Quantos sais precisam para que o perfume Corroa a água E quantos aís precisam Para que nas mãos saia teu cheiro de mágoas Meus sais,no vidro translúcido evaporam Minha pele sente o frescor das tuas horas Meu relógio perene e pulsante Sente teu âmago febril Desde o luar que você partiu Meus aís são rarefeitos Roucos,loucos e imperfeitos Sussurram e queimam da tua alma Ainda levitando em meus desejos Mudando a cor da minha aurea Meus sais aos meus aís se misturam Nessa água nua e pura Que das minhas mãos escorrem Sob o brilho da luz que me envolve Desaguando tuas mágoas e meu ar Nessa água que te espera No meu mar. ®IatamyraRocha Blog Efêmero http://iatamyra.blogspot.com/ Blog Prisma http://iatamyrarocha.blogspot.com/ Blog Palavras ao Vento http://iatamyra.wordpress.com/
A poesia já não cabia mais dentro de mim, resolvi fazer o parto do meu eu poeta e espalhar minhas cores e meu prisma de mundo, jogando isso para o universo, em forma de prosas,poesias, crônicas e todas as formas de expressão que meus orgasmos literários, audiovísuais, santos e profanos me permitam, ou seja muita sanidade e insanidade em um limbo de possibilidades; portanto as críticas seram bem vindas, sou uma poetisa em processo de lapidação e um ser humano em construção, e em cada tijolo deixo o suor das minhas palavras, os sorrisos tatuados e o amor à vida eternizado.
Meu nome é Iatamyra Rocha Freire Fernandes de Oliveira,nasci e moro em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil,separada, filha de um administrador de empresas e uma costureira,ambos falecidos,sou bailarina clássica e tenho três filhos adultos.
"Não quero revolucionar o mundo com os meus escritos, apenas senti-lo e escreve-lo".
Sou noite chuvosa Liquida Pingando estrelas Se teu luar vem.
Recito teu corpo Versejante Perco-me no infinito Sou céu e além.
Domino raios Trovejo Sossego cometas Com beijos e amém.
Sou natureza Pulsante Gravidade constante Sou todo o teu harém. ®IatamyraRocha
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So para poetar - Te amo
Te espero descalça Coberta de lua Entregue a paixão Sedenta de ti Completamente tua.
A camisa ainda te espera Com botões novos cobertos de alfazema Pedaços de nuvens na primavera E o cheiro da minha pele morena.
O ontem floresceu nas cortinas Janelas abertas para o norte No horizonte não há mais neblinas Só meu amor no peito cantando forte.
Versos acompanham meus pés Descalços correm pro mar Reflexo azul no meu sorriso Estou inteira dentro do teu olhar. ®IatamyraRocha
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Transparências
Dispo-me devagar desviando brilhos do teu olhar Em breves transparências do meu sentir Deixando ecos ao redor de mim Pequenos pássaros que cantam livres Envoltos em meu pensamento solto Traduzindo minha música nua Que toca sedução ao redor da tua Florindo meus galhos em passos Sucumbindo no calor do teu abraço Versando dois corpos em atrito Contritos no mesmo campo celeste Espalhando chamas no eco infinito Cantando a prece que nos reflete Ali me perdendo em tua cama Finjo esperando teu sol se acalmar Enganando minha poesia em chamas Como se a minha vida não fosse só te amar. ®IatamyraRocha
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Silêncios
Amo o silêncio E seu sussurro tremule A melodia do vento O cansaço extenue.
O som da poesia No seu passo secreto Que me arranha a elegia E impõe seu decreto.
O silêncio me despe Rasgando as entranhas Corrói-me e aquece E no seu mar me banha.
Mistura seu hálito Na minha boca sedenta Tange-me a neblina E no ar me sustenta.
Leva-me pra longe Em brumas indecentes Traduzindo meu peito Em amores reluzentes.
