A gente entende o que é ser pai, por tudo que aprendemos com o nosso. Aprendi pai, que a vida é linda e pode ser vivida apesar de todas as adversidades que ocorrerem. Aprendi que amar nem sempre é falar. Aprendi que para acolher basta um convite para um bom cafe. Aprendi que dançar é uma maneira inteligente de se libertar. Aprendi que família é o bem mais precioso do universo. Aprendi que casamento é amor, mesmo que sejamos imperfeitos. Aprendi que lembranças fazem parte da vida, mas se contamos de uma maneira interessante, elas se eternizam. Aprendi que um minuto é uma eternidade, portanto não desperdice. Aprendi que sempre é tempo de amar, por que não?! Aprendi que a maior religião é a reunião e a generosidade. Pai, enquanto tu vivias, era isso que eu olhava, obrigada por tudo. Sinto tua falta, mas vou te dizer, não faltou nada a não ser, a tua deliciosa presença. Vou ficando por aqui, copiando o teu melhor e levando comigo esses ensinamentos tão pertinentes para mim.
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O AMOR
Ah, o amor! Por ele cometemos delitos Vivemos o infinito Sem pestanejar E mensurar o imensurável Não sabemos sequer defini-lo Por que quem sente o amor Vive Se encanta Enobrece Acontece no ritmo que bate O coração Com alegria e satisfação De quem se doa Contente Para viver a que vivemos E seguimos sorridentes Pela vida Eternamente... Ah, o AMOR
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NATUREZA
Se há um sol que brilha no mar Existe a lua para iluminar a noite Árvores para sombras e aconchego Peixes para alimentar o pescador Pássaros entoando o tocador Nuvens para esperar chuvas de verão Para tudo isso existe um trovador E amor para rimar com poesia De um poeta solitário e jamais visto Sem fantasia
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QUIMERA
Saudades são eternas No coração de quem ama! Lembranças não se abrandam Vem como uma avalanche Cobrando uma certeza De quem foi importante!
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VERSOS
UMA VISÃO TURVA MILHÕES DE SENTIMENTOS UM SENTIMENTO APENAS DE PURA DISTRAÇÃO
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MORTE
Vidas ceifadas Dores silenciosas Enclausuradas! Confinadas Emolduradas pela força que resta Dias sombrios Notícias que se entranham Desejo de não estar! E pisam em linhas graves O mundo chora E os que ficam?! Pesa sobre o ombro A dor A compaixão A descrença Do que: será que é real?! Será mentira?! Vão nos acordar?! Peça por peça será gradativamente encaixada com peças faltantes e vazias! De um quebra cabeça incompleto, gasto e dolorido
(em 29 de Março de 2020)
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p(A)nde(M)i(A)
No corpo a epidemia A surgir? Perguntas, mentes, solidez! Mentiras contadas à liberdade! Minimizam a vida regrada e escondem por entre palavras egos ardentes! Não se expõe! Não passe a diante! Vozes clamantes... Ecoam Mesmo que a rotina dos dias te chame ao convívio... Pare, olhe ao redor Clame ao senhor! És tu e Ele! AGORA Como tudo iniciou! Parece entediante Não ir adiante Mas não é, meu amigo! Meu irmão! Cuida dos teus... Construção tua... Sonhos teus... Não deixem que cuidem por ti... Exagerar é amar! És a lição! Olhar para dentro é Olhar para fora Olhar ao redor Te traz laços Dos caminhos traçados Surrados! Mistérios da vida que só o criador pode te responder! A resposta está em ti?! Ou está mais longe? Jamais saberemos! Enquanto isso, sigamos! É provável. É necessário. Desde que você ao se enxergar, enxergue o outro com o mesmo apreço do seu olhar Entendeu?! Não somos sem o outro! E se somos, sozinhos Seremos! (em 29 de Março de 2020)
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CONSTRUÇÃO
No caminho arco-íris Há surpresas vivas Entardecer sob as janelas frias Longe olhar Maravilhosas ideias Criativas, solitárias Tijolo sobre tijolo Construção da vida Parte daquilo que foste criado Permanecendo tua silhueta Uniforme e digna Do olhar atento Para si mesmo Contribuindo assim, para percepção unilateral Do ser que formaste com paixão.
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REVIVER
Eu já fui sobrado Já fui soberbo Meus azulejos vieram de Portugal Berço do Saber Eu era o símbolo de outrora Mas que desvalio Me encontro sozinho Meus azulejos não tem valia? Sou arquitetônico Sou patrimônio Hoje sou aquele que passa e NÃO se importa Sou desleixo Sou passado Sou um simbolo ocupado por quem não sabe que amar é preservar
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HOJE/ONTEM
Hoje que me vi Alegre com o ensolarar dos dias Tanto amor em volta de mim Doce vida Calma como os dias Acalanto da alma Delicada Beleza de fato Eternamente grata Humanidade Laços de ternura Que nos enlaça Como irmãos na tenra idade Vaidade Assovios Arrepios Cantorias de uma noite Sem lua Violões, tenores e contraltos Saudade de um tempo solto Nos rumores da idade