Física- ótica da vida.
Outrora, ser iluminado
Adentrou a penumbra
ansiando pela sombra,
peculiar sombra eterna.
E lá se vai, sem sair.
A relva por todos os lados se estendia
Onde se deitou, se aconchegou
e o céu contemplou
O espaço, sua nova moradia
Majestosas galáxias percorreu
A terra não mais o pertencia
Nada dela evocava sua simpatia
Seu sentimento por ela esmaeceu
Vá, meu jovem, explore o infindo
Esqueça o passado
E tudo que lhe foi ensinado
Esqueça, até , que está apenas dormindo.
Alguem que quis conhecer!
Eventualmente, palavras falham.
A escrita vem prestar fogaz socorro,
subterfúgio do coração em coro,
expressando aquilo que eles amam.
Digo-lhe, gosto muito de você.
Sua beleza transpira pureza,
encantando o olhar, viva sutileza
fácil entender por que sinto, vê ?
Meu coração jamais me pertenceu.
Sinto tudo isso sem te conhecer,
sentimento que, súbito, se ascende.
O amor vive em razão não haver.
Declaro para que a angustia debande,
sufocar segredo é a alma adoecer.
Prejuízo do Romântico.
Sou um romântico incurável
Fadado a sentir tudo
em excesso.
Amor demais. Tristeza demais.
Amando demais. Machucando demais.
Eu...
Eu sinto muito.
Um pouco das vidas!
Nascido na falta de expressão,
Fechou-se por toda sua vida.
Perdido, sem saber onde ia,
como água, escoando sem direção.
Sem experimentar os sentimentos
Eventualmente, torna-se frio
e insensível, que absurdo desvio.
Vida como é, um infinito tormento.
Um grito de socorro sufocado
em seu próprio labirinto, perdido
sem nunca encontrar vazão do outro lado.
Lado que está todo um mundo fingido.
Tudo bem, estão todos enfadados,
Ninguém feliz, sofremos escondido.
Sua beleza grita!
É de feitio comum do romantismo
exaltar e exagerar emoções
em suas charmosas composições.
Você, como você, dispensa ''ismo''.
Beleza requintada, como um anjo.
Presença de arfar o coração,
vanescer a imperiosa razão,
rendido à seus doces dotes e encanto.
Sim, uma princesa em você habita,
terna voz e formosa como tal.
Lindos cabelos e pele lucida,
Olhos como que uma obra atemporal,
Nele vislumbra-se o infindo da vida,
Instante de alegria surreal.
Vida
NÃO, enxergas embaçado
Vê razão nessa insanidade
Olhe bem para seu estado
Sozinho na flor da idade
SIM, vejo amor no porvir
Dessa vez não irei fugir
Pois estou cansado de apenas existir
Pelo menos uma vez, senti r que pertenço aqui.
NÃO, a felicidade não nos pertence
Não percebe o quão somos diferentes
Por que na angústia do nosso ser
Não nascemos pro bom viver
SIM Do fundo do poço
Já me sinto meio louco
Pois já começo a ver beleza
Na minha própria tristeza..
Tal qual sinto. Tal qual escrevo.
Após meus olhos se acostumarem
À luz repentina, sinal de sua presença,
tenho de ver-te partir, como quem chega vai.
Vai-te então, se confundindo ao horizonte,
Buscando, ansiosa, seus velhos ares.
Nos encontros periódicos que travamos
busco te prender, em seu formato
odorífero, retendo as viagens
surgidas, de épocas vívidas vividas,
Falta-me comparações à sua beleza
Tamanho seu mérito em preservar
inócuo a obra Deusiana, projetada
em suas linhas e curvas.
Olhos escuros, cansados mas cintilantes
na flor alva sublime, mesclando com o cabelo.
AH, que divina oposição, conciliando
os extremos, na exata perfeição de ti.
Sua presença faz coça do tempo e espaço
Um campo se abre, me engloba e engole
As linhas se cruzam, me atrai me repele
Faz de mim uma carga teste, mal uso não estou.
Isso ao escrever busco a um único fim
Contraio o corpo, por pressão o pensamento sai
líquido viscoso, mais melhor, escoando em
moldura até encontar de teto teu, e só teu, olhar.