Ícaro Italo Gomes dos Santos

Ícaro Italo Gomes dos Santos

n. 2004 BR BR

Ícaro Ítalo Gomes dos Santos,pseudônimo;Italo_poetrix. Descobriu sua paixão por livros ao ler"A Árvore Generosa" (The Giving Tree) e desde então tornou-se súdito da palavra poética e busca entender seus conhecimentos através dos caminhos líricos .Nascido em Aquidabã,do agreste Nordestino ,vêm se destacando com seus poemas com temas múltiplos . Atualmente reside em Luz,uma pequena cidade de Minas Gerais . Suas escritas são fisioterapias para a alma .

n. 2004-07-01

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Fraco

Dentro dessa fonte ,
Afogo-me nessa sede.

Sobre essa ponte,
Revogo-me ao que me "remede".

Fraco.

Por ícaro Ítalo Gomes dos Santos 




 

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Poemas

3

Disfarce

Fragmentos de incertezas são dádivas 
Robustas rabiscadas em músicas 
Às vezes a verdade se torna tão óbvia 
Quando a mente já não é tão lúdica

Meu  Bem,

É difícil decifrar o enigma do amor 
Essa sensação que ele nos traz,
É a paz e ao mesmo tempo é o tremor 
É  o suor frio do corpo ao calor da cápsula de desejos  que  nos encobre,
Um trio de sensações sem  sanções que o corpo sob o lençol   logre a autêntica fórmula do prazer 

A liberdade que me aprisiona é poder escolher viver com você 
Tão intenso quanto o romance de  Elisabeth e Mr. Darcy 
Nosso quarto é o disfarce ,
Para esquecer o mundo lá fora 
Vivemos o agora com o futuro já planejado
Somos almas livres 
Mas por esse amor fui algemado  
A alma gêmea do  alvo almejado

 O laço sentimental que foi criado pelo nada e se formou uma conexão que jamais pode ser comparada pelo universo do tudo ,do estudo 
Não há multi versos que comprovem como nossa química foi criada

Meu Bem 
Sou viciado em clássicos como Gorge Benson 
Você é melodia que me completa 
A antítese inédita que não dispenso 
O copo pela metade para nunca  saciar essa minha vontade de me localizar perdido em infindas variedades de fazer você feliz 
E todo dia eu penso 
Ainda que seja utópico esse universo 
Somos nós quem construímos o nosso

 

Meu Bem,
É difícil decifrar o enigma do amor 
Essa sensação que ele nos traz,
É a paz e ao mesmo tempo é o tremor 
Mas lembre-se,
Ainda que exista temor 
Corações unidos designam em vibrações de "clamor"

Meu Bem 
Sou viciado em clássicos como Gorge Benson 
Você é melodia que me completa 
A antítese inédita que não dispenso 
O copo pela metade para nunca  saciar essa minha vontade de me localizar perdido em infindas variedades de fazer você feliz 
E todo dia eu penso 
Ainda que seja utópico esse universo 
Somos nós quem construímos o nosso

 

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Panorama

Em névoa etérea 
Sublime vida cósmica 
Matéria efêmera feita da Corrente de Andrômeda 
O medo da assinatura falsificada que não o conectará 
Sendo o mesmo dentro desse palíndromo 
Pálido ao panorama ermo 
Termos que temos que introspeccionar 

Ainda que acabe todo ar do diafragma 
Sobreviverá,
 àquele que não há de se acomodar 
 em confrontar o seu Eu mais profano no abismo mais profundo 
O olho que tudo vê além desse mundo 

O olhar no espelho negro que o iluminará 
Em sua jornada a escalar o Baobá 
Alcançará a safra e a Sefirá da Coroa lá de Acabala 
A dor adormecerá sem se ceifar ,
Antes que a inquilina da solidão solidariamente possa visitá-la  

Queira queimar todas as esperanças ao vestir-se de visita íntima só para poder intimidar 

Toca na rádio do miocárdio 
Nelson Mandela 
Não se vêem mais cores vivas de pessoas   em mandalas 

(Não deixe o  medo da opressão  moldá-las)

É perceptível quando somos  escravos de nós mesmos ,
Ouvimos as vozes dos antepassados ou somos nós em nós aprisionados num futuro distante em Senzalas ?

