Fraco
Dentro dessa fonte ,
Afogo-me nessa sede.
Sobre essa ponte,
Revogo-me ao que me "remede".
Fraco.
Por ícaro Ítalo Gomes dos Santos
Ícaro Ítalo Gomes dos Santos,pseudônimo;Italo_poetrix. Descobriu sua paixão por livros ao ler"A Árvore Generosa" (The Giving Tree) e desde então tornou-se súdito da palavra poética e busca entender seus conhecimentos através dos caminhos líricos .Nascido em Aquidabã,do agreste Nordestino ,vêm se destacando com seus poemas com temas múltiplos . Atualmente reside em Luz,uma pequena cidade de Minas Gerais . Suas escritas são fisioterapias para a alma .
n. 2004-07-01
Dentro dessa fonte ,
Afogo-me nessa sede.
Sobre essa ponte,
Revogo-me ao que me "remede".
Fraco.
Por ícaro Ítalo Gomes dos Santos
Destino,
Alguns dizem que ele é a obra de arte mais oculta que a própria vida ou morte.
Nessa mesma filosofia,
Dizem que é ele quem rege o azar ou a sorte,
Sendo a maior entidade por destinar sua própria identidade entre o antes e a extensão da perpetuidade.
Nele, acredita-se que o conhecimento é uma expansão onde todo ser ou matéria descobrirá, ao longo de vários ciclos, o propósito do seu íntimo.
É estranho parar para refletir;
Muitas vezes é necessário sentar-se à mesa com esse estranho,
Outras vezes, nem tanto,
Por isso nem tento.
É estranho parar para refletir porque a resposta poderá ser ensurdecedora;
Outras vezes, a dúvida será a fornecedora de mais gritos.
O destino não me faz escrever,
Ele me desafia;
Não me gratifica e nem me pune,
Porém ele já sabe cada verso que declaro em poesia.
Alguns dizem que o destino é utopia,
E nessa mesma filosofia,
Eu só vim a este mundo porque meu pai conheceu minha mãe,
E, se não fosse por isso, certamente aqui eu não estaria.
Quem fui eu um dia e quem estou sendo agora é uma mera célula morta e vazia.
Concordo com aqueles que concordam com esse tal Destino,
Mas também não discordo daqueles que discordam do que dizem as cordas do Destino.
Até dizem por aí que o Destino advém do Divino,
E que o Divino é quem manuseia o Destino.
Outros dizem que eles são distintos e que talvez controlamos nossos destinos por nossas escolhas e instintos.
Entre quadros e tintas,
A obra de arte mais bela que vi
É aquela que eu ainda não vivi.
Acredito que a dor também faz parte de uma obra que se comparte em arte.
Sob um olhar genuíno,
Rogo ao Destino para que possa desapossar-me das minhas raízes,
E se, por castigo ou dádiva, novamente eu germine,
Que seja como a esperança no olhar de quem se põe a acreditar;
Da mesma forma, que eu jamais termine.
Porém, mesmo afirmando, não posso me fixar,
Então que o Destino me ensine,
Ainda que me elimine.
Nomino que o Destino é, no mínimo, a dimensão de outra lei além da alma ou matéria.
Me pergunto se o Destino talvez não seja o ato simples, recíproco e respeitoso,
E que nesse mesmo Destino moraria também a engenharia da miséria.
Desde menino meu olhar eu inclino,
Sentado na calçada, na grama do quintal onde eu morava ou, hoje em dia, em qualquer janela com vista para o céu ou varanda.
Vejo nuvens em formatos únicos e como cada uma delas anda.
Melhor tempero ainda é o cheiro do solo molhado das chuvas que elas mandam;
Melhor cultura que sempre me cura do tédio.
Para a criatividade, indústrias farmacêuticas nunca fornecerão algo igual ou genérico a esse remédio.
E tudo começou como uma brincadeira;
Hoje eu a guardo para a vida inteira, ainda que a vida se divida em interas, aspas e etcéteras.
Hoje eu aguardo que exista um amanhã melhor que o hoje que me beira,
Uma simples quarta-feira ou qualquer dia da semana que queira me tornar bem mais feliz,
Ressignificando tudo aquilo que eu ainda não fiz.
Porém que a dor da cura não interfira,
A dor da mágoa e o que ela me dirá;
Sei que ela sequer medirá forças para que eu possa mendigar o arquétipo do aprender e repreender o tônico do amar.
Destino,
Alguns dizem que ele é malino,
Brinca com os nossos olhos e até com o que podemos imaginar.
Destino,
Alguns dizem que ele é o sussurro do maligno,
Brinca com os nossos olhos e até com o que podemos imaginar.
Destino.
Por : ícaro Ítalo Gomes dos Santos
Italo_poetrix
Poema: dez de dez tino
Eu sou o vento.
Um breve sopro constante indagado, recorda-se momento.
Nada detém meu pensamento.
Já não mais penso, acredita-se que o espelho quebrado tornou-se o verme que ver-me mesmo eu não possuindo olhos, já que todos foram arrancados de mim pelo ser que, por torpeza ou cortesice, diz sem pronunciar o ato de ter meu controle do contato e constato.
Sem possuir o saber mesmo o possuindo, pergunto-me se eu finjo ou respondo-me e fico mesmo sem ficar, porém fui amanhã e percebo despercebido que lá eu nunca fui aqui.
Mais rápido do que eu, só a simultaneidade de que existe outro eu também.
E tudo, na verdade, é uma mentira verdadeiramente jamais dita, porque o que o olho não vê, a mente não edita, mas projeta.
E quando projeta, a vida injeta uma vacina da cura mais mórbida e transmutada daquilo que você não pode sentir, não pode tocar, mas vem de cada ato do imaginar, ou pelo menos do mais era para ser ou até pode ter sido assim.
Similar.
Contemplação, contemplo a ação, é de destruição do mesmo.
Sendo assim, o templo já não é mais aquilo, pois aquilo que ele deveria ser não foi de fato concluído, porque ele não era apenas um templo, e sim algo objetificado.
Então, por isso, eu vejo que o dicionário é apenas um item inanimado, animado, temporariamente, para todo o sempre, simples.
Mas uma lagarta tá fora do casulo.
Sendo assim, ela aprendeu a bater perna e voar.
Mais pesada que o ar, sufocada pelo conhecimento do tempo, do vento que passa de repente quando vê a gente morre vagarosamente, tão rápido quanto a luz se acende e não entende por que que a vida passa ou por que que a vida fica depois que a morte chega.
Por :
Ícaro Ítalo Gomes dos Santos
Pseudônimo; Italo_poetrix
Oi sou a Ellen