Himalayanpanda
Sou um Nepalês, mas moro no Bahia, Brasil há 12 anos. Sou estudante de antropologia e gosto muito de ler literatura variada, desde literatura até ciências. Ocasionalmente, também escrevo na minha língua materna, que não está listada no Google Tradutor. Alguns dos meus escritos já foram publicados. Estou aprendendo português (BR).
n. 1967-07-30, Nepal
-Ranjan Lekhy
Não morra antes da morte chegar.
Sem vício que te prenda a ilusão.
No coração ferido, rasgado em dor,
Com você mesmo.
Você — viva.
Você — viva.
Teste outra vez.
Mas acima de tudo —
Você — viva.
Preencha-se de calma.
Faça de cada fôlego um vaso sagrado.
Poemas
12Melhor Morrer Lutando (Conto)
(Esforço sobre a Inatividade)
– Ranjan Lekhy
Santo Antônio de Jesus, Bahia, Brasil
7 de setembro de 2025
Em um tempo distante, o Bodhisattva nasceu como uma humilde codorna, habitando uma floresta exuberante. Em um dia fatídico, um fogo feroz rugiu através das árvores, mergulhando a selva no caos. Criaturas de todos os tipos fugiram aterrorizadas, seus gritos ecoando através da copa das árvores. Se o incêndio não fosse contido, ele consumiria tudo, sem deixar alma ilesa.
Sem se deixar abalar, a pequena codorna entrou em ação. Com determinação inabalável, ela voou até um lago próximo, mergulhou suas delicadas asas na água e voltou ao incêndio. Pairando sobre as chamas, ela balançou as asas, espalhando gotas de água, cada gota estalando contra o fogo. Repetidamente, a codorna retornava ao lago, seu pequeno corpo incansável em sua missão de apagar as chamas.
Das alturas celestiais de Brahmaloka, o Senhor Brahma observava esse esforço valente. Assumindo a forma de um corvo, ele desceu e se empoleirou perto da codorna, sua voz cheia de escárnio. “Pássaro tolo, o que suas gotas insignificantes podem fazer? O fogo vai te consumir, como o destino determina.”
A codorna, destemida, fixou o olhar no corvo. “O destino pode ser implacável, mas a inatividade não é uma virtude. Prefiro perecer lutando do que ficar parado observando. Meus esforços me colocarão entre aqueles que lutaram, não entre os que apenas assistiram.” Com isso, ela subiu novamente em direção ao lago, resoluta.
Cega pela fumaça em uma de suas viagens perigosas, a codorna vacilou e caiu no chão. Um elefante, tocado por sua coragem, gentilmente levantou a pequena ave com sua tromba e a colocou em segurança. Inspirado, o elefante reuniu seu rebanho e, cada animal, começou a pegar água do lago e jogar nas chamas com poderosos jatos de suas trombas.
A floresta entrou em ação. Rinocerontes avançaram, chutando a terra para sufocar o fogo. Pássaros molharam suas asas, lançando água sobre as chamas. Até o cético corvo, envergonhado pela determinação coletiva, se juntou, carregando gotas em seu bico. Unidos, os animais lutaram como um só, e seus esforços combinados abafaram o incêndio.
No final, sua perseverança triunfou. O fogo foi extinto e, embora a floresta tenha ficado marcada, ela permaneceu resiliente. O lar dos animais foi salvo, como um testemunho do poder do esforço coletivo sobre a desesperança passiva.
(Fim)
Fome (Poema)
Ranjan Lekhy
Santo Antônio de Jesus, Bahia, Brasil
25 de agosto de 2025
No ventre do pobre arde a chama da fome,
Buscando alimento, seu coração consome.
Sonhos queimados no abraço cruel da dor,
A estrada da vida — espinhos e suor.
No peito do rico, a fome joga esperta,
Ganância o guia, a alma nunca desperta.
Quer mais e mais, seu cofre a acumular,
Mas mesmo em ouro, vazio há de ficar.
A fome da fama deseja aplausos do mundo,
Todo coração quer ser reconhecido e fecundo.
Vida brilhante, de elogios repleta,
Mas na multidão, só a alma deserta.
A fome do poder tece sonhos de mandar,
Reinar pra sempre — desejo a dominar.
Em nome do povo, o banquete é egoísta,
Com o trono nas mãos, o fardo é à vista.
A fome da beleza conta outra história,
De ser sempre belo — eterna memória.
A juventude encanta com perfume e cor,
Mas a velhice apaga o brilho e o vigor.
A fome do desejo mergulha em paixão,
Caminhos do corpo e da mente — divisão.
A fome do amor é pura e fortalece o ser,
Mas a da luxúria é frágil e vai se perder.
A fome é a história do viver humano,
Diferentes jornadas, um mesmo desengano.
Nos cantos do mundo, a dor é igual,
Na sombra da fome — um segredo fatal.
mas
A fome do saber é jornada de libertação,
A educação justa liberta da servidão.
Buscando a verdade com mente desperta,
A luz do saber toda sombra liberta.
Fim
Traduzido da língua Tharu: https://dhakiyakhabar.com/news/2024/07/06/2354?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR2sohIX5fgWJDg1Y0P9nIovpu1D3_NrNtF8-_wFgkBiBM6mOt1bJjl9Z0g_aem_y9c0rbPbyfiJ79ahxJv0tg
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