Fragmentos de  incertezas  são dádivas
Robustas rabiscadas em músicas 
Às vezes a verdade se torna tão óbvia 
Quando a mente já não é tão lúdica 

Em névoa etérea 
Sublime vida cósmica 
As linhas do destino não o definirá 
Dessa forma o nada o formará 
Formatará suas raízes e origens 
Paisagem formidável a desconfigurar 
Antes da criação, a automutilação 
Um Takeoff que dá acesso aos cofres de todas as metáforas 
A manifestação mais Sacra 
A unção por lágrimas 
O despertar do Chakra 
O líquido árido e ácido dos pensamentos íntimos do próprio espírito do Eu lírico ,
 no seu contato físico com a faísca do fogo que congela a mente inóspita enfatizada pelo cansaço vívido 
O equilíbrio dentro da xícara 
A âncora de mistérios e desejos que se afogam sem folgas 
Época que se fazem modernas Cleópatras 
Donas da felicidade 
Por todas as cidades 
Quantas Donas Lindalvas foram salvas?
Histórias que você já leu ,
Precisou presenciar e viveu 
A cada dia presente a reviveu 
 A maior demonstração de poder não é empoderamento 
É poder empoderar a mente 
 Ainda que Joguem às páginas ao léu 
Vejo o véu formado pela esperança que  cobriu 
Heley de Abreu...


 

205

Frações de palavras lidas

O imortal existe,
o imortal é um portal sem cadeados no portão em acesso livre que transcende o motivo pelo qual você vive 
E se a matéria morrer,
A essência do espírito resiste .

Onírico em abismos siderais 
Lírico em crismas místicos estelares 
As leis de Newton 
Não se aplicam a Milton  
Nascimento poético,versos proféticos Racionais

Sátiros em prismas sociais 
Sátiras de desmatamentos florestais 
Maré negra afunda o bolso do povo e de novo quebra o lacre para obter o lucro 
As duas faces da moeda se repartem para manter uma vida mínima a esse custo louco 
É o ganho de migalhas do pão aos poucos

Liga 190 que ainda permanecem os 1.9.9.0
Corrupção Sistêmica em códigos Morses 
Deciframos que de  cifras transbordam os cofres

Somos royalties, investidores secretos em sonetos capturados pela inflação que retrata e retira ,
Abstrata e visível mas dissolúvel as mãos de obra disponível por preço precário no nível que seja possível dominar ,
E para não desconfiarmos desse ciclo possessivo investem em alegóricos agressivos 
Propagandas, festas, copas e o que mais for acessível para manter a engrenagem no passivo 
Uns manos buscam óleo e não é da Petrobrás

Frações de palavras lidas 
Em cada página do Grande Grimório 
A alma em pó,
A alma implora para não ser dividida ao empório e vendida ao império 
Letras soltas, histórias vividas 
Mulheres sofridas 
Blanche Dubois 
O colorido purpúrio 
A exaustão da voz de Frida Kahlo 
O frio que dá calo resguarda uma chama acesa no peito 
Não tem jeito 
Quando ela incendeia 
Transcende a fase de a à z 
É Azzy na Aldeia

Só quem leu o diário de Anne 
Entendeu o cotidiano diário desde outros ontem

Mulheres dignas ,
Signos , símbolos de depredações de dogmas contra os falsos monges lá,
Longes da população 
Donos da poluição,
Em seus tronos da  manipulação

Visão antropocéntrica 
Criptomoedas ou cédulas ?
Como deseja pagar pelo ar para respirar?

Os rios limpos são entregues ao Abraham Lincoln 
As mãos do garimpo,as mãos do governo americano

Quem divide multiplica 
Deve ser por isso que o país anda cada vez mais repartido em guerras de partidos 
Nesse solo Brasileiro 
Quem será o espelho do espetáculo em Espártaco ,
Revolta do Império Romano!

 

 

 

 

 

 

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