Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

Perfil
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PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
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Poemas

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PAI

A gente entende o que é ser pai, por tudo que
aprendemos com o nosso.
Aprendi pai, que a vida é linda e pode ser vivida apesar de todas as adversidades que ocorrerem.
Aprendi que amar nem sempre é falar.
Aprendi que para acolher basta um convite para um bom cafe.
Aprendi que dançar é uma maneira inteligente de se libertar.
Aprendi que família é o bem mais precioso do universo.
Aprendi que casamento é amor, mesmo que sejamos imperfeitos.
Aprendi que lembranças fazem parte da vida, mas se contamos de uma maneira interessante, elas se eternizam.
Aprendi que um minuto é uma eternidade, portanto não desperdice.
Aprendi que sempre é tempo de amar, por que não?!
Aprendi que a maior religião é a reunião e a generosidade.
Pai, enquanto tu vivias, era isso que eu olhava, obrigada por tudo.
Sinto tua falta, mas vou te dizer, não faltou nada a não ser, a tua deliciosa presença.
Vou ficando por aqui, copiando o teu melhor e levando comigo esses ensinamentos tão pertinentes para mim.
142

O AMOR

Ah, o amor!
Por ele cometemos delitos
Vivemos o infinito
Sem pestanejar
E mensurar o imensurável
Não sabemos sequer defini-lo
Por que quem sente o amor
Vive
Se encanta
Enobrece
Acontece no ritmo que bate
O coração
Com alegria e satisfação
De quem se doa
Contente
Para viver a que vivemos
E seguimos sorridentes
Pela vida
Eternamente... Ah, o AMOR
137

NATUREZA

Se há um sol que brilha no mar
Existe a lua para iluminar a noite
Árvores para sombras e aconchego
Peixes para alimentar o pescador
Pássaros entoando o tocador
Nuvens para esperar chuvas de verão
Para tudo isso existe um trovador
E amor para rimar com poesia
De um poeta solitário e jamais visto
Sem fantasia
265

QUIMERA

Saudades são eternas
No coração de quem ama!
Lembranças não se abrandam
Vem como uma avalanche
Cobrando uma certeza
De quem foi importante!
122

VERSOS

UMA VISÃO TURVA
MILHÕES DE SENTIMENTOS
UM SENTIMENTO APENAS
DE PURA DISTRAÇÃO
290

MORTE

Vidas ceifadas
Dores silenciosas
Enclausuradas!
Confinadas
Emolduradas pela força que resta
Dias sombrios
Notícias que se entranham
Desejo de não estar!
E pisam em linhas graves
O mundo chora
E os que ficam?!
Pesa sobre o ombro
A dor
A compaixão
A descrença
Do que: será que é real?!
Será mentira?!
Vão nos acordar?!
Peça por peça será gradativamente encaixada com peças faltantes e vazias!
De um quebra cabeça incompleto, gasto e dolorido

(em 29 de Março de 2020)
120

p(A)nde(M)i(A)

No corpo a epidemia
A surgir?
Perguntas, mentes, solidez!
Mentiras contadas à liberdade!
Minimizam a vida regrada
e escondem por entre palavras egos ardentes!
Não se expõe!
Não passe a diante!
Vozes clamantes...
Ecoam
Mesmo que a rotina dos dias te chame ao convívio...
Pare, olhe ao redor
Clame ao senhor!
És tu e Ele!
AGORA
Como tudo iniciou!
Parece entediante
Não ir adiante
Mas não é, meu amigo!
Meu irmão!
Cuida dos teus...
Construção tua...
Sonhos teus...
Não deixem que cuidem por ti...
Exagerar é amar!
És a lição!
Olhar para dentro é
Olhar para fora
Olhar ao redor
Te traz laços
Dos caminhos traçados
Surrados!
Mistérios da vida que só o criador pode te responder!
A resposta está em ti?!
Ou está mais longe?
Jamais saberemos!
Enquanto isso, sigamos!
É provável.
É necessário.
Desde que você ao se enxergar, enxergue o outro com o mesmo apreço do seu olhar
Entendeu?!
Não somos sem o outro!
E se somos, sozinhos
Seremos!
(em 29 de Março de 2020)
155

CONSTRUÇÃO

No caminho arco-íris
Há surpresas vivas
Entardecer sob as janelas frias
Longe olhar
Maravilhosas ideias
Criativas, solitárias
Tijolo sobre tijolo
Construção da vida
Parte daquilo que foste criado
Permanecendo tua silhueta
Uniforme e digna
Do olhar atento
Para si mesmo
Contribuindo assim, para percepção unilateral
Do ser que formaste com paixão.
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REVIVER

Eu já fui sobrado
Já fui soberbo
Meus azulejos vieram de Portugal
Berço do Saber
Eu era o símbolo de outrora
Mas que desvalio
Me encontro sozinho
Meus azulejos não tem valia?
Sou arquitetônico
Sou patrimônio
Hoje sou aquele que passa e NÃO se importa
Sou desleixo
Sou passado
Sou um simbolo ocupado
por quem não sabe que amar é preservar
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HOJE/ONTEM

Hoje que me vi
Alegre com o ensolarar dos dias
Tanto amor em volta de mim
Doce vida
Calma como os dias
Acalanto da alma
Delicada
Beleza de fato
Eternamente grata
Humanidade
Laços de ternura
Que nos enlaça
Como irmãos na tenra idade
Vaidade
Assovios
Arrepios
Cantorias de uma noite
Sem lua
Violões, tenores e contraltos
Saudade de um tempo solto
Nos rumores da idade
154

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