Arde-me por dentro E reflete por fora O silêncio me usa E seu eco me devora. ®IatamyraRocha
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SINTOmático
O desejo me pluraliza Veste-me de medos A inspiração me paraliza Recebe meus pedaços Lidos no calor das entranhas Eclode em abraços Despeja seu gozo, arranha No versar dos seus laços Me desnuda a alma Na sua água me batiza Banha-me com calma E me toca em palavras precisas Ardentemente indecentes Com puro rimar de prazer A poesia me rouba Desbota, aporta E me faz amanhecer. ®IatamyraRocha
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Calmarias
Aquieta-me esse ar Esse cheiro de paz Essa fome de mar.
Aquieta-me respirar tuas palavras Tuas torrentes e mágoas Esse teu amar.
Aquieta-me tocar tua tela Respirar tua aquarela Pintar teu luar.
Aquieta-me esse sol Que me lambe o rosto E me faz pulsar.
Aquieta-me esse vento Que me leva ao teu templo Só para te olhar.
Aquieta-me esse sonhar Que devora meu poema Só para me aquietar.
Aquieta-me essa calmaria Essa foz, essa alegria Esse teu cantar. ®IatamyraRocha
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Rosa negra
Sou turbilhão no vento Perco-me em minhas miudezas No passo,só minhas certezas Que sopro do vento Corta ao fio da navalha.
Sou o trejeito torpe Que me transpassa a ferro No limiar do inferno Cuspindo sangue medíocre Enlameado e nobre.
Sou o eco do mundo Que ao sair das entranhas Escava na pele pulsante Um rio de amor profundo. ®IatamyraRocha Blog Efêmero http://iatamyra.blogspot.com/ Blog Palavras ao vento http://iatamyra.wordpress.com/ Blog Prisma http://iatamyrarocha.blogspot.com/
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Brumas
Quero uma flor e prosa E uma abraço em cor E uma torrente deliciosa De amores em seu fescor.
Quero uma chuva fina De delicadezas e brumas Uma loucura que rima Com mar e espumas.
Quero um amor forte Que me chame o norte Que me cuspa o tempo Faminto e sedento.
Quero uma cruz para mim Que me ame e sangre Quero um amor sem fim. ®IatamyraRocha
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Cachoeiras
As vezes me surpreendo Tentando segurar o vento Simples medo que ele me arraste para fora de mim Como se eu não fosse um fragmento do tempo E ele não me levasse no fim.
Flertando com o ocaso Mas com medo de entregar Ignorando o acaso E o vento que me leva a algum lugar.
Sou uma simples poeira De estrelas ou de luar Uma alma de cachoeira Que corre em direção ao mar.
As vezes me surpreendo Sorrindo um sorriso duro Sofrendo e nascendo Em direção ao vento puro. ®IatamyraRocha
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Tuas Horas
Quantos sais precisam para que o perfume Corroa a água E quantos aís precisam Para que nas mãos saia teu cheiro de mágoas Meus sais,no vidro translúcido evaporam Minha pele sente o frescor das tuas horas Meu relógio perene e pulsante Sente teu âmago febril Desde o luar que você partiu Meus aís são rarefeitos Roucos,loucos e imperfeitos Sussurram e queimam da tua alma Ainda levitando em meus desejos Mudando a cor da minha aurea Meus sais aos meus aís se misturam Nessa água nua e pura Que das minhas mãos escorrem Sob o brilho da luz que me envolve Desaguando tuas mágoas e meu ar Nessa água que te espera No meu mar. ®IatamyraRocha Blog Efêmero http://iatamyra.blogspot.com/ Blog Prisma http://iatamyrarocha.blogspot.com/ Blog Palavras ao Vento http://iatamyra.wordpress.com/
MINHA QUERIDA AMIGA IATAMYRA TALVEZ NÃO LEMBRE MAIS DE MIM MAS MESMO ASSIM VIM TEVISITAR E FALAR DE TEUS POEMAS LINDOS E FANTASTICOS PARABÉNS E UM ABRAÇO
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