ajuda-nos a encontrar 'o caminho da luz'.
 

Assim, o Tathagata
Buda falou aos Kalamas:
Não acreditem em rumores
que se espalham como fogo
na floresta.
Pois a verdade nem sempre é encontrada
nas palavras que confiamos,
mas sim nas perguntas
de quem, o quê, por quê, onde,
qual e como são justas.
Pergunte, sem medo,
nunca tenha medo!
 

Não acreditem em tradições
que são velhas e desgastadas,
só porque estão aqui
antes de vocês nascerem.
Tudo é transitório,
não se apeguem pessoalmente, vejam
para não se prenderem ao dogma,
cegos por decretos.
Façam as perguntas apropriadas.
Boa pergunta traz boa resposta,
assim não precisamos temer,
nunca temer!
 

Nossos anciãos podem falar
com vozes antigas e sábias,
mas seus ensinamentos às vezes
não satisfazem.
Nova era e novas situações,
daí surgem novos problemas.
Precisamos de soluções modernas.
Nova ciência,
novas tecnologias
e ao abraçar o progresso, prosperamos.
 

Não acreditem nas palavras
dos gurus só porque são faladas
com convicção e certeza.
E não se deixem hipnotizar
por seus milagres e magia
nem serem influenciados
por sua personalidade e popularidade,
nem por retórica vazia e enrolação.
Olhem além da superfície,
sem orgulho ou preconceito,
busquem a verdade além do axioma.
 

Em todos os textos sagrados,
encontramos palavras tão divinas,
mas simplesmente acreditar
sem razão, recuso.
Pois o conhecimento deve ser buscado,
alegações extraordinárias
precisam de evidências extraordinárias,
para que não caiamos na armadilha
 de uma mente dogmática.
Dhamma significa despertar
não iludir a mente.
 

Raciocínio lógico,
pensamento crítico, ferramenta poderosa.
Mas ao confiar exclusivamente nele,
não sejamos tolos.
Má lógica ou falácias lógicas
matam o espírito das descobertas!
Proposição falsa
leva a uma conclusão falsa.
Quatro limites da lógica:
Verdades parciais, Linguagem,
Incerteza e Percepção.
 

Em resumo,
não acreditem em nada
de novo ou antigo
Nem todo o brilho
é ouro verdadeiro.
Encontrem evidências e provas,
experimentem e testem
com cuidado em torno.
O conhecimento empírico é poderoso,
quando é livre de erro e claro.
Adotem-no e promovam-no
se servir ao bem-estar.

FIM

Traduzido do inglês, originalmente publicado aqui: https://english.sahityapost.com/kalama-sutta-the-path-of-inquiry/

234

Fome (Poema)

Ranjan Lekhy
Santo Antônio de Jesus, Bahia, Brasil
25 de agosto de 2025

No ventre do pobre arde a chama da fome,
Buscando alimento, seu coração consome.
Sonhos queimados no abraço cruel da dor,
A estrada da vida — espinhos e suor.
 

No peito do rico, a fome joga esperta,
Ganância o guia, a alma nunca desperta.
Quer mais e mais, seu cofre a acumular,
Mas mesmo em ouro, vazio há de ficar.
 

A fome da fama deseja aplausos do mundo,
Todo coração quer ser reconhecido e fecundo.
Vida brilhante, de elogios repleta,
Mas na multidão, só a alma deserta.
 

A fome do poder tece sonhos de mandar,
Reinar pra sempre — desejo a dominar.
Em nome do povo, o banquete é egoísta,
Com o trono nas mãos, o fardo é à vista.
 

A fome da beleza conta outra história,
De ser sempre belo — eterna memória.
A juventude encanta com perfume e cor,
Mas a velhice apaga o brilho e o vigor.
 

A fome do desejo mergulha em paixão,
Caminhos do corpo e da mente — divisão.
A fome do amor é pura e fortalece o ser,
Mas a da luxúria é frágil e vai se perder.
 

A fome é a história do viver humano,
Diferentes jornadas, um mesmo desengano.
Nos cantos do mundo, a dor é igual,
Na sombra da fome — um segredo fatal.
 

mas
 

A fome do saber é jornada de libertação,
A educação justa liberta da servidão.
Buscando a verdade com mente desperta,
A luz do saber toda sombra liberta.

Fim


Traduzido da língua Tharu:   https://dhakiyakhabar.com/news/2024/07/06/2354?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR2sohIX5fgWJDg1Y0P9nIovpu1D3_NrNtF8-_wFgkBiBM6mOt1bJjl9Z0g_aem_y9c0rbPbyfiJ79ahxJv0tg